O motor da moto silenciou assim que estacionei em frente à casa simples de Louis. A rua estava quieta, iluminada apenas por postes espaçados que projetavam sombras longas no asfalto. Olhei para a caixa de bombons que trazia em uma das mãos, tentando ignorar o nervosismo que subia pelo meu peito. Era uma ideia impulsiva, mas algo em mim insistia que precisava vê-lo. Não podia esperar mais.
Desci da moto e caminhei até a porta. O ar noturno estava fresco, mas meu corpo parecia quente, como se meu próprio sangue estivesse fervendo. Fiquei parado por um momento, respirando fundo, antes de criar coragem para bater na porta.
Os segundos que se seguiram pareceram uma eternidade. Minha mente corria em todas as direções possíveis, imaginando sua reação. Ele me reconheceria de imediato? Estaria zangado por eu aparecer sem aviso? Ou…
A porta se abriu lentamente, revelando Louis.
Ele estava vestido com um pijama de algodão simples, mas a visão me atingiu como um soco no estômago. O tecido macio caía de forma despreocupada sobre seu corpo, contornando seus ombros delicados e seu peito, que subia e descia em uma respiração lenta. O pijama parecia quase ingênuo, mas isso só ressaltava o contraste com a maturidade que ele agora exalava.
Seus olhos, grandes e de um azul profundo, piscaram com surpresa ao me ver ali. Seu rosto, tão familiar e ao mesmo tempo diferente, parecia mais angular, com um toque de cansaço que apenas aumentava sua beleza.
— Edward? — Ele perguntou, a voz baixa e hesitante, como se estivesse duvidando do que via.
— Louis. — Meu nome na boca dele soou como algo precioso, algo que eu nem sabia que precisava ouvir.
Por um momento, ficamos ali, em silêncio. Eu estudava cada detalhe dele: o modo como o pijama revelava a curva suave de seu pescoço, a maneira como o tecido subia ligeiramente na cintura, deixando à mostra um vislumbre de pele pálida e macia. Ele estava descalço, os pés pequenos e delicados tocando o chão frio da casa.
— É tarde. — Ele disse, finalmente quebrando o silêncio. — O que você está fazendo aqui?
Levantei a caixa de bombons, tentando esboçar um sorriso.
— Achei que talvez gostasse disso. Não é nada demais, só… um gesto.
Louis arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços. O movimento fez com que o pijama se ajustasse de forma sutil ao seu corpo, delineando o contorno de seus ombros e peito. Meu olhar vacilou por um segundo antes de voltar aos seus olhos.
— Um gesto? — Ele repetiu, sem emoção, mas não fechou a porta.
— Queria conversar. — Admiti, tentando controlar o tom da minha voz. — Não vou tomar muito do seu tempo, prometo.
Ele suspirou, recuando para o interior da casa e deixando a porta aberta para que eu entrasse. Segui-o, sentindo o cheiro leve e adocicado que parecia cercá-lo.
A casa era simples, mas acolhedora. O pequeno sofá estava coberto por uma manta dobrada, e uma xícara de chá repousava sobre a mesa de centro. Louis se sentou no sofá, cruzando as pernas de forma casual, o pijama subindo ligeiramente para revelar seus tornozelos finos.
— Então, o que quer? — Ele perguntou, direto, mas sem hostilidade.
Eu me sentei na cadeira oposta, colocando a caixa de bombons na mesa entre nós. Meu olhar continuava a vagar, capturando cada pequeno detalhe dele. O jeito como ele mantinha o queixo erguido, a linha suave de sua mandíbula, os lábios que pareciam sempre à beira de um sorriso ou de uma resposta ácida.
— Queria te ver. — Respondi, simples e honesto.
Louis piscou, claramente surpreso pela sinceridade.
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DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]
FanfictionLouis Tomlinson busca recomeçar a sua vida e decide ser barriga de aluguel. Harry um policial e Edward um bombeiro buscam um filho, e se? Uma fic Larry Original
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