Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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O perigo lhe rodeia
— Eu cansei, caralho! Meu santo Merlim, nos ajude... — Barty murmurou desesperado, antes de desabar no chão, encostado contra a parede de pedra fria. Ele tremia enquanto apertava compulsivamente a Marca Negra em seu braço, quase a ponto de cravá-la ainda mais em sua pele. — Eu juro! Meu Senhor, me ajude, por favor...
— Bart, Bart! — Harry tentou alcançar o amigo, mas o desespero de Barty era visceral, sufocante. Antes que perdesse a paciência, Harry o segurou firmemente pelos ombros, balançando-o com força, e, sem hesitar, desferiu um soco rápido no rosto do ex-Comensal. — Acorda, caralho! Você é um Comensal da Morte ou alguém que parece o Ron com medo de aranha?!
— Harry... nós não vamos sair daqui! — Barty engasgou entre soluços, cada palavra um testemunho do caos mental que o lugar estava causando. Ele se encolheu ainda mais. — Eu não aguento mais...
Harry fechou os olhos por um instante, respirando fundo, sua raiva misturada ao medo. Então falou baixo, mas firme: — Nós vamos sair daqui. Nem que eu tenha que chamar a própria Morte. Mas agora, vamos nos focar. Quero entender mais sobre esse lugar.
Barty tremia, a postura derrotada, o olhar vazio. Aquele lugar era diferente de tudo que já haviam enfrentado. Algo assombrava as paredes e mexia com as emoções de quem estava ali. Antes que Harry pudesse dar mais um passo, uma voz sussurrou ao vento, como uma premonição fantasmagórica:
— Mentis Custodia... Protegomens... Use-os.
Sem hesitar, Harry ergueu a varinha e murmurou os encantamentos: — Mentis Custodia! Protegomens!
A primeira magia se lançou sobre ele, trazendo um alívio imediato. Sua mente, antes invadida por pressões invisíveis, agora estava protegida, e ele conseguia pensar com clareza. Virando-se para Barty, que ainda parecia afundar em um abismo de desespero, Harry lançou o feitiço novamente.
Barty piscou, como se tivesse despertado de um pesadelo. Seu corpo relaxou, e ele começou a se levantar devagar. — O que você fez? Eu... não me sinto mais em desespero... — Ele olhou para Harry, surpreso.
— Um feitiço. — Harry respirou fundo, a desconfiança ainda presente em seus olhos. — Acho que foi a Morte que nos mandou. Esse lugar é uma prisão, Barty. E mexe com nossas mentes.
— E se realmente for uma prisão? — Barty sussurrou, o pavor não completamente desaparecendo de sua voz.
Harry aproximou-se e estendeu a mão para o braço de Barty. — Me dê sua Marca. Vou tentar outra coisa.
Com hesitação, Barty estendeu o braço, observando Harry passar os dedos sobre a marca com uma mistura de urgência e determinação. Em um movimento tenso, Harry fechou os olhos, concentrou-se e sussurrou em Língua de Cobras, sua voz reverberando no ar pesado como uma prece: — Tom, ajude-nos. Estamos presos. Um livro nos sugou...