Capítulo 21

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ARTHUR PICOLI

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ARTHUR PICOLI

Assim que entrei no apartamento com Carla, milhares de recordações me invadiram. De quando trouxe ela aqui a primeira vez, das horas que ela passou me ajudando no projeto de decoração com a arquiteta, dos dias que passamos naquele lugar com apenas um sofá branco de cama, pizzas de jantar, experimentando bebidas que o outro gostava.

Como era de se esperar não encontramos ninguém em casa. Minha irmã estava na casa da "amiga" e a Catarina tinha permanecido na casa da madrinha desde ontem a tarde. Confesso, que estava aliviado por isso. Porque ainda não tinha contado sobre a adoção para Carla e acabei tomando a decisão de fazer surpresa.

Desde que chegamos ela acabou ficando na sala brincando com o Dummy. Quando dizem que cachorros não esquecem, não estavam blefando. Mesmo tendo visto ela pouquíssimo, ainda pequeninho, o bichinho chegou a chorar quando a viu passando pela porta, aproveitei esse momento dos dois e levei todas as malas da Carla para o meu quarto, mais tarde decidiria como faríamos, quem dormiria onde, já que todos os quartos estão ocupados.

— Carla... — Chamei vendo ela continuar brincando com o cachorro esparramada no chão  — Eu sei que você deve estar cansada, confusa, com medo, mas a gente precisa ir na delegacia. — Falei tentando transmitir toda calma do mundo  — A essa hora ele já deve ter ligado na sua casa e percebido que não tem ninguém. Eu não quero te pressionar a nada mas...

— Não, você está certo. — Disse abaixando a cabeça — Eu realmente estou com muito medo, mas agora que já dei o primeiro passo, tenho que ir até o fim. Só não me deixa sozinha... — Pediu olhando na minha direção.

— Estamos juntos nessa, lembra? — Falei entendo a mão para que se levantasse — Quer tomar um banho antes, comer alguma coisa? 

— Acho que só uma água, mas pode deixar, eu mesmo pego.  

[...]

No caminho da delegacia mais próxima, fiz algumas ligações, conseguindo um advogado especializado nesse tipo de causa. Passamos a ele mais ou menos o que estava acontecendo e imediatamente se colocou disposição para nos acompanhar.

Assim que parei no estacionamento da delegacia e olhei para Carla, ela parecia apavorada, não conseguindo mais se segurar. Percebi o corpo dela se estremecer, enquanto tentava a todo custo respirar, porém, parecia não conseguir. Logo começou a chorar incontrolavelmente. Eu entendia bem o que ela estava passando: Ansiedade. 

— E-eu não consigo, n-não posso... — Me disse abraçando o corpo no banco carro. — Da última vez não deu certo, Arthur. Os policiais conheciam ele. 

— Dessa vez vai ser diferente — Falei baixinho, imaginando que pelo seu estado, ela já devia ter tentando fazer aquilo outra vez — Eu estou aqui e você confia em mim, não confia? — Perguntei passando a mão pelo seu rosto e ela assentiu que sim — Uma medida protetiva demora em torno de 48 horas para ser expedida, então o quanto antes a gente fizer isso, melhor. 

O Amor Não Tem FimOnde histórias criam vida. Descubra agora