O dia despertava em tons de ouro e laranja quando descemos à praia. O céu ainda adormecido começava a pintar o horizonte com as primeiras cores do amanhecer, e a brisa suave trazia o cheiro salgado do Atlântico. Lisboa, em toda a sua majestade histórica, observava silenciosamente enquanto nós três — eu, Edward e Harry — caminhávamos até a beira do mar. Deixamos os meninos sob os cuidados da avó, que praticamente disputava qualquer oportunidade de tê-los por mais tempo em seus braços amorosos.
Sentamos na areia macia, onde o murmúrio constante das ondas nos embalava. Deitei a cabeça no ombro forte de Edward, enquanto a mão de Harry envolvia a minha com a familiaridade e segurança de um amor que só crescia com o tempo. Ficamos ali, assistindo à dança mágica do sol surgindo no horizonte, um milagre silencioso de luz e calor que dissipava a escuridão com a promessa de um novo dia.
A paz daquele instante tomou conta de mim. Nada importava além da presença deles, do amor que nos ligava e que havia se tornado minha fortaleza. O vento acariciava nossos rostos, e os olhos verdes de Harry brilhavam com ternura quando me olhou.
— É bonito demais para ser verdade, não é? — ele sussurrou, sua voz misturada ao som das ondas.
— É verdade. — sorri, apertando seus dedos. — E é nosso.
Depois de um tempo, levantamos e começamos a caminhar ao longo da praia. O contato da areia fria nos pés era uma sensação revigorante, um lembrete da simplicidade que às vezes esquecemos de valorizar. Me distraí recolhendo algumas conchas pequenas e perfeitas. Pensei em Liam e em como ele adoraria guardá-las, como recordações de uma manhã tranquila, longe de todo o caos que havíamos enfrentado.
Foi enquanto eu me adiantava, perdido nesses pensamentos, que avistei Niall e seu namorado, Ed, caminhando na nossa direção. O sorriso travesso de Niall brilhou a distância, e ele levantou o celular para me filmar.
— Bom dia, Louis! — ele cumprimentou, com aquela energia contagiante.
— Bom dia, Niall! — respondi, um pouco confuso. — Por que você está me filmando?
Antes que ele pudesse responder, percebi um silêncio estranho atrás de mim. Virei-me devagar, e o mundo pareceu parar.
Edward e Harry estavam ajoelhados na areia, lado a lado. O sol nascente banhava seus rostos com uma luz suave, tornando-os quase irreais, como se fossem parte de um sonho do qual eu nunca quisesse acordar. O coração no meu peito começou a bater descompassado, e o ar me escapou por um momento, roubado pela surpresa e pela intensidade do que eu via.
Os dois alfas — os meus alfas — estavam segurando pequenas caixas abertas, cada uma contendo uma aliança. Suas expressões, embora diferentes, traziam a mesma emoção crua e verdadeira: amor. Um amor que me fez sentir pequeno e imenso ao mesmo tempo, como se eu fosse o centro do universo e uma estrela perdida na vastidão.
Edward, o mais durão de nós, tinha os olhos marejados enquanto me olhava com uma seriedade cheia de carinho. Harry, com seu sorriso leve e os olhos brilhantes, parecia conter o mundo inteiro em seu coração enquanto esperava minha reação.
— Louis, — Edward começou, a voz rouca e carregada de emoção, — você tem sido a luz nos nossos dias mais sombrios. O nosso porto seguro. Você é a razão pela qual nós sabemos que o amor verdadeiro existe. Quer ser nosso para sempre?
Eu estava chorando antes mesmo que ele terminasse.
Harry completou, a voz suave como a brisa.
— Quer casar conosco? Ser o centro do nosso mundo todos os dias, por toda a vida?
As lágrimas desceram pelo meu rosto, livres e abundantes. Meu coração parecia que iria explodir de felicidade. Tudo o que eu sentia — todo o amor, toda a gratidão, toda a força que me sustentara nos momentos mais difíceis — convergiu para aquele instante mágico.
— Sim! — sussurrei, depois gritei, a voz trêmula de emoção. — Sim, mil vezes sim!
