Duas semanas haviam passado como um sussurro no vento, rápidas e ao mesmo tempo pesadas, carregadas de mudanças silenciosas. Harry havia retomado seu trabalho como bombeiro, enquanto eu havia pedido uma licença médica. A desculpa era cuidar de mim mesmo, mas, na verdade, era por Louis.
Convencê-lo a vir morar conosco não foi simples. Louis, teimoso como sempre, relutava. Ele dizia que não queria ser um peso, que poderia se virar sozinho, mas a verdade era outra. Ele precisava de cuidados. Seu corpo delicado carregava dois bebês, e, aos cinco meses, a gravidez já estava visível, proeminente. A barriga crescia rapidamente, talvez pelo fato de serem gêmeos, e Louis começava a se cansar facilmente.
Agora, ele estava ali, parado na entrada do nosso apartamento. Segurava uma mala pequena com as roupas e pertences mais básicos. Suas mãos tremiam um pouco, talvez pelo cansaço ou pela incerteza de estar naquele lugar.
— Pode entrar — disse suavemente, oferecendo um sorriso acolhedor.
Louis deu alguns passos hesitantes, seus olhos percorrendo o ambiente, como se absorvesse cada detalhe. Ele parecia desconfortável, como um estranho em território desconhecido.
— É um pouco maior do que a sua casa — comentei, tentando quebrar o gelo.
— Bem mais — ele respondeu, baixo, enquanto arrastava a mala para dentro.
— Deixa que eu pego isso — estendi a mão e tirei a mala dele, colocando-a ao lado do sofá. — Não precisa se preocupar com nada, Louis. Aqui você vai estar seguro, confortável.
Ele não respondeu, apenas assentiu de leve, mas pude ver que ainda estava tenso. Era natural. O ambiente era estranho para ele, e o fato de estar sob o mesmo teto que eu e Harry devia parecer avassalador.
— Senta um pouco — sugeri, apontando para o sofá. — Você precisa descansar.
Louis obedeceu sem protestar, deixando-se afundar no estofado macio. Observei como ele se acomodava, uma das mãos pousando instintivamente na barriga, como um reflexo protetor.
— Eu fiz um chá para você — anunciei enquanto caminhava até a cozinha. — De camomila. Sei que ajuda a acalmar.
— Obrigado — ele murmurou, ainda olhando ao redor, sem saber muito bem para onde direcionar o olhar.
Preparei a xícara com cuidado, como se aquele simples gesto carregasse todo o peso da situação. Quando voltei, coloquei a bebida quente em suas mãos, certificando-me de que ele a segurava com firmeza. Sentei-me ao lado dele, deixando um espaço respeitoso entre nós.
— Eu sei que deve ser estranho para você estar aqui — comecei, escolhendo bem as palavras. — Mas é o melhor lugar para você agora. Seu quadro exige cuidado constante, Louis, e, se você ficasse naquela casa sozinho, eu jamais conseguiria dormir em paz.
Ele me olhou de relance, os olhos brilhando com um misto de desconforto e cansaço. Não parecia convencido, mas tampouco brigaria comigo naquele momento.
— Eu estou bem, Edward. Não precisava de todo esse alarde.
— Você diz isso porque nunca me viu quando estou preocupado — respondi, sorrindo levemente para suavizar a conversa. — Não é alarde, Louis. É cuidado.
Ele desviou o olhar, como se aquelas palavras o tocassem mais do que ele estava disposto a admitir. A verdade era que Louis sempre fora assim: empático, mas solitário; alguém que oferecia tudo para os outros, mas que relutava em aceitar qualquer coisa em troca.
— Harry vai ficar bem com isso? — ele perguntou, repentinamente sério.
— Claro que vai — respondi, firme. — Ele quer que você esteja bem. Que os bebês estejam bem. Isso é o que importa.
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
FanfictionLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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