🍁CAPÍTULO 66🍁

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Louis fechou a porta do apartamento com cuidado, equilibrando a sacola de pães em uma mão. Ao entrar na sala, percebeu Edward sentado à mesa da cozinha. O alfa parecia distante, com as mãos entrelaçadas e o olhar perdido. A cena incomum deixou Louis imediatamente alerta.

— Bom dia, amor — disse Louis, tentando soar leve, mas o nervosismo em sua voz era evidente. Edward levantou os olhos, e o peso da expressão em seu rosto fez o coração de Louis disparar.
— Bom dia, Lou. Pode vir aqui? Precisamos conversar.

Algo na voz de Edward, baixa e controlada, fez com que um arrepio subisse pela espinha de Louis. Ele largou a sacola no balcão e caminhou lentamente até a mesa, sentando-se de frente para o alfa.

— O que aconteceu? — perguntou, sua garganta já começando a secar. Ele podia sentir a antecipação de algo ruim, como um prenúncio de tempestade.
Edward suspirou, hesitando por um momento enquanto tentava encontrar as palavras certas. Ele segurou as mãos de Louis com delicadeza, sentindo-as geladas e tensas.
— Lou, eu preciso te dizer algo… algo muito triste. Mas quero que você respire, está bem?

Louis congelou. Suas mãos começaram a tremer levemente, e ele apertou os olhos como se isso pudesse protegê-lo da notícia que estava por vir.

— O que é, Edward? Pelo amor de Deus, fala logo…

Edward engoliu em seco e começou a falar, escolhendo cuidadosamente cada palavra.

— Liam me ligou agora há pouco… Ele está em choque. Lou, a mãe dele… ela… ela faleceu.

A palavra caiu no ar como uma pedra, e Louis sentiu o mundo ao seu redor parar. Ele piscou, tentando processar o que havia ouvido.

— O quê? — murmurou, quase sem voz.

— Não, não pode ser… Tereza… ela estava melhor, não estava? Você disse que ela estava melhorando!

Edward apertou as mãos de Louis com mais força, como se quisesse ancorá-lo na realidade.

— Sim, Lou. Tudo indicava que ela estava bem, mas… foi algo inesperado. Um infarto fulminante. Não houve tempo de fazer nada.

Louis sentiu o pânico tomar conta de seu corpo. Sua respiração ficou curta, e lágrimas começaram a escorrer por seu rosto antes mesmo que ele percebesse que estava chorando.

— Não… isso não pode estar acontecendo… Liam… ele deve estar arrasado. Ele amava tanto a mãe dele…

Edward levantou-se e contornou a mesa, ajoelhando-se ao lado de Louis. Ele puxou o ômega para um abraço apertado, sentindo o corpo frágil de Louis tremer contra o seu.

— Eu sei, amor. Eu sei que é difícil. Mas agora precisamos ser fortes, por ele. Ele precisa de nós.

Louis soluçava baixinho, enterrando o rosto no ombro de Edward. A imagem de Tereza, sempre doce e carinhosa, passou por sua mente, e a dor em seu peito parecia insuportável.

— Ele não tem mais ninguém, Ed… Ele só tinha ela.

— E agora ele tem a gente — Edward respondeu, firme. — Vou cuidar de tudo, Lou. Vou até lá para ajudar com o que for necessário. Você não precisa se preocupar.

Louis levantou o rosto, os olhos vermelhos e inchados.

— Você não pode me deixar aqui, Ed. Eu preciso ir com você.

— Não — Edward disse gentilmente, mas com firmeza. — Você está grávido, e isso foi um choque enorme. Quero que você fique aqui com Harry. Ele já está vindo para casa.

Louis hesitou, a preocupação com Liam e o desejo de ajudar lutando contra o cansaço que já tomava conta de seu corpo.

— Mas…

DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora