O dia nasceu cheio de promessas e, para surpresa de Louis, os dois gêmeos alfas o convidaram a aproveitar o sol ao ar livre. De início, ele hesitou, ainda cauteloso com a dinâmica entre eles, mas a empolgação dos dois era contagiante. Logo, Louis se deixou levar pelo entusiasmo.
Eles passaram a manhã em um campo nos fundos do orfanato, onde a grama alta formava um tapete verde que os envolvia em uma sensação de liberdade rara. Harry, sempre brincalhão, logo sugeriu que corressem até o final do campo para ver quem era o mais rápido. Louis riu, sabendo que não tinha chance contra os alfas, mas foi junto, correndo com todas as suas forças, os risos ecoando ao vento enquanto Edward, com uma calma provocativa, os acompanhava em passos longos e poderosos.
— Ei, Lou! — Harry riu, correndo ao seu lado. — Achei que você fosse mais rápido que isso!
— Ah, é? Espera só! — Louis gritou, fingindo estar ofendido, e, numa última tentativa, deu o máximo de si, seu coração batendo forte de alegria, mais rápido que os pés.
Edward os observava um pouco atrás, o olhar vigilante e uma expressão tranquila. Para ele, ver o irmão e Louis rindo juntos era algo que não via com frequência. Ele se aproximou, rindo suavemente, e pousou a mão no ombro de Louis quando todos pararam para descansar.
— Sabe, Louis — disse Edward, olhando diretamente para ele. — Acho que nunca vi alguém correr tanto para apenas ser o último.
Louis, ofegante, riu, sentindo o calor se espalhar por seu rosto.
— A vida é sobre tentar, não é? — respondeu ele, sorrindo desafiador.
Eles ficaram ali por um momento, aproveitando o calor do sol, até que Harry jogou a mochila no chão e começou a tirar alguns lanches que havia trazido para todos.
— Trouxe algumas frutas e sucos, já que vamos passar o dia fora — ele disse, entregando uma maçã a Louis.
A tarde passou como um sonho, com eles explorando o campo, subindo árvores, brincando com folhas secas, e até inventando jogos infantis de correr e se esconder. Louis se sentia leve, como se fosse uma criança novamente, um momento precioso em meio à rotina difícil do orfanato. Ao lado dos gêmeos, ele encontrou um refúgio onde o peso das responsabilidades e das feridas parecia mais leve.
Quando o sol começou a se pôr, eles sentaram lado a lado em uma colina, observando o horizonte tingido de tons laranja e rosa. O céu se despedia do dia, e um silêncio confortável se instalou entre eles, cada um perdido em pensamentos.
Harry, com o olhar distante, suspirou e murmurou:
— Eu não sei quanto tempo mais teremos isso, sabe? Às vezes sinto que as coisas vão mudar de repente…
Edward, ao lado dele, assentiu, olhando para o irmão com a expressão mais suave do que o usual. Ele parecia entender os medos de Harry, mas sua postura sempre segura transparecia uma calma que reconfortava a todos ali.
Louis observou os dois, sentindo o peito apertar. Mesmo com as dúvidas que carregava, ali, ao lado dos dois alfas, ele sentia um conforto que não sabia explicar. Queria que aqueles momentos durassem para sempre, sem a necessidade de escolher, sem o peso de futuros incertos.
Então, ele arriscou falar o que seu coração sentia, talvez apenas para que as palavras existissem fora dele.
— Eu nunca pensei que teria amigos assim... Vocês fazem tudo parecer mais simples — ele sussurrou, com um sorriso tímido.
Edward olhou para ele, os olhos intensos e a voz firme, mas com um tom de gentileza incomum.
— É porque você não precisa ser outra pessoa com a gente, Louis. Pode ser quem você é.
Louis desviou o olhar, um sorriso tímido brotando em seu rosto, sem saber como responder. A simplicidade daquela frase era tudo o que ele precisava ouvir.
