Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Espero que seja dia seja tão bom quando a minha buceta..
Harry sentia a tensão de Rabastan de longe, mas apenas sorriu ao entrar na loja. A fachada era discreta, mas o interior estava coberto de desenhos e portfólios repletos de opções para escolher.
Ele se aproximou do balcão e perguntou:
— Olá, desculpa... Para fazer uma tatuagem, preciso marcar horário?
O homem atrás do balcão, de cabelos pretos desgrenhados, ergueu os olhos para ele. Ele lembrava Sirius, mas sem os traços marcados por Azkaban e um pouco mais jovem.
— Se quiser, podemos fazer hoje mesmo. Não tenho clientes agora. Já tem uma ideia do que quer? Quer que seja mágica ou normal?
— Mágica? Como assim? — Harry franziu a testa, intrigado. Rabastan, que observava à distância, fingia não estar interessado, embora sua postura rígida entregasse sua atenção.
O tatuador sorriu de canto.
— Tatuagens mágicas podem ser modificadas depois de cicatrizadas. Você pode aumentá-las, diminuí-las e até animá-las com magia.
Os olhos de Harry brilharam com a novidade.
— Quero essa! — disse animado. — Quero duas: uma Fênix uma serpente.
— Interessante… — O tatuador cruzou os braços. — E onde vai querer?
— O Fênix no braço, logo abaixo do ombro. A serpente… — Harry hesitou, depois sorriu travesso. — Na virilha.
O homem soltou uma risada baixa.
— Você tem coragem, hein? Vai doer.
Harry apenas deu de ombros.
— Eu aguento.
O tatuador preparou os materiais, higienizou a pele de Harry e pegou a agulha. Assim que o processo começou, Harry sentiu as pequenas picadas queimarem sua pele. Mas, para ele, aquela dor era quase um alívio, algo concreto e suportável comparado ao peso que já carregava na vida. O zumbido da máquina e a sensação da agulha se tornando constantes fizeram seus olhos pesarem… até que, sem perceber, ele pegou no sono.
Quando Harry acordou, ouviu uma conversa em baixo volume.
— Seu amigo tem uma alta tolerância à dor, hein? — disse a voz do tatuador.
Rabastan respondeu, a tensão na voz clara:
— É, Harry sempre foi assim.
Ele estava ali, de braços cruzados, observando atentamente o tatuador enquanto a agulha fazia o trabalho na virilha de Harry. A serpente estava quase pronta, alinhada e perfeita.
— Ele tem namorado ou namorada? — o tatuador perguntou, curioso.
— Rafael, seu nome, né? — Rabastan murmurou, interrompendo a conversa.