Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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As pessoas mudam por dois motivos: suas mentes estão abertas ou seus corações estão partidos.
- Bill Cipher
— Ele tem medo de te perder — disse Nagini, sua voz suave, mas carregada de certeza.
Harry a encarou, ainda confuso, e balançou a cabeça.
— Ele não disse isso... — murmurou, como se as palavras de Nagini fossem impossíveis de serem verdade.
A cobra deslizou suavemente ao lado dele na cama. Sua presença era reconfortante, quase um lembrete de que ele não estava completamente sozinho.
— Tenho certeza de que ele disse isso de outras formas... — respondeu Nagini, sua voz calma, mas com um toque de sabedoria. — Você é teimoso, Harry. Não percebeu como ele se importa, nem o que fez...
Harry ficou em silêncio, os olhos fixos no teto. Ele não queria acreditar nas palavras da cobra. Mas, ao mesmo tempo, uma parte dele sabia que havia algo ali, algo que ele se recusava a enxergar.
Suspirou pesadamente, sentando-se na cama. A frustração e a confusão pesavam sobre seus ombros.
Nagini, como sempre, parecia saber exatamente o que ele precisava ouvir, mesmo que ele próprio não quisesse admitir.
— Já parou para pensar nos dois lados? — perguntou ela.
— E tem dois lados? A não ser que eles estejam tentando fazer o mesmo que Dumbledore fez: me colocar com parentes abusivos só porque eu disse que não queria mais a guerra. — Harry resmungou, abraçando o travesseiro. — Como você entrou? Eu tranquei muito bem o quarto!
— Tom criou passagens secretas em todos os quartos para mim. — Nagini respondeu com desdém. — E, sinceramente, nunca vi crianças mais burras que você e o Tom. Em vez de simplesmente conversarem sobre o que aconteceu, vocês ficam nessa briguinha infantil.
Ela deslizou para fora da cama e saiu do quarto, deixando Harry sozinho. Ele engoliu em seco. Talvez estivesse sendo infantil... mas hoje, definitivamente, ele não queria Tom por perto.
O gostinho da vingança veio quando ouviu a maçaneta girar, sem sucesso.
— Harry, abra a porta, por favor. — A voz de Tom soou do outro lado, insistente. Ele pediu mais três vezes antes de Nagini murmurar algo, e então desistiu de tentar abrir.
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