capítulo 127

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Branca narrando

Lurdes: Branca? Você não me ouvindo garota? te chamando a quase uma década!: Gritou me tirando dos meus pensamentos, minha mãe como sempre exagerada...

Branca: Foi mal mãe... É eu lendo esse livro e... :me interrompeu...

Lurdes: Não quero saber o que você ainda fazendo! sei que se eu te chamar de novo e você não me responder eu te boto pra ver as estrelas dançarem! Entendeu?!

Branca: Viu mãe... Essa foi a última vez, prometo!

Lurdes: Agora levanta daí... Vai no mercadinho comprar umas coisas pra mim poder fazer as quentinhas amanhã!: me entregou um papelzinho com mais de 10 itens escritos...

Branca: É muita coisa, mãe! Eu não vou conseguir trazer tudo sozinha... A Vera vai me ajudar, né?

Lurdes: Oxe menina frouxa! Dá uma, duas e até três viagens se for preciso! Tua irmã estudando pra ter um futuro bom! Agora buscar essas merda logo!

Levantei calçei os meus chinelos e saí de casa com a listinha na mão...

▪▪▪

Naldo: Mas alguma coisa filha?: falou me entregando a última sacola...

Branca: Não seu Naldo... Por hoje é isso! Obrigado, viu?!

Naldo: Eu que agradeço!

Me despedi de todos ali presentes e vamos nós fazer o mesmo trajeto pela terceira vez seguida...
O céu estava completamente escuro, eu moro de medo de andar por essas vielaz sozinha, principalmente a noite... Acelerei os Paços chegando rapidamente em casa...

Lurdes: Que demora! Até parece que não sabe que eu tenho que começar a preparar o frango hoje!: falou puxando as sacolas das minhas mãos...

Vera: Branca?: chegou me gritando: Ah você ! Vaí lá na casa da Joana buscar um livro de Geografia, quero fazer uma pesquisa!

Branca: A não, Vera... acabei de chegar da rua, e também tarde!: feito e ela me olhou...

Vera: Tem certeza que não vai?: perguntou e eu assenti: MANHÊÊÊ!

Lurdes: O que merda vocês querem?

Vera: A Branca não quer ir buscar um livro pra mim na casa da Joana!: falou e minha mãe olhou pra mim...

Lurdes: Vai buscar a merda desse livro pra sua irmã antes que eu e te faça engolir!: falou apontando pra porta...

Branca: indo mãe...

▪▪▪

O vento balançam os meus cabelos enquanto eu andava por aquelas vielas escuras...
Na rua central acontecendo uma comemoração, parece que o filho do dono do morro nasceu...

Uma sensação ruim percorreu por todo meu corpo fazendo-me arrepiar... Eu ouvia o barulho de pés em contato com o chão logo atrás de mim, tentei correr, mas era tarde de mais...
Me expressaram na parede, e com a pouca luz existente ali pude ver o seu rosto... Aquele homem asquerosa passa suas mãos por todo o meu corpo, eu como uma típica garota de 13 anos conseguia chorar... Ali começava um dos meus maiores pesadelos...

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Continua?

Era uma vez, Gabrielly.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora