Capítulo11: Sob o Céu da Noite

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-Não é porque o céu está nublado que as estrelas morreram.

   
               - Chico Buarque.

A sala de reuniões permanecia mergulhada em um silêncio incômodo, interrompido apenas pelo crepitar das chamas na lareira

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A sala de reuniões permanecia mergulhada em um silêncio incômodo, interrompido apenas pelo crepitar das chamas na lareira. Todos presentes pareciam ocupados demais com seus próprios pensamentos para fazer comentários triviais. No entanto, Harry Potter quebrou a tensão ao raspar al colher no fundo do pequeno pote de brigadeiro, como se o ambiente sombrio ao seu redor não fosse nada mais do que um pano de fundo entediante.

Tom Riddle, elegantemente relaxado em sua poltrona de couro, observava Harry com um misto de fascínio e desdém controlado.

– Então, Harry – disse Tom, em um tom suave e calculado. – Posso saber por que nos agraciou com aquele espetáculo mais cedo?

Harry levantou os olhos, aparentemente desinteressado, mas algo em seu olhar carregava a mesma intensidade desafiante de sempre. Ele não respondeu imediatamente, apenas lambeu os lábios manchados de chocolate antes de olhar para o rato choramingando perto da lareira.

– Ah, Rabicho era importante para você? – perguntou Harry casualmente. Ele inclinou levemente a cabeça, um gesto quase inocente. – Se quiser, posso consertá-lo.

– Não, obrigado – respondeu Lucius Malfoy, sua expressão endurecida pela indignação. Ele observava o rato com um olhar crítico e distante. – Parece que todos os membros dele ainda estão onde deveriam estar, afinal.

Harry deu de ombros com um leve suspiro.

– Bom, Rabicho e eu temos contas a acertar, como devem imaginar – murmurou, girando a colher distraidamente entre os dedos. – Nunca fui muito fã de doces, sabem? Minha tia Petúnia achava que eu não merecia comê-los.

Esse comentário arrancou um olhar surpreso de Severus Snape, que até então parecia mergulhado em seus próprios pensamentos. Ao ouvir o nome familiar, uma sombra de algo indizível cruzou seus olhos.

– Petúnia... – sussurrou Severus, sua voz distante e pesada. Ele se afundou um pouco mais no banco. – O que fiz da minha vida... Eu sabia o que você enfrentava, e mesmo assim...

Sobre Lados - TomarryHistórias para pegar e não largar. Descubra agora