[ Victor Augusto]
Cheguei na casa da Bárbara e quando ela abriu a porta meu queixo quase foi pro chão. Que mulher, Jesus. Assim ficaria difícil me controlar.
Assim que ela subiu pra trocar de roupa, observei ela subir as escadas com aquele vestido antes que ela o tirasse do corpo. Logo ela voltou com um short e uma blusa, muito mais a cara dela.
Babi: mãos na massa? — ela disse com as mãos na cintura.
Victor: literalmente, o que quer que eu faça?
Babi: vamos colocar a água pra esquentar, e enquanto isso derreter um dos queijos.
Victor: faço isso — falei e assim ela foi me instruindo pela cozinha.
Estávamos nos dando bem, o macarrão já estava fervido e só faltava o molho. Ela se esticou pra pegar o sal no armário. Percebi, cheguei por trás dela e a ajudei pegar. Ela se virou ficando de frente pra mim, não me afastei, o que fez com que nossos corpos ficassem colados um ao outro. Ela olhou fixo em meus olhos e logo desceu pra minha boca, avancei o sinal. Iniciei um beijo com sua língua já pedindo passagem, peguei em sua cintura e a coloquei em cima do balcão. Suas pernas enlaçaram minhas costas me fazendo chegar mais perto. O toque dos nossos corpos era a melhor sensação que já tinha provado em toda a minha vida, o beijo dela era único. Eu não tinha vontade alguma de interromper, mas logo tivemos que nos afastar. Seu rosto estava tomado pela mesma cor vermelha de quando ela ficava sem graça, ficava bonita assim.
Babi: isso não era um encontro — disse rindo.
Victor: mas parece, e é bem difícil controlar quando seus olhos fitam minha boca de tão perto — falei provocando. Ela me lançou um olhar malicioso, retribui com um sorriso.
Babi: Já ta pronto, me ajuda a colocar a mesa.
Peguei os pratos da sua mão e fui ajeitando sobre a mesa, ela colocou o macarrão em nossos pratos, abriu o vinho e se sentou na minha frente.
Victor: porque não sentou aqui do meu lado?
Babi: não confio em você — ela disse com o rosto sério.
Victor: não confia em mim ou nos seus desejos?
Babi: enfia esse macarrão na boca logo?
Sorri cinicamente. Ao longo do jantar retomamos aquele jogo de perguntas, a cada resposta nos aproximávamos mais. Apesar de que no fundo, nós dois já tínhamos a sensação de já sermos próximos.
Depois do jantar, quando eu estava quase indo embora, nos sentamos na calçada da casa dela. A noite estava incrível, um vento fresco batendo em nossos rostos. O céu completamente estrelado.
Victor: e seus pais? — perguntei a ela.
Babi: mal vejo eles em casa, passam mais tempo no escritório do que aqui — falou com a voz sem nenhuma entonação. Era um assunto delicado.
Não consegui formular nada, eu não sabia como ela lidava com isso. Sempre fui apegado a minha família, e sempre convivi com eles grudados em mim.
Babi: e os seus?
Victor: acho que são as pessoas mais incríveis que existe nesse mundo.
Babi: se forem igual a você, acredito.
Victor: qualquer dia desses, você pode aparecer la em casa, jantar com a gente — falei sorrindo — aproveita que é logo ali!
Babi: vou aparecer sim.
Me levantei, já era um pouco tarde.
Victor: sei que vai sentir saudades mas, tenho que ir. Acordo cedo amanhã.
Babi: olha, me desculpa por ter esquecido de preparar o macarrão antes e ter pago este mico incrível — ela disse se levantando e ficando frente a mim.
Victor: isso foi tudo uma desculpa pra me ver mostrando minhas habilidades culinárias, confesse — falei e ela debochou.
Babi: Aham, Victor. Vai dormir, vai!
Victor: boa noite, vizinha.
Babi: boa noite... vizinho.
ela disse e eu segui pra minha casa, caminhando e pensando no quanto eu estou me apegando a essa mulher e se ainda dava pra cair fora...
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RED THREAD
Fanfictionse todos já nascem predestinados a encontrarem sua alma gêmea, qual a razão pra tantos desafios? A vida de Bárbara Passos e Victor Augusto sempre foi uma caixinha de surpresas, mas nenhum deles esperavam por tudo isso. Ambos serão testado pelo desti...
