🍁CAPÍTULO 69🍁

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O som do primeiro choro ecoou como uma música que jamais seria esquecida, uma melodia que quebrou o peso da dor e encheu o ar com vida. Naquele mesmo instante, a porta do bloco cirúrgico se abriu de repente. Dois homens, trajando roupas cirúrgicas completas e toucas azuis, entraram com pressa, os olhos arregalados e as emoções à flor da pele.

Harry foi o primeiro a atravessar a sala, seus olhos verdes brilhando de lágrimas que ele nem tentou conter. Ao ver o pequeno bebê nos braços de Louis, ele parou abruptamente e soltou um soluço alto.

- Ele é tão pequeno! - Harry choramingou, cobrindo a boca com as mãos enquanto as lágrimas escorriam livremente por suas bochechas. - Tão pequeno e tão... perfeito!

Niall, que estava ao lado de Louis, observou a cena e não pôde evitar uma risada sonora. Até mesmo as médicas trocaram olhares divertidos.

- Harry, pelo amor de Deus - Niall zombou, batendo de leve no ombro dele. - Você está chorando mais que o bebê.

- Eu não ligo! - Harry respondeu entre soluços. - Eu nunca amei tanto em toda a minha vida! Ele é meu pequeno ursinho.

Edward, por sua vez, manteve a calma externa, mas seus olhos estavam tão cheios quanto os de Harry. Ele caminhou com passos hesitantes até Louis, que mal conseguia respirar de cansaço, e pegou o bebê com todo o cuidado do mundo. Ao segurar o filho nos braços, seu coração disparou.

- Ele é tão lindo... - Edward sussurrou, a voz quebrada.

O bebê abriu os olhos pela primeira vez, e Edward sentiu seu peito apertar de forma indescritível. Ele apertou o filho contra si, as lágrimas finalmente vencendo sua contenção.

- Eu... eu fiz isso. - Ele balançou a cabeça em incredulidade, a emoção escorrendo em cada palavra. - Eu ajudei a criar algo tão bom, tão puro...

Mas o momento de paz foi interrompido por um grito agonizante de Louis.

- AH, EU AINDA ESTOU AQUI! - ele berrou, seu rosto uma máscara de dor. - PAREM DE SE EMOCIONAR E FAÇAM ALGUMA COISA! ME AJUDEM AQUI!

Harry e Edward trocaram um olhar nervoso, imediatamente tensos novamente. O segundo gêmeo ainda estava por nascer, e o trabalho de parto estava longe de ser fácil.

- Está tudo bem, amor - Harry tentou acalmá-lo, aproximando-se e segurando sua mão.

- NÃO, NÃO ESTÁ BEM! - Louis gritou, apertando a mão dele com tanta força que Harry sentiu seus ossos quase estalarem. - Eu não vou aguentar tanta dor, pelo amor de Deus me ajudem! Falta segundo...

As médicas voltaram a trabalhar, monitorando as contrações enquanto a dor de Louis aumentava. Edward, agora equilibrando o bebê nos braços com uma destreza surpreendente, olhou preocupado para Niall.

- Isso vai demorar?

Niall suspirou, observando o suor escorrendo pelo rosto de Louis.

- Vai. E ele vai gritar muito mais antes de terminar.

- EU ESTOU OUVINDO VOCÊ! - Louis rosnou, atirando um olhar mortal para Niall.

O tempo passou lentamente, cada segundo preenchido por gemidos, contrações e gritos que ecoavam pelo bloco. Louis perdeu qualquer resquício de dignidade - ele gritou, chorou, xingou os alfas, xingou Niall, xingou a gravidade e até o próprio destino.

- Harry, juro que... se você me tocar de novo... eu... eu vou... - Ele respirou fundo, a dor tomando conta. - Vou arrancar pedaços de você com as mãos!

Harry engoliu em seco, apertando os lábios para não rir.

- Está bem, amor. Eu entendi.

- Não está bem! Nada está bem! Eu quero... - Uma contração o cortou no meio da frase, e ele soltou um grito que fez até a lâmpada tremer.

DOIS ALFAS UMA BARRIGA DE ALUGUEL [CONCLUÍDO]Onde histórias criam vida. Descubra agora