Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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『Segunda chance: Às vezes só serve para você ter certeza. que algumas pessoas não mudam!』
𓆉
A volta a Hogwarts estava tão insuportavelmente monótona que Harry quase considerou se jogar no chão e rolar como um cachorro – embora isso pudesse ser visto como uma espécie de suicídio social. Seus "melhores amigos" lançavam olhares para ele a cada cinco minutos, como se estivessem vendo um fantasma.
Harry, por sua vez, respondeu com um sorriso calmo, quase sereno, como se estivesse curtindo uma festa de verão à beira-mar. Ele até parecia relaxado demais, talvez até "chapado", como se tivesse experimentado alguma daquelas invenções malucas dos gêmeos.
Era a única forma de manter sua sanidade diante da agonia e da ansiedade crescente. Tudo o que ele queria era abrir a misteriosa caixa que Tom havia lhe dado – e isso consumia todos os seus pensamentos.
Afinal, ele e o Lorde criaram uma "amizade", por assim dizer. Harry testava constantemente a paciência do Lorde das Trevas, aprontando várias coisas. O Lorde, por sua vez, exercitava sua paciência — ou lançava maldições terríveis que, curiosamente, nunca chegavam realmente a acertá-lo.
Quando o banquete terminou, Harry havia comido o que normalmente consumia na Mansão Salazar: muito pouco e quase nenhum doce. Sem perceber, seu comportamento chamava a atenção dos olhares dos sangue-puro ao seu redor. Muitos se perguntavam se, agora, o menino tinha consciência de sua linhagem e da importância dela, especialmente por estar agindo com mais elegância e sobriedade, características esperadas de um verdadeiro sangue-puro.
Ao sair do salão, Harry ouviu a voz de Hermione chamando-o. Ela o alcançou e, sem cerimônias, puxou com força seu braço. — Cuidado, Hermione, este tecido é delicado... e caro demais para ser rasgado assim — advertiu Harry.
— Harry, você desapareceu! — exclamou Hermione, quase gritando. — Dumbledore estava procurando por você em todos os cantos. Literalmente, todos!
— E o que é isso que você está vestindo? — murmurou Ron, com uma expressão curiosa. — Você nunca ligou para sua aparência antes...
Era impossível não notar o traje refinado de Harry. Talvez, afinal, ele realmente tivesse herdado algumas características de Tom. O Lorde sempre se importava muito com o que usava ou deixava de usar. Não era raro ouvir algo como: "Harry, você precisa entender que não é como todos os outros. Precisa se comportar adequadamente e se vestir bem. Nada daqueles trapos que insiste em usar."
— Bem, eu estava viajando com alguns amigos meus, já que ninguém se juntou a mim para comemorar meu aniversário — disse Harry, sorrindo ao ver a confusão estampada nos rostos deles. — Ah, e sobre minhas roupas: gostaram? Eu adorei! Olhem só para esta jaqueta de couro de dragão tailandês. Foi cara, mas é extremamente rara!