Quando o sol desapareceu por completo, eles ficaram deitados na grama, contemplando as primeiras estrelas. Naquele silêncio, cada um fez um pedido silencioso ao céu, desejos guardados no coração, sonhos e sentimentos que talvez jamais fossem revelados. Mas ali, sob o céu estrelado, o mundo parecia em paz.
Para Louis, aquela noite era uma lembrança para guardar.
...
Louis se enfiou debaixo das cobertas naquela noite, o corpo cansado do dia ao ar livre, mas a mente desperta, inquieta. Seus olhos percorriam o quarto escuro, cada sombra na parede parecia uma lembrança dos momentos compartilhados com Harry e Edward. Mesmo deitado ali, sozinho, sentia a presença deles ao seu lado, como se o calor das risadas e a cumplicidade dos olhares ainda o envolvessem.
Virou-se na cama, abraçando o travesseiro com força, e percebeu que o coração batia em um ritmo acelerado. Ele havia passado tanto tempo sozinho, construindo uma muralha em torno de si para se proteger. Mas, agora, com a presença dos gêmeos, sentia a muralha se desmoronar pouco a pouco, revelando uma vulnerabilidade que ele nem sabia existir.
"Por que eu estou assim?", ele se perguntou, sentindo o calor no peito aumentar, uma sensação nova e assustadoramente confortável. Lembrava-se de como Harry era divertido, sempre com um sorriso fácil, tentando fazer tudo parecer mais leve. Harry era como o sol, brilhante e caloroso, fazendo Louis sorrir sem esforço, tornando o peso dos dias mais suportável.
Edward, por outro lado, era o oposto. Sério, protetor, uma presença silenciosa, mas profunda. Com ele, Louis sentia um tipo diferente de segurança. Havia um mistério em Edward que fazia o coração de Louis bater mais forte, mas ao mesmo tempo o acalmava, como se, ao lado dele, ele estivesse seguro contra o mundo.
Os pensamentos embaralhavam-se em sua cabeça. Ele se questionava por que precisava tanto deles, por que sentir o olhar deles sobre ele o fazia se sentir tão vivo. Tentava afastar a ideia de que estava começando a depender demais de sua companhia, mas era impossível negar: quando estava com eles, o mundo parecia mais completo. Mas, sozinho, uma tristeza silenciosa o abraçava.
— Droga... — murmurou, tentando afastar esses sentimentos do peito.
Fechou os olhos e respirou fundo, tentando se concentrar em outro pensamento. Mas, assim que fechava os olhos, a imagem de Harry e Edward voltava à sua mente. Lembrava-se do brilho nos olhos de Harry quando contava uma piada, ou da maneira como Edward o olhava, intenso e protetor. Era como se ambos estivessem gravados em sua mente, e ele não sabia como apagá-los, nem se queria isso.
Ele se ajeitou mais uma vez, agora abraçando o travesseiro com força. “Será que eles pensam em mim agora?”, a pergunta ecoou em sua mente.
A necessidade de estar com eles, de sentir aquela presença, só crescia, e a saudade já o invadia, mesmo que fizesse poucas horas desde que haviam se separado. Ele tentou afastar o pensamento, dizendo a si mesmo que era apenas amizade. Mas o que ele sentia não parecia algo tão simples; parecia um tipo de afeto que ele nunca havia experimentado antes.
"Eu preciso deles... os dois", pensou ele, sentindo o peito apertar. Era confuso, intenso, e ao mesmo tempo, tão bom. Uma vontade de se abrir, de deixar que eles vissem quem ele realmente era, de ter esse espaço seguro ao lado deles.
Naquele momento, percebeu que o que sentia por eles era mais do que amizade. Sentia que, de alguma forma, sua felicidade estava entrelaçada com os sorrisos e as palavras dos gêmeos. Suspirou, aceitando aquela descoberta em silêncio, e fechou os olhos uma última vez, tentando dormir. A presença deles se fazia sentir mesmo na distância, e o conforto disso finalmente o ajudou a pegar no sono.
Louis, enfim, adormeceu, mas em seu coração, um sentimento novo começava a crescer, trazendo uma leve esperança para seu peito.
Continua...
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
FanfictionLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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