6 meses depois
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Após muitas horas de gritos e dor, Jane deu à luz a um menino que tinha seus cabelos loiros, ao qual foi dado o nome de Tom Bingley. Ele nasceu no dia 27 de março, numa madrugada fria em Londres.
Toda a família de Jane e de Bingley, juntamente de Darcy estavam no hospital à espera de notícias do casal.
- NASCEU! O TOM NASCEU!
Bingley apareceu gritando, de súbito, na sala de espera, que estava lotada de tantas pessoas. Todos pularam de alegria e parabenizaram o novo pai da família. Seus pais e a Sra. Bennett pediram para acompanha-lo até o quarto onde Jane estava com o bebê.
Depois desse momento, enquanto todos acalmavam-se pela longa espera, foi a primeira vez que Darcy e Lizzy se olharam. Eles tinham se visto outras vezes, mas, nada tinham dito além de um simples olá e tchau. Bingley e Jane tentaram arduamente fazer com que os dois se interagissem mais, criando ocasiões em que "os dois eram necessários", mas, eles estavam tão certos de que o outro não sentia/queria mais nada que resolveram não criar nenhum contato, para que a dor pudesse cicatrizar com o tempo.
Mas, aquele momento era especial. Eles sabiam que seriam os padrinhos do Tom e também dos pais dele no casamento, então se aproximaram.
- Nossa, nunca o vi tão animado assim. – Darcy comentou.
- Jane me contou que Bingley dizia que já estava sonhando com o Tom... Acho que era o acúmulo de ansiedade que fez o Bingley explodir de animação assim – Lizzy riu, se admirando com tudo aquilo, afinal, ela havia se tornado uma tia, oficialmente.
- Bingley finalmente cresceu. Eu brincava que eu teria que cuidar dele porque ele era um moleque maluco, mas, olhando ele agora, o maluco sou eu e ele é um verdadeiro pai. Ele ama o filho dele desde o instante que soube... – Darcy simplesmente disse.
- Eu não te acho maluco. – Lizzy queria dizer isso num tom simplório, mas, sem querer, falou seriamente. Isso fez Darcy olhá-la com muita atenção.
- Não? Nunca achou? – Ele não conseguiu segurar um sorriso, apesar de se recriminar no momento em que sorrira.
- Tá, eu achei bem no começo, quando eu te conheci. Mas, eu não te acho mais, ok? – Ela respondeu sorrindo, porque o sorriso dele era contagiante e lindo demais para ignorar.
- Sabia.
Eles riram e escutar a risada do outro fez com que seus corações se aquecessem um pouco. O clima era tão leve e acolhedor, era como se...
- Will? Vamos conhecer o Tom!
Georgiana e Candice o olharam, chamando-o para ir ao quarto. Lizzy se sentiu mal por achar que ela não fazia parte daquela vida com ele, e deu um aceno apenas enquanto se afastava.
Darcy ficou triste quando Lizzy abruptamente se afastou dele, e imaginou que fora pelo chamado de Georgiana e Candice. Candice que, aliás, insistia em conversar com ele sobre uma volta, mas, ele não era maluco de pensar em ter algo com ela. Ele amava e sempre iria amar Elizabeth, não era justo inventar ter uma relação com outra pessoa somente para fingir que seguiu em frente. Ele não precisava de outra para viver, se não tinha quem queria ao seu lado, Darcy preferia viver sozinho.
Assim, ele com sua irmã e Candice foram ver Tom.
Sra. Bennett voltou para a sala de espera com os sogros de sua filha e viu Elizabeth no canto, quieta.
- O que houve, minha filha? – Sentou ao lado dela no sofá.
- Nada mãe, tô só esperando a minha vez para ver meu sobrinho. – Lizzy esboçou um sorriso fraco e olhou para o lado.
- Você pode tentar convencer a si mesma que sabe enganar as pessoas, mas, você é péssima nisso, minha filha. – Ela colocou suas mãos nas de Lizzy – É sobre ele?
Sra. Bennett, com muito esforço e a pedido de Jane, havia parado de forçar a falar sobre uma vida de casada com alguém rico para cima de Elizabeth, isso fez com que a relação das duas melhorasse conforme o tempo passava. Desde que seu marido havia falecido, Sra. Bennett aprendeu outras atividades, começou a trabalhar num restaurante perto de sua casa e conversava muito mais com suas filhas, sobre assuntos que não eram (só) relacionados à casamento.
- Ele sempre vai fazer parte de mim, sabe? É difícil aceitar que... acabou, mas, eu nunca vou conseguir olhar para ele e não pensar em todo esse amor que eu senti com ele... Que eu ainda sinto. E vê-lo seguindo em frente, me faz... Me faz me sentir perdida. Mas, eu sei que um dia isso vai passar, e eu vou ser feliz, eu sei que vou. E hoje é o dia do meu sobrinho/seu neto, então não vamos pensar sobre isso mais.
- Minha filha, eu vejo o jeito que ele te olha, não tem com o que se preocupar. Ele ainda ama você. Vocês só têm que parar de ser cabeça dura. – Sra. Bennett bateu nas mãos da filha, sorrindo, e se levantou.
Quando Lizzy viu Darcy retornar, ela foi com suas irmãs visitar Tom. Eles se olharam enquanto ela passava do seu lado, em direção do quarto de Jane.
Lizzy viu sua irmã carregando um pacotinho bem pequeno nos braços e ao ouvir um início de gritos de animação por parte de Kitty e Lydia, logo fez um gesto para que ficassem em silêncio por causa do bebê.
Tom tinha os cabelos loiros como Jane, além do nariz, mas de resto, Lizzy parecia estar vendo uma cópia de Bingley na versão bebê.
- Não é simplesmente adorável? – Jane dizia fracamente e sorrindo, enquanto olhava para o filho.
- É uma mistura perfeita de vocês dois. – Lizzy disse simplesmente, enquanto acariciava nos cabelos dele. – Eu vou ser a tia mais babona desse mundo.
- Ah, não! Eu que serei! – Mary interrompeu, pegando na mãozinha de Tom, que apertou seu dedo com força, fazendo todo mundo dizer um "awn" em conjunto.
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Casos & Descasos
RomansaElizabeth Bennet vive uma vida contraditória, ama estar longe de casa e não quer saber de corresponder as expectativas que sua mãe tem para ela e suas irmãs. Estava muito bem em Harvard, que ficava bem longe de casa, até que teve que voltar... No me...
