A tarde estava tranquila, mas para Louis, o silêncio que preenchia o apartamento era ensurdecedor. Ele evitava Edward desde que saíra do escritório naquela manhã, perturbado pelas memórias que haviam emergido. Sentia-se frágil, vulnerável, mas ao mesmo tempo temia parecer fraco diante do alfa.
Quando ouviu passos se aproximando do quarto, soube que não poderia mais adiar o confronto. Edward o encontrou sentado na beira da cama, os olhos baixos, perdidos em pensamentos.
– Louis – começou Edward, com a voz suave. – Precisamos conversar.
Louis não respondeu, mas seus dedos inquietos denunciavam sua tensão. Edward aproximou-se devagar, sentando-se ao lado dele na cama. Ele estendeu a mão, hesitando por um momento, antes de pousá-la suavemente sobre a de Louis.
– Eu fui rude com você antes. Me desculpe. Eu estava tenso com o caso, mas isso não é desculpa para tratar você assim.
Louis levantou os olhos, surpreso pela sinceridade na voz de Edward. Antes que pudesse responder, sentiu os lábios do alfa tocarem os seus. O beijo foi lento, um gesto de carinho que transmitia tanto arrependimento quanto amor. Quando o beijo se quebrou, Edward levou a mão ao rosto de Louis, acariciando-o com ternura.
– Você está tenso, amor – disse Edward. – Eu consigo sentir isso. Se tem algo que está te incomodando, pode me contar. Eu juro que não vou julgar você.
Louis abaixou os olhos novamente, as palavras presas na garganta. Ele queria falar, mas o medo e a vergonha eram sufocantes. Edward pareceu perceber a hesitação e apertou levemente a mão dele.
– Louis, eu te amo – Edward sussurrou. – E é meu dever, como seu alfa, cuidar de você e dos nossos bebês. Nada que você me contar vai mudar o que eu sinto. Eu prometo.
Essas palavras quebraram a barreira que Louis havia construído em torno de si. Ele respirou fundo, lutando contra as lágrimas, antes de olhar para Edward.
– Você promete? – perguntou, a voz trêmula.
Edward segurou o queixo dele delicadamente, obrigando-o a olhar em seus olhos.
– Eu prometo.
Louis assentiu, sentindo a coragem brotar lentamente em seu peito. Ele segurou as mãos de Edward com força, como se precisasse daquele contato para continuar.
– Aquelas marcas... – começou, a voz quase um sussurro. – Eu já as vi antes. Não só na prisão, mas em uma pessoa específica.
Edward permaneceu em silêncio, atento a cada palavra.
– Era um policial penitenciário – continuou Louis, o nó na garganta apertando mais a cada palavra. – Ele... ele tinha essas tatuagens. No braço, no peito.
Louis engoliu em seco, os olhos marejados.
– Durante os oito anos em que estive preso, ele... ele abusava de mim.
A confissão caiu como uma bomba entre os dois. Edward sentiu o sangue ferver em suas veias. A ideia de alguém ter machucado Louis, de tê-lo feito sofrer dessa maneira, era insuportável. Mas ele não podia deixar sua raiva transparecer agora. Louis precisava de calma, de conforto, não de mais tensão.
– Louis... – Edward começou, mas sua voz falhou. Ele puxou o ômega para um abraço apertado, sentindo-o tremer contra seu peito. – Meu amor, eu sinto muito. Eu não fazia ideia...
Louis soluçava baixinho, suas mãos agarrando a camisa de Edward como se ele fosse a única coisa que o mantinha firme.
– Eu pensei que isso tinha acabado quando saí de lá – Louis disse entre lágrimas. – Mas ver aquela marca trouxe tudo de volta.
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
Fiksi PenggemarLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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