Um ano e meio depois
Gabrielly narrando
Eu sempre acreditei que tudo que aconteceu ou aconteceria, tinha um propósito. Nada acontece por acaso. Nada. Inclusive, tenho certeza que essa "situação embaraçosa" que minha família eu vivemos nesses últimos meses, não foi por acaso.
E as provas de que meu pensamento estava correto começavam a surgir já fazia alguns dias.
Era como se tudo que vivemos tivesse sido apenas uma caminho para que pudéssemos chegar até aqui...
Deixei meus pensamentos de lado quando senti as mãos firmes do meu marido rodearam minha cintura.
HR: Amor, acho melhor você ir ver se ta tudo bem. Não confio naquelas três juntas. :falou com a expressão preocupada, o que me fez rir.
Gaby: São apenas crianças, Henrique!
HR: Pestinhas, é isso que elas são. :falou e eu revirei os olhos: Tô falando sério. Acredita que a Lanna não me deixou entrar no quarto? Segundo ela, a festa do pijama é exclusivo para garotas.
Gaby: Seria pedir muito, pedir para você ser um pouco menos dramático?: falei rindo: Relaxa, elas são crianças e estão no quarto ao lado.
HR: Eu tô falando sério. Esse é o tipo de amizade que de cara você já percebe que vai dar confusão. :alisou seu cabelo, em um gesto de puro nervosismo: Eu preciso ir pra boca, mas me promete que vai ficar de olho nelas?
Gaby: Óbvio que sim. Vou até levado um lanche para elas.
HR: Ok. Qualquer coisa me liga. :me deu um selinho e saiu.
Fiquei por mais alguns minutos no quarto e depois decidi finalmente ir até a cozinha, preparar algo para as meninas comerem.
Mas antes, resolvi dar uma passadinha no quarto da minha filha.
Abri a porta devagarinho, me deparando com uma cena meio que assustadora.
Até pouco tempo atrás, os cabelos loiros da minha afilhada, Analu, iam até o meio de suas costas.
Neste momento, estavam um pouco acima dos ombros. Parecia ter sido cortado em zigue-zague.
Gaby: A Renata vai surtar. :sussurrei ao ver a cena: O que você fizeram com a Ana Luísa?
Manuelly(manu): Gostou, tia? Eu que fiz. :falou toda sorridente.
Gaby: Vocês enlouqueceram?
Lanna: Tá na moda, mamãe. Igual aquela mulher da novela.
Analu: Tô bonita, dinda?: perguntou se olhando no espelho.
Eu não taça conseguindo raciocinar direito. O quarto estava uma zona.
Todas elas estavam com os rostos completamente pintados com maquiagem e roupas estavam espalhadas pelo chão.
E eu só queria entender como três crianças conseguiram aprontar tanto, em tão pouco tempo.
Gaby: Lanna Vitória, você está de castigo! Ana Luísa e Manuelly, eu irei ligar imediatamente para as mães de vocês.
Manu: Tia, por favor, não. :choramingou.
Manu: A gente só tá se divertindo, Dinda. :cruzou os braços.
Gaby: Não adianta. Minha decisão já está tomada. E tem mais. Acabou esse negócio de festa do pijama. :olhei para as elas: Eu quero as três tomando banho já. Me aguardem no banheiro, vou buscar as toalhas. E por favor. Se comportem. :falei e sai do quarto.
Caminhei em passos rápidos pelo corredor, quando senti um movimento em minha barriga, o primeiro chute desde que descobrir estar grávida.
Gaby: meu amorzinho, que Deus me der força para conseguir ser uma boa mãe pra você e pra sua irmã. Porque até agora, tá difícil. :alisei minha barriga sob o vestido.
Força.
Não sei como, mas eu sentia, que eu precisaria de muito força para cuidar da minha família.
Afinal, estamos vivendo no (re)começo das nossas trajetórias.
E o fim? Bom, o fim ainda está bem distante.
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Finalmente voltei, e pra ficar.
Muito obrigada a todos que me suportaram até aqui.
Sério, sou muito grata a vocês.
Sei que você já estão ouvindo muito isso, mas nesse momento em que (sobre)vivemos juntos a essa pandemia, eu preciso pedir. Se puderem, por favor, fiquem em casa.
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Era uma vez, Gabrielly.
Ficțiune adolescenți2° Livro da série AMORES EM GUERRA Ela foi humilhada e desprezada por muitos, hoje ela é respeitada, aplaudida e motivo de inspiração... "Hoje podemos estar por baixo, mas amanhã pode ser que estejamos por cima" Gaby, apenas 17 anos... Mora com sua...
