🍁CAPÍTULO 38🍁

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Os dias na casa de Liam e Louis se tornaram silenciosos. Louis andava pelas mesmas rotinas, mas o coração pesado o fazia se sentir preso em um labirinto de emoções. O restaurante ocupava suas horas, mas as noites eram longas e solitárias. Ele não podia escapar da confusão em sua mente: Harry havia reentrado em sua vida, trazendo com ele memórias antigas e sentimentos enterrados. Ao mesmo tempo, ele sabia que não era justo consigo mesmo continuar carregando tanto rancor.

Era um sábado à tarde quando Liam, com o telefone na mão, entrou na sala com o semblante grave. Louis, que lavava algumas louças na cozinha, percebeu imediatamente a mudança no amigo. Secando as mãos, ele foi até a sala.

— Aconteceu alguma coisa, Liam? — Louis perguntou, preocupado.

Liam suspirou profundamente antes de responder, os olhos carregados de preocupação.

— Minha mãe... ela está doente, Louis. — A voz dele saiu trêmula. — Acabei de receber uma ligação de um vizinho dela. Parece que está fraca, não consegue nem sair de casa direito. Eu preciso ir para ajudá-la. Ela é tudo que tenho.

Louis ficou em silêncio por um momento, absorvendo a notícia. Ele sabia o quanto a mãe de Liam significava para ele. Liam falava dela com carinho todas as vezes que mencionava seu passado, uma figura que sempre esteve ao seu lado quando ele mais precisou.

— Claro, Liam. Você precisa ir. Ela vai ficar muito feliz em ter você lá. — Louis tentou parecer positivo, mas a preocupação com o amigo era evidente. — Sabe quanto tempo vai levar?

— Não faço ideia. — Liam passou as mãos pelo cabelo, claramente ansioso. — Pode ser que sejam alguns dias, mas... se a situação for mais grave, pode levar semanas. Eu vou precisar organizar algumas coisas antes de ir.

Louis sentiu um aperto no peito. A ideia de ficar sozinho novamente o assustava, mas ele sabia que Liam não tinha escolha. Era sua mãe, a única família que ele tinha. Louis assentiu lentamente, tentando demonstrar apoio.

— Não se preocupe comigo. Eu vou ficar bem aqui. O importante é você cuidar dela.

Liam olhou para Louis com gratidão, mas havia uma ponta de hesitação em seus olhos.

— Tem certeza? Não quero que você fique aqui sozinho, ainda mais depois de tudo que aconteceu.

— Eu consigo lidar com isso, Liam. — Louis respondeu, tentando soar mais confiante do que realmente se sentia. — Você já fez muito por mim. É a sua vez de estar lá para ela.

Liam respirou fundo e assentiu. Ele sabia que Louis tinha razão, mas não podia deixar de se preocupar. Ele se aproximou do amigo, colocando as mãos em seus ombros.

— Promete que, se precisar de alguma coisa, qualquer coisa, vai me ligar? Não importa a hora.

— Eu prometo. — Louis respondeu com um pequeno sorriso.

Na manhã seguinte, Louis ajudou Liam a arrumar suas coisas. Enquanto dobrava roupas e colocava itens essenciais na mala, os dois trocavam poucas palavras, o silêncio preenchido pelo som de zíperes e passos pela casa. Quando finalmente chegaram à estação de ônibus, Liam se virou para Louis antes de embarcar.

— Louis... você é forte. Eu sei que você consegue superar tudo isso. Mas não se esqueça, você não precisa fazer isso sozinho. Eu estou a uma ligação de distância.

Louis tentou sorrir, mas seus olhos estavam marejados.

— Eu vou sentir sua falta, Liam. Cuida bem da sua mamãe, tá? Ela tem sorte de ter você.

Liam o puxou para um abraço apertado, os dois permanecendo assim por um momento mais longo do que o habitual.

— Eu também vou sentir sua falta. Fique bem, Louis. Não deixe o passado roubar sua paz.

DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora