Capítulo 60

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Termino de arrumar a cama, e vou ao banheiro fazer minhas higienes matinais. Tomo um banho e visto uma roupa qualquer mesmo. No caminho pra cozinha checo algumas mensagens no celular e mando uma pra meus pais, dando "sinal de vida" – como eles gostam de chamar. Hoje é 24 de dezembro, e estamos todos muito animados com a data especial.

Ao chegar na mesa encontro quase todo mundo sentado na mesa, com exceção apenas do Miguel e do Edu. A mesa está farta, com variedades de comidas e a toalha que escolheram tem alguns lacinhos vermelhos e estampas natalinas.

Eu: Chique em! – Comento, e minha prima solta um beijinho no ar.

Me sirvo com um copo de suco e uma torrada, o povo também começa a comer. Mas nesse meio tempo ouvimos o barulho de porta abrir e alguém entra no recinto.

Marco: Bom dia gente! – Cumprimenta, e logo é convidado se juntar a nós. Assim o faz – Feliz natal pra vocês.

Júlia: O natal é só amanhã, Marco.

Ele faz uma careta em confusão.

Marco: Hoje ainda é 24? – todos assentimos – Caramba! Eu meio perdido então. – Ele faz uma pausa pensativo. – Ah claro que é! Foi pra isso mesmo que eu vim aqui. Nos vamos fazer uma festa natalina na cidade, e vocês estão mais do que convidados. Ganharam a simpatia dos moradores ao ajudarem no aniversário do município.

Minha prima sorri esnobe e se gaba por ter organizado algo tão incrível, palavras dela não minhas.

Vitor: Tá bom. Que horas vai ser? – pergunta enquanto corta uma fatia de bolo.

Marco: Às 10, e sem hora pra acabar. Os mais velhos vão se recolher assim que marcar meia noite. Então terá música e bebidas a vontade para os jovens. – Explica.

Ao que parece, o povo dessa cidade gosta muito de celebrações. Ao pensar nisso me entristeço um pouco ao lembrar que nossa estadia aqui está chegando ao fim. Voltaremos pra casa no dia 4 de janeiro, um pouco mais cedo que o normal já que alguns de nós tem compromissos inadiáveis antes da volta das aulas.

Mal me dou conta quando o Miguel e o Edu passam pela porta e se dirigem à mesa, se juntando a nós. Mas não sem nos cumprimentar.

O Miguel senta do meu lado, mas antes disso ele fala um rápido "Oi" e beija o topo da minha cabeça.

Eu fico toda derretida, como sempre, não sei o que acontece. Antes de tudo isso, eu não era muito fã desse tipo de coisa, ainda não sou tão adepta. Mas quando acontece, eu fico assim.

Ouço uma tosse forçada e agora somos vítimas do olhar analisados do Marco.

Marco: O que eu perdi? – pergunta confuso, ficamos mais ainda – Vocês não podiam ficar a um metro um do outro que virava uma guerra.

Reviro os olhos.

É sempre a mesma reação. Se bem que agora é meio compreensível, já que ele não sabe da história toda. O que ele sabia era que a gente não se suportava e vivíamos brigando.

Edu: Romance jovem, meu caro. Deixa só passar uns meses pra tu ver, é nesse tempo que tudo desanda. – Todos ignoramos esse comentário desnecessário.

Com exceção da Luísa, é claro, que bateu nele com uma colher.

E assim correu o resto da manhã. Com várias piadinhas a respeito da nossa "relação". Eu não chamaria de namoro, mas é como se fosse. Mas pra mim, títulos não são importantes, o que importa é como agimos e como nos sentimos.

Não vou ser hipócrita e dizer que não ficaria super feliz com um pedido oficial, declarações e coisas assim. Não sou tão romântica, mas tenho um lado meio fofinho.

O Garoto do CaféOnde histórias criam vida. Descubra agora