Cap 20

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157;

Neguinho vinha vindo com a grana pô, mal deu pra revidar os tiros do guardinha.

Dobrou o joelho e caiu como um homem. Na giratória, abraçado com o malote.

Terror: Eu falei, porra! Eu não te falei?! Não ia dar! Pra mãe dele, quem que vai falar, quando nós chegar? Um filho pra criar, imagina a notícia. Porra caralho.

Terror gritou alí do meu lado entrando no carro.

157: Lamentável, vamo aí, vai chover de polícia. - Rose acelerou e logo nós já tava longe do banco.

Terror: Coé, quem foi que passou essa porra?! Vacilo do caralho mermão, se fuder. - Tá dando tilt porra.

157: Coé oque? Tu não queria ver na porra do assalto?! O bagulho é assim mermo, ou da certo ou dá tudo errado. Tu sabe muito bem do proceder.

Perdi minha paciência, na moral mermo.

Terror: É assim o caralho, passaram o bagulho tudo errado. E o mano TH pagou o pato, dá teus pulo e resolve essa porra irmão. - Logo dei uma encarada braba.

157: Ih ala, tá me dando ordem? - Dei um tapão no meio da cara dele mermo. - Segura tua emoção em caralho, já te avisei.

Nego calou a boca, na hora!

Tô ligado que os dois era amigão, mas como diz a doutora lá. Tem que separar o pessoal, do profissional.

E outra pô, isso aqui é o caralho do crime. Num tem sombra e água fresca não, Terror queria vir de qualquer jeito no assalto. Sabia dos riscos e a porra toda.

Mermã coisa pro mano TH, era experiente pô. Um dos meus melhores soldados, mas a vida é essa pô. Morreu mas honrando a jura que ele fez pra mim.

Veio até o final comigo. É o que tá valendo.

157: Relaxa em caralho, fica mec que eu mermo vou falar com a mãe dele. Era meu amigo também pô, meu melhor soldado caralho, mas morreu. Entendo tua revolta irmão, mas não vai trazer ninguém de volta. - Dei um soquinho no braço dele.

Terror: Brabão. Quero mermo que seja cobrado, quem passou essa fita. - Virou a cara e eu já fiquei na minha.
...

Tinha esquecido dos bagulho que arrumei lá em casa, pra menorsinha da doutora.

Cheguei lá e tava as duas brincando. Brinquedo pra todo lado. Só arrumei caô fazendo essa parada.

157: Bom dia doutora. - Toda feliz pô, sorrisão no rosto.

Letícia: Bom dia 157, tudo bem? - Deu risada brincando com a filha dela.

157: Tudo fodido, e vocês duas aí. Tão bem? Parece doida rindo. - Cruzei os braços e sentei no sofá.

Tirei o fuzil das costas e coloquei alí do lado em pé.

Letícia: Bem até demais. Poderia tirar esse fuzil daqui? Não quero que ela veja essas coisas.

156: Posso não, ala. Tu tá em uma favela, entupida de traficante armado e não quer que a menina veja? - Cruzei os braços.

Letícia: Se os seus soldados, tivessem um pingo de respeito com os moradores e inclusive, com as crianças. Não teriam que estar vinte quatro horas, armados. - Rebateu balançando um ursinho.

157: Doutora, tu acha mermo. Que eu, sendo caçado até pela polícia federal. Não ia deixar meus soldados armados? Viaja não maluca. - Balançei a cabeça.

Letícia: Tanto faz, só não quero ninguém armado perto dela. - Deu de ombros.

157: Tu deixa a menina com o Terror, o cara só não tem basuca pô. Anda mais armado que eu. - Joguei na cara dela.

Letícia: Nossa, como você é chato em. - Revirou os olhos e voltou a atenção pra menina. - Né meu amor.

Mó bobona, falando estranho com a menina. E a coitadinha nem entende, ri de burra só.

Agora tenho que descer lá na mãe do TH, que fita do caralho.

157: Ó, vou só tomar uma ducha e vou sair resolver uma parada em. - Levantei e peguei o fuzil. - Não é porque tu pegou não, é minha segurança.

Letícia: Claro, óbvio que vão tentar te matar enquanto você toma banho. - Gargalhou levantando. - Eu vou dar uma volta com ela pelo morro.

Otária do caralho. Deixa ela com essa putaria de ficar rindo da minha cara.

...

ARTIGO 157Onde histórias criam vida. Descubra agora