Eles riram, e eu chorei ainda mais enquanto cada um deslizava uma aliança no meu dedo. Quando eu segurei suas mãos novamente, senti que o círculo se fechara. Não era o fim, mas o começo de algo eterno.
E, por um momento, a praia, o sol e o mundo inteiro desapareceram. Havia apenas nós, unidos pelo amor, pelo passado que nos moldou e pelo futuro que iríamos construir juntos.
A manhã em Lisboa estava gloriosa. Depois de caminharmos na praia, sonhando sobre como seria nosso casamento, nossos corações estavam preenchidos por uma felicidade que parecia transbordar, tocando cada instante com uma nova luz. A areia ainda marcava nossos pés quando voltamos para a casa dos pais de Edward e Harry, uma construção encantadora com azulejos azuis que refletiam a tradição portuguesa e exalavam calor humano.
A sala estava viva com o som de vozes e risos, e o aroma de pão fresco, café e outras delícias tomava o ar. Quando cruzamos a porta, as famílias de Edward e Harry se voltaram para nós, como se soubessem que trazíamos boas novas. O brilho nos olhos dos dois alfas ao meu lado não deixava dúvidas.
— Estamos noivos! — Edward anunciou, a voz grave carregada de alegria.
Por um segundo, o tempo pareceu parar. Então, um coro de aplausos e exclamações alegres ecoou pela sala. Todos vieram até nós, oferecendo abraços calorosos e beijos estalados no rosto.
A mãe deles, com os olhos marejados de emoção, puxou-me para um abraço que me envolveu como uma manta quente em uma noite fria.
— Bem-vindo oficialmente à família, Louis, — ela sussurrou, a voz tremendo de ternura. — Você já era um filho para nós, mas agora...
— Agora é para sempre, — completei, segurando suas mãos.
O pai deles, um homem com um sorriso sincero e o coração no olhar, apertou minha mão com força.
— Que Deus abençoe vocês três. Não poderíamos desejar nada melhor para nossos filhos do que um amor assim.
Fomos cercados por primos, irmãos e amigos, todos falando ao mesmo tempo, desejando felicidades, compartilhando risadas e imaginando como seria o grande dia. A celebração tomou conta de nós enquanto nos dirigíamos para a mesa, um verdadeiro banquete digno de um dia tão especial.
A longa mesa de madeira estava coberta de pratos coloridos e cheios de vida: pães caseiros, bolos doces, pastéis de nata ainda quentes, queijos macios e frutas suculentas que brilhavam como joias sob a luz do sol matinal. O cheiro de café forte se misturava ao aroma do azeite e do presunto ibérico, criando uma sinfonia de sabores que prometia encantar o paladar.
Os gêmeos estavam acordados, famintos como sempre. Harry e eu nos encarregamos de alimentá-los enquanto todos ao redor partilhavam histórias e brindavam com copos de suco fresco e vinho leve. Segurando a mamadeira, Harry sorria com aquele olhar de puro amor enquanto os pequeninos sugavam o leite com determinação.
— Eles têm a fome do pai deles, — ele brincou, piscando para mim.
— Ou de ambos, — respondi, rindo.
Edward, ao nosso lado, acariciou suavemente a cabeça de um dos bebês, os olhos brilhando com um orgulho que quase doía de tão bonito.
— Esta é a minha definição de felicidade, — ele murmurou, como se estivesse falando para si mesmo.
Observei ao redor, deixando meu coração absorver cada detalhe. Havia alegria nos rostos, carinho nos gestos e um amor tão palpável que parecia preencher a casa inteira. A magia do Natal, que já havia nos acolhido, agora se misturava à magia do futuro que estávamos construindo juntos.
Quando o café da manhã avançava, Harry segurou minha mão debaixo da mesa, os dedos entrelaçados nos meus em um gesto silencioso de promessa. Eu senti o calor dele atravessar minha pele e chegar ao coração, lembrando-me mais uma vez de que o amor não é apenas um sentimento — é uma escolha diária, uma entrega, uma fé inabalável na bondade que existe mesmo nos dias mais sombrios.
E enquanto os risos ecoavam ao nosso redor e a vida se mostrava em sua plenitude, soube com cada fibra do meu ser que nossa jornada estava apenas começando — e que o melhor ainda estava por vir.
Continua...
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
Fiksi PenggemarLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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