Helena já enfrentou mais perdas do que muitos aguentariam. Órfã desde cedo, foi criada pela avó e, depois, por Camélia - a mulher que lhe deu abrigo quando tudo desmoronou. Cresceu entre contas apertadas, promessas silenciosas e a certeza de que só...
Me pego olhando a todo instantepela janela, na esperança de queCaíque estacione seu carro, desça e abra aquele sorriso lindo, dizendoque tudo nãopassou de uma grandebrincadeira.
O problema é que ele nunca chega.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
— Bom dia, Le. — Nathan surge na cozinha vestindo apenas uma calça de moletom cinza. — Bom dia, Than. — Que cheirinho bom de café. — Quer? Acabei de passar. — Ofereço uma xícara a ele, que aceita, me dando um beijo na testa. — Você madrugou hoje. Dormiu bem? — Ele toma um gole de café.
Suspiro e desvio meu olhar.
— Não pregou os olhos a noite toda, não é? — Não. — Ei, vem cá. — Nathan me puxa para um abraço. — Odeio te ver assim. — Logo isso passa, Than. — Le, para de se fazer de durona, de fingir que não está doendo. Sei que tem um coração muito machucado aí dentro.
Essas palavras me fazem desabar.
Afundo meu rosto em seu peito e choro. Ele, por sua vez, me acolhe e sussurra:
— Eu vou te ajudar a curá-lo, ok? Vou cuidar de você, sempre.
Em meio às lágrimas, um sorriso brota em meus lábios. E em silêncio, agradeço a Deus por tê-lo em minha vida.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Após me recuperar, lavar o rosto e respirar fundo, me arrumo e pego uma carona com Nathan até o apartamento.
— Se você precisar de qualquer coisa, me liga que eu venho correndo, ok? — Ok! — Se cuida. — Você também.
Desço do carro e aceno uma última vez. Depois, encaro o prédio e entro a passos firmes.