Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Harry caminhava calmamente pela floresta. Havia acabado de passar pelas barreiras de proteção de Hogwarts, e ali ninguém seria capaz de sentir sua magia. Ele a soltava aos poucos, quase como se estivesse se livrando de um peso, enquanto observava o silêncio que o envolvia.
Encostando-se em uma árvore, Harry pegou a carta em mãos antes de abri-la. Era de Barty. Havia algo perturbador na calma que aquilo transmitia — uma sensação estranha, que só aumentou ao ler as palavras escritas:
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Caro Harryzinho,
Meu senhor solicitou meus serviços novamente. Ele pediu minha ajuda para algo grandioso: a fuga. Ah, você ainda não sabe, não é? Eles ainda não publicaram as notícias. O Lorde das Trevas libertou seus seguidores, incluindo Bellatrix Lestrange e os outros Lestranges. Curiosamente, eles ainda têm um bom controle da mente... mais ou menos.
Bellatrix, no entanto, provavelmente não gostará de você. E, sinceramente, duvido que você goste dela. Talvez, se eu mostrar você torturando o rato, ela simpatize com a situação.
Agora, deixando isso de lado, você deveria me escrever. Nosso senhor anda preocupado com você. Disse que anda muito estressado. Sabe, garoto, na minha época, tudo se resolvia com umas boas bebidas e noites longas na cama. Mas parece que o mundo mudou.
Aliás, que missão foi essa que ele te deu? Pelo que entendi, ele te carregou com muito peso, e isso o inquieta.
Por aqui, tudo está estranhamente calmo. Mas, pelo que ouço, essa paz não o segue, não é?
Atenciosamente, Seu Comensal da Morte favorito.
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Harry soltou uma risada curta antes de queimar a carta com um movimento simples de sua varinha. Ele escreveria de volta para Barty em breve. Por ora, tudo estava quieto demais. A serenidade da floresta e o sussurrar do vento o embalaram. Não demorou muito até que adormecesse, encostado contra o tronco da árvore.
Harey acordou sobressaltado ao som de um barulho estranho. Era noite, e algo se movia entre as árvores. Ele ergueu a guarda, preparado para lutar. De repente, risadinhas, leves e semelhantes às de crianças, ecoaram pelo lugar. Harey suspirou, irritado, e ergueu-se. Estava exausto.
— O que vocês querem, pestes? Vieram me incomodar de novo?
As risadas aumentaram até que as crianças surgiram diante dele.
— Moço bonito... seus olhos... — uma delas comentou com uma voz inocente.
— Obrigado — respondeu Harey, ainda em alerta. Ele notou os ferimentos nos pequenos corpos e se deu conta: eram crianças abandonadas. — Vocês... estão mortos, não estão?