O último dia do ano nasceu com o céu límpido e um sol suave que banhava Lisboa de luz dourada. A casa da família de Edward e Harry estava cheia de vida e de promessas, cada canto ressoando com risadas, passos apressados e o aroma irresistível das delícias sendo preparadas na cozinha. Era um dia de alegria, esperança e amor — sentimentos que pareciam envolver o ar e os corações de todos nós.
Na cozinha, eu me encontrava imerso no aroma doce do chocolate derretido e das cerejas frescas. Minhas mãos, hábeis e cheias de intenção, preparavam o bolo floresta negra — o doce favorito de Edward e Harry. As camadas de pão de ló escuro já estavam prontas, esperando pelo chantilly macio e pelas cerejas vermelhas, que brilhavam como pequenas joias.
Ao meu lado, Niall e minha sogra coordenavam o preparo do jantar. A cena era pura harmonia. Niall cortava ervas frescas com a precisão de quem transforma simples ingredientes em magia, enquanto minha sogra, com sua presença calorosa, mexia uma panela de molho perfumado, o vapor subindo em espirais tentadoras.
— Este bolo vai ser um sucesso, tenho certeza — comentou Niall, com um sorriso travesso enquanto observava minha concentração.
— Espero que sim — respondi, ajustando a última camada com cuidado. — Quero que seja perfeito.
— Você está sendo modesto — minha sogra disse, seu olhar afetuoso pousando sobre mim. — Tudo o que faz com amor sempre fica delicioso.
Sorri, sentindo o calor de suas palavras, e continuei minha tarefa. Depois de decorar o bolo com raspas de chocolate e cerejas frescas, virei-me para os quindins brilhantes e dourados, que esperavam em pequenas forminhas como sóis em miniatura. Ao lado deles, uma taça grande e elegante estava preenchida com camadas perfeitas de pavê: biscoitos macios, creme suave e pedaços generosos de chocolate.
Foi nesse momento que ouvimos o som familiar das vozes de Edward e Harry se aproximando. Logo eles apareceram na porta da cozinha, cada um carregando um dos nossos meninos nos braços. A visão deles fez meu coração bater mais forte — Harry, com seu sorriso largo e caloroso, e Edward, com o olhar cheio de ternura, pareciam irradiar felicidade.
— Precisávamos dar uma espiada no que vocês estão aprontando — disse Harry, entrando com passos largos e risonhos. — O cheiro aqui está maravilhoso.
— Está mesmo — Edward concordou, inclinando-se levemente para olhar a mesa onde os doces estavam dispostos. — E parece tão bonito quanto cheira.
Os bebês, aninhados nos braços dos pais, agitavam as mãozinhas, como se soubessem que aquele momento era especial. Seus olhinhos brilhavam com curiosidade, e um deles soltou uma risada suave, que fez todos nós sorrirmos.
— Vocês trouxeram nossos ajudantes? — perguntei, aproximando-me para tocar suavemente as bochechas rosadas dos meninos.
Harry riu, passando a mão pelo cabelo do bebê que segurava. — Eles insistiram em vir. São muito curiosos.
Edward se aproximou, segurando o outro bebê perto o suficiente para eu sentir o calorzinho dele. — Eles queriam ver o que papai estava preparando.
O momento era puro e simples, cheio de uma ternura que fazia o tempo parecer desacelerar. Fiquei ali, com os dois alfas e nossos filhos, sentindo o amor fluir entre nós como um rio calmo e constante. A cozinha, com seus cheiros, risos e calor, tornou-se um símbolo de tudo o que o ano novo prometia: uma vida cheia de pequenos momentos, doces e repletos de amor.
— Acho que vai ser o melhor Ano Novo de todos — disse Niall, sua voz cheia de emoção ao observar a cena.
E eu sabia que ele estava certo. Porque o melhor não era apenas sobre os sabores, os cheiros ou as tradições. Era sobre estar ali, juntos, entre família, criando memórias que aqueceriam nossos corações por muitos anos.
A noite chegou com um manto de estrelas, e a casa dos pais de Edward e Harry estava cheia de calor humano e felicidade. O jantar de Ano Novo foi um banquete de sabores e risadas, uma mistura perfeita de tradições familiares e novas memórias sendo criadas. A mesa era longa e generosa, coberta por uma toalha bordada com delicadeza, velas acesas lançando uma luz suave sobre pratos fumegantes, taças brilhantes e o aroma irresistível das delícias que preparamos juntos.
Eu observava tudo com o coração repleto de gratidão. A família reunida ao redor da mesa — vozes que se sobrepunham em histórias, brindes e risadas — era uma sinfonia de amor e pertencimento. Edward estava à minha direita, com os olhos azuis iluminados pela felicidade, enquanto Harry, ao meu lado esquerdo, não escondia o sorriso largo e caloroso que era tão característico dele. Nossos filhos dormiam serenamente em seus berços portáteis, embalados pela tranquilidade daquela noite mágica.
Quando o relógio começou a se aproximar da meia-noite, a ansiedade doce da contagem regressiva começou a vibrar no ar. Todos se levantaram, e a sala foi preenchida com abraços e palavras de carinho. Lá fora, as luzes de Lisboa ganhavam vida, e os fogos de artifício começaram a subir ao céu, como pinceladas brilhantes em uma tela escura.
Eu me perdi em pensamentos por um instante, sentindo a emoção do momento e a promessa de um novo ano cheio de possibilidades. 2050 seria o ano dos desafios e dos sonhos. Eu retornaria ao ensino médio, com coragem renovada e a determinação de fazer mais por mim e por nossa família. Eu queria ser um ômega digno dos dois alfas incríveis ao meu lado — alfas que me amavam sem reservas, que cuidavam de mim com devoção, e que sempre faziam questão de me lembrar do meu valor.
Enquanto os fogos explodiam em cores sobre o Tejo, senti braços fortes me envolverem por trás. Era Harry. Seu toque era caloroso e firme, e ele me abraçou com a familiaridade de quem conhecia cada pedaço do meu ser. Ele encostou o rosto no meu ombro e murmurou baixinho, perto do meu ouvido:
— Feliz Ano Novo, meu amor. Obrigado por fazer de cada dia uma bênção.
Antes que eu pudesse responder, Edward se aproximou pela frente. Suas mãos seguraram meu rosto com uma ternura infinita, e seus olhos me fitaram com a profundidade de alguém que vê não apenas o presente, mas também tudo o que ainda está por vir.
— Feliz Ano Novo — ele sussurrou, seus lábios roçando os meus em um beijo suave. — Este será o nosso ano.
O mundo ao redor parecia desaparecer. Era só nós três, conectados por laços invisíveis, mas inquebráveis. Sentia o calor de Harry atrás de mim e o toque de Edward à minha frente. Suas presenças me preenchiam, ancoravam, lembrando-me do amor que nos unia.
— Feliz Ano Novo para nós — respondi, minha voz quase um sussurro, mas cheia de tudo o que sentia. — Obrigado por tudo. Vocês são o melhor que a vida poderia me dar.
A noite seguiu em meio a abraços e brindes. O céu, iluminado pelos fogos, espelhava a luz que sentíamos dentro de nós. Naquele instante, não havia dúvida de que o ano novo traria desafios e lutas, mas também amor, crescimento e a certeza de que, juntos, poderíamos enfrentar qualquer coisa.
E enquanto o relógio finalmente marcava o primeiro segundo de um novo começo, desejei com toda a força do meu coração que cada dia fosse tão cheio de amor quanto aquele momento, envolto em braços que eram lar e corações que eram eternos.
Continua...
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
FanfictionLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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