🍁CAPÍTULO 61🍁

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A noite parecia tranquila no apartamento. O som constante da chuva lá fora trazia um ritmo quase hipnótico, embalando o sono profundo de Louis. Ele estava cercado pelo calor e segurança dos dois alfas ao seu lado, mas nem isso foi suficiente para protegê-lo das sombras que ainda habitavam sua mente.

O sonho começou como uma lembrança vaga, nebulosa, mas logo ganhou clareza. Louis estava de volta à prisão, onde havia passado anos. Os corredores úmidos e frios, as grades metálicas, os gritos ao longe. Mas o que realmente se destacava era a figura imponente do homem que tanto lhe causara dor: o alfa com o rosto marcado por um sorriso sádico e o corpo coberto pelas tatuagens que pareciam contar uma história sombria.

– Está pronto para mim, ômega? – a voz dele ecoava como um trovão, carregada de ameaça e desprezo.

Louis tentou correr, mas parecia paralisado, preso ao chão. Ele sentiu o toque áspero do homem em seu braço, puxando-o com força. As memórias eram tão reais que ele podia sentir o cheiro amargo de cigarro misturado ao suor daquele alfa. O riso cruel, os insultos, a pressão do corpo do homem contra o seu enquanto ele lutava inutilmente para escapar.

– Você nunca será nada além disso – a voz dele cuspia veneno. – Uma diversão, algo descartável.

Louis tentou gritar, mas sua voz não saía. As imagens se tornaram mais intensas: os golpes, a dor, a humilhação. Ele podia ver cada tatuagem com nitidez agora, especialmente uma marca específica no pescoço do alfa, que parecia arder em sua memória.

De repente, o sonho mudou. Ele não estava mais na prisão. Estava no presente, mas o alfa estava ali, no apartamento, sorrindo da mesma forma, segurando seus bebês.

– Eles também serão meus assim como um dia você foi! – o homem sussurrou antes de desaparecer.

Louis acordou com um grito sufocado, o corpo tremendo e coberto de suor. Sua respiração estava pesada, o peito subindo e descendo rapidamente enquanto ele apertava a barriga com as mãos.

Edward foi o primeiro a acordar, seu instinto de alfa o colocando imediatamente em alerta.

– Louis! O que foi? O que aconteceu? – ele perguntou, segurando os ombros de Louis para acalmá-lo.

Harry despertou logo depois, ainda meio grogue, mas seu olhar ficou preocupado assim que viu a expressão de dor no rosto de Louis.

– Louis, fale com a gente! Está sentindo alguma coisa? – Harry perguntou, sua voz carregada de preocupação.

– Os bebês... – Louis sussurrou, a voz trêmula. – Eles estão se mexendo muito. Minha barriga... está doendo.

Edward colocou a mão na barriga de Louis, sentindo os movimentos intensos dos bebês.

– Eles estão agitados – Edward disse, olhando para Harry. – Pode ser o estresse do pesadelo.

– O que você sonhou, Louis? – Harry perguntou, enquanto preparava um copo de água para o ômega.

Louis não respondeu de imediato. Ele fechou os olhos, tentando controlar a respiração e afastar as imagens do sonho. Sua mente estava um turbilhão, e a dor na barriga parecia amplificar seu desespero.

– Foi ele... – Louis disse, a voz quase inaudível. – O alfa da prisão. Eu sonhei com ele. Ele estava aqui, com os bebês...

Harry e Edward trocaram um olhar sombrio. Edward apertou a mão de Louis com firmeza, tentando transmitir segurança.

– Ele não está aqui, Louis. Foi só um sonho. Nós estamos com você, e ninguém vai te machucar – Edward garantiu, sua voz firme, mas gentil.

Harry voltou com o copo de água e ajudou Louis a beber.

DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora