Os primeiros raios do sol entraram pela janela, trazendo uma luz quente e acolhedora ao quarto. Louis abriu os olhos lentamente, sentindo a calma do momento. Ele se virou para o lado e viu Edward profundamente adormecido, de bruços, com a respiração pesada e um braço descansando sobre o travesseiro. A samba-canção que usava estava ligeiramente amassada, e o cabelo bagunçado o fazia parecer ainda mais adorável.
Louis sorriu, sentindo o calor que aquela cena trazia ao seu coração. Do outro lado da cama, o espaço vazio indicava que Harry já havia saído cedo para o plantão. Era seu último dia de trabalho antes de entrar na licença paternidade, um gesto que mostrava o quanto os alfas estavam comprometidos com a chegada dos bebês e com o bem-estar de Louis.
Uma necessidade urgente o tirou de seus pensamentos. Com uma forte vontade de ir ao banheiro, Louis levantou-se devagar, apoiando as mãos na barriga arredondada enquanto caminhava com cuidado. No banheiro, após satisfazer sua necessidade, ele decidiu tomar um banho quente para começar bem o dia.
A água escorria sobre sua pele, e Louis fechou os olhos, aproveitando a sensação relaxante. Mas ao sair do banho e se encarar no espelho, ele parou por um momento, observando o reflexo à sua frente.
Seu corpo havia mudado tanto nos últimos meses. A barriga grande e proeminente era a prova do milagre que estava acontecendo dentro de si, mas também trazia consigo uma avalanche de pensamentos. Sua cintura fina e definida de antes já não existia, e sua pele exibia estrias leves, marcas que contavam a história de sua transformação.
Ele passou as mãos pela barriga, sentindo os movimentos dos pequenos dentro de si. Por um lado, havia um sentimento de amor incondicional por aquelas vidas que carregava. Mas, por outro, uma pontada de insegurança o atingiu. Ele estava fora dos padrões, longe da imagem que tantos valorizavam.
Louis suspirou, tentando afastar os pensamentos negativos. Ele sabia que aqueles padrões eram superficiais, mas a sociedade tinha um jeito cruel de fazer as pessoas se sentirem inadequadas.
"Não é sobre isso," ele pensou, sua mão ainda repousando na barriga. "É sobre o amor que está sendo construído aqui. É sobre a família que estamos formando."
Com um sorriso determinado, ele se vestiu com cuidado, optando por uma roupa confortável que abraçasse seu corpo com carinho. Quando voltou ao quarto, Edward ainda dormia profundamente. Louis olhou para ele com ternura, sentindo-se grato por ter ao seu lado alguém que via além das aparências, que o amava exatamente como ele era.
Com o coração mais leve, ele decidiu descer para preparar algo para o café da manhã. Era um novo dia, e ele estava decidido a aproveitá-lo, valorizando cada pequeno momento. Afinal, sua família estava crescendo, e isso era mais do que suficiente para preencher seu coração de alegria.
O aroma de café fresco que Louis havia preparado parecia ter ficado incompleto sem os pães. Decidido a complementar o café da manhã, ele pegou a carteira, calçou os tênis confortáveis e, com um casaco leve, saiu do apartamento. O ar matinal era fresco e agradável, mas Louis já sentia o peso da gravidez em cada passo.
A caminhada até a padaria era curta, mas mesmo assim, ele precisou fazer uma pausa para recuperar o fôlego ao chegar. Entrando no pequeno estabelecimento aconchegante, escolheu rapidamente os pães quentinhos, pagou à atendente e agradeceu com um sorriso. Com a sacola em mãos, ele saiu, pronto para voltar ao conforto do lar.
Porém, no caminho de volta, algo chamou sua atenção. Ao passar por um parque próximo, Louis parou por um instante. O som de risadas infantis ecoava pelo ar, e ele ficou admirando as crianças correndo e brincando. Algumas estavam nos balanços, outras desciam no escorregador, e havia até mesmo um pequeno grupo jogando bola. A cena era tão pura e cheia de vida que trouxe um sorriso ao seu rosto, fazendo-o imaginar como seria quando seus próprios bebês estivessem ali.
Mas o momento de ternura foi interrompido por uma sensação inquietante. Um arrepio correu pela sua espinha, uma sensação de alerta que ele não conseguiu ignorar. Ele olhou ao redor, tentando encontrar a origem desse desconforto. Foi então que seus olhos pousaram em uma figura distante, encostada em uma árvore mais afastada, quase oculta pela sombra.
Era um homem, alto, com uma postura que exalava algo de inquietante. Ele parecia observar o parque, mas de maneira diferente dos outros adultos. Não havia calor ou alegria em seu olhar — apenas uma frieza que fez o estômago de Louis se revirar.
Louis tentou afastar os pensamentos, convencendo-se de que estava exagerando. Talvez fosse apenas alguém esperando alguém ou descansando. Mas ao olhar novamente, a figura ainda estava lá, imóvel, com o rosto parcialmente oculto pelo capuz. E então, de repente, o homem pareceu notar que estava sendo observado.
Seus olhos se voltaram diretamente para Louis, e naquele instante, o mundo pareceu parar. O olhar era penetrante, quase desumano. Louis sentiu o coração disparar, as pernas ameaçando fraquejar. Ele instintivamente segurou a sacola de pães com mais força, enquanto o suor começava a brotar em sua testa. Ele não dava para ver sua aparência por completo por causa que ele usava um boné que o deixava com a face encoberta parcialmente.
Ele sabia que não deveria ficar ali. Virando-se rapidamente, começou a caminhar de volta para casa, o mais rápido que seu corpo cansado permitia. Mesmo assim, não conseguia se livrar da sensação de estar sendo observado. Seus passos ecoavam em seus ouvidos, e cada sombra que passava parecia ganhar vida.
Ao chegar ao prédio, Louis entrou apressadamente, sentindo-se um pouco mais seguro apenas quando a porta do elevador se fechou atrás de si. Ele apertou o botão para o andar do apartamento e apoiou-se contra a parede metálica, tentando acalmar a respiração.
Enquanto subia, a imagem do homem sob a árvore continuava clara em sua mente, como se estivesse gravada ali. Quem era ele? Por que aquele olhar parecia tão familiar? Louis não tinha as respostas, mas uma coisa era certa: algo estava muito errado, e aquela sensação de perigo não era à toa.
Continua...
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
FanfictionLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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