Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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Gente ruim se dá bem porque o diabo não atenta quem já é dele.
Harry observou o rosto sereno de Tom. Ele dormia tranquilamente, a respiração ritmada e os traços relaxados. Por um momento, Harry hesitou, mas então pegou um pedaço de pergaminho e escreveu com letras firmes:
"Desculpa, amor. Sei que vai ficar bravo, mas preciso ir sozinho."
Deixando o bilhete ao lado, ele se levantou silenciosamente e saiu. Seus passos eram leves enquanto atravessava os corredores, evitando qualquer barulho que pudesse despertá-lo. Logo, chegou ao Caldeirão Furado. Passou pela lareira e sentiu o calor familiar da magia fluindo ao redor. O lugar estava movimentado, vozes preenchiam o espaço em conversas animadas, mas Harry não parou para observar. Seguiu direto para uma cabine no canto, pediu dois cafés e se acomodou.
No seu próprio café, deixou intocado. No de Molly, discretamente, adicionou o pozinho que havia pedido a Severos. Agora, só restava esperar.
Pouco depois, o atendente apontou a cabine para uma recém-chegada. Molly entrou apressada, visivelmente perturbada. Atrás dela, Tom apareceu, o olhar sombrio e fechado. Assim que se sentou ao lado de Harry, beliscou seu braço com força.
— Pensei que tivesse dito que não viria sem mim — resmungou, a voz baixa, mas carregada de irritação.
Harry soltou uma risada suave.
— Amor, desculpa — murmurou, antes de erguer os olhos para Molly, que os encarava com o rosto pálido, como se tivesse acabado de ver um fantasma.
— Ele te reconheceu? — Harry perguntou, a voz carregando um tom de preocupação.
Tom assentiu, os olhos brilhando com algo perigoso.
— Sim. Dumbledore mostrou a eles quem eu sou. — Seu tom era frio, controlado. — Por isso não quero você longe de mim. Quando chegarmos, vamos conversar.
Harry revirou os olhos e se afastou um pouco quando Tom tentou beliscá-lo de novo.
— Ah, Tommy, para com isso! — bufou, então empurrou o café na direção de Molly. Ela pegou a xícara com as mãos trêmulas e bebeu rapidamente, como se precisasse daquilo para se recompor.
Ao terminar, sua voz saiu vacilante:
— Como pode, Harry? Sabendo quem ele é...?
— Um homem que eu amo dormindo? — Harry brincou, arqueando uma sobrancelha ao ver o nojo estampado no rosto de Molly.
— Gina sente saudades de você, Harry. E você a tratou tão mal... — Molly tentou argumentar, sua voz carregada de desaprovação, tentando mais uma vez empurrá-lo para a filha.
Harry soltou uma risada seca, sem qualquer humor.
— Gina era uma vadia — cuspiu com desprezo. — Queria me dopar com Poção do Amor, e você ajudou. Então, faça o favor de calar a boca, sua gorda ridícula.