Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Não tenha a obrigação de seguir planos e cumprir metas que não foram traçadas por você para agradar a outro alguém. Você tem direito de crescer, escolher novos caminhos e ser responsável por uma revolução de melhorias em sua própria vida.
ação
Harry bufou ao encarar seu reflexo no espelho. Estava elegante, talvez até bonito demais para o gosto dele, mas não conseguia se sentir à vontade naquele traje. O terno preto era impecável, quase ostentoso, e a calça social, um pouco justa, destacava as linhas de seu corpo bem definido. Ele suspirou com irritação e começou a desabotoar o blazer, afrouxando também alguns botões da camisa vermelho-vinho.
— Maldito Tom... — murmurou, um leve sorriso brincando em seus lábios.
Era claro que Tom adorava vê-lo arrumado, achava-o irresistível assim. Harry, por outro lado, odiava se sentir tão preso em roupas formais. Ternos eram algo que ele tolerava em Tom — porque nele ficavam absurdamente atraentes —, mas em si próprio? Não conseguia parar de pensar no quanto era desconfortável.
Após uma ajeitada preguiçosa nos cabelos, Harry sorriu para si mesmo. Hoje seria interessante. Ele sabia que as provocações estavam prestes a começar. Sempre que tinha a oportunidade, ele se divertia instigando reações daqueles ao seu redor, mas jamais esquecendo a regra de Tom: "Evite conflitos desnecessários." Ele só podia revidar se fosse atacado, e, honestamente, isso tornava tudo ainda mais divertido.
No entanto, seus pensamentos logo foram interrompidos pelo som firme e decidido da porta se abrindo. Ele virou-se a tempo de ver Severus Snape surgir, como uma sombra elegante e imponente.
— Você está deslumbrante, Harry. — Severus observou-o de cima a baixo, os braços cruzados. — Parece que finalmente decidiu abraçar a escuridão, não é?
Harry ergueu uma sobrancelha, notando o leve tom de sarcasmo na voz de Snape.
— Obrigado, eu acho. — Ele deu de ombros, hesitando antes de fazer a pergunta que o incomodava havia dias. — Acha que meus pais ficariam bravos comigo?
Severus parou por um instante, surpreso pela vulnerabilidade evidente na voz de Harry. Não era comum o garoto expressar essas dúvidas, e isso fez o professor pensar cuidadosamente antes de responder.
— Ron me disse uma vez que eles ficariam decepcionados com o que me tornei... mas eu nunca os conheci. Então, por que eu deveria me sentir culpado? Certo? — Harry perguntou, como se procurasse confirmação.
Severus estudou-o em silêncio por alguns segundos. A imagem de Lily cruzou sua mente, mas ele se obrigou a empurrar a dor para longe antes de falar.
— Está com medo do que eles pensariam? — indagou Snape, cruzando os braços, o olhar penetrante fixo em Harry.