Alvo Dumbledore não esperava que seu castelo de ouro cairia tão rapidamente. Para ele, Harry Potter não tinha ninguém que se importasse em ajudá-lo.
Acho que o pobre Alvo Dumbledore não esperava que seu salvador teria ajuda de quem ele menos esperav...
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VC ME MACHUCOU E EU AINDA TENTEI TE ENTENDER
- Um concelho da Autora, vá embora no primeiro erro. Não espere outro-
Harry caminhou para fora do colégio, cuidando para não ser visto por ninguém. Lentamente, ele adentrou a floresta antes de tocar o anel em seu dedo e sussurrar em Parseltongue: – Mansão Slytherin.
Ele apareceu de pé no jardim da mansão, sentindo a magia maligna que parecia impregnar o ar. Assim que chegou, ouviu gritos agudos vindos do interior da construção. Harry sorriu antes de caminhar em direção ao escritório, onde podia sentir várias assinaturas mágicas reunidas.
Ao abrir a porta, percebeu Lucius se sobressaltar, assim como Rabastan Lestrange, que estava ao lado de Barty Crouch Jr., o qual o observava, examinando-o. Seus olhos passaram rapidamente pelo ambiente, analisando cada figura, até se fixarem em Tom, que estava escorado contra a mesa com um semblante exausto.
Tom usava uma camisa social vermelha com alguns botões abertos; seu manto havia sido jogado em uma cadeira. Seus cabelos estavam bagunçados e, sob os olhos, profundas olheiras marcavam noites sem descanso.
– Pensei que a Bella estivesse sendo assombrada, não você – disse Harry, confuso.
– Ela grita demais – murmurou Barty, claramente no mesmo estado deplorável de Tom. – Faz dois dias que não durmo. Nem os feitiços de silêncio funcionam mais. Algo os quebra.
– O que você mexeu, Potter? – rugiu Tom, sua magia flutuando ao redor enquanto reagia com raiva. – O que era aquilo que você enviou atrás dela? Está interferindo nas proteções da mansão. Ninguém quer ficar aqui por muito tempo, nem mesmo para limpar ou investigar!
– Eu enviei um demônio – respondeu Harry com um meio sorriso, notando a expressão de choque tomar conta do ambiente.
– Um demônio?! – murmurou Lucius, horrorizado. – Isso é impossível. Isso só seria possível para alguém da linhagem Peverell, e não vemos um descendente em décadas!
– Pois bem – replicou Harry, mantendo o tom afiado e fixando o olhar em Tom. – Agora você está vendo um.
Tom franziu as sobrancelhas, visivelmente desconfortável, mas também intrigado.
– Tire isso da minha mansão – exigiu, agora sussurrando na língua das cobras.
– Eu posso fazer isso – respondeu Harry calmamente, também em Parseltongue. – Mas só farei depois que Bella pedir a mim. Antes disso, preciso vê-la com meus próprios olhos. Leve-me até ela.
– Eu a tranquei em um dos quartos – admitiu Tom, visivelmente relutante. – Ela estava machucando todos ao redor. Rodolphus está de cama depois que ela quase cortou o pescoço dele.
Harry olhou para o chão por um breve momento antes de levantar a cabeça novamente. – Morfeu – chamou ele, em tom firme. – Me deixe passar.
Todos no ambiente estremeceram quando ouviram a voz grave e profunda que respondeu: