Arthur Picoli e Carla Diaz, viveram um romance intenso dentro de um programa de reality show de confinamento.
Esse relacionamento acabou sendo julgado de diversas formas possíveis e chegando ao mundo real, percebem que apenas o sentimento que nutre...
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CARLA DIAZ
Três meses depois - Dezembro de 2022
Se alguém me perguntasse qual o pior ano da minha vida, esse com certeza esse estaria no meu pódio. No lugar que me encontro hoje, não desejaria nem para o meu pior inimigo. Apreensão, medo, angustia, insônia eram alguns dos sintomas psicológicos que costumavam me acompanhar. Fora as constantes crises de falta de ar e os tremores sem hora e local para se manifestar.
Não me lembro com exatidão quando comecei a ter sintomas de ansiedade, mas sabia com toda certeza do mundo os motivos deles: Meu casamento.
Porém se fosse somente a ansiedade, eu ainda estaria bem.
Quando conheci Felipe, enxerguei em seus olhos claros e brilhantes, uma válvula de escabe para tudo que estava acontecendo na minha vida pessoal e profissional. Rapidamente começamos a namorar e com muita insistência da minha mãe para não deixar um partido como ele escapar, em pouco tempo, aceitei seu pedido de casamento. Ele parecia um príncipe encantado, montado em um lindo cavalo branco prestes a me salvar de tudo e de todos.
Minha família logo de cara se encantou pelo seu jeito educado, gentil, romântico e determinado. Sempre correndo atrás dos próprios objetivos e procurando ajudar o próximo. Inteligência: Tinha de sobra. Até hoje não havia um único concurso em que ele tivesse prestado, que a classificação não tenha sido de aprovação. Tipo de coisa que muitas vezes ele fazia, segundo o mesmo, apenas para testar conhecimento.
Hoje, a quase um ano casada com ele, além da ansiedade que me assombra, dia após dia, eu ainda tinha que lidar com os abusos. As vezes físicos, mas na grande maioria das vezes, psicológico.
Engana-se quem pensa que tudo começa do dia para noite. As vezes vem mascarado de um ciúmes fofo, um cuidado além, uma necessidade de controle disfarçado de: É porque eu te amo. E sabem qual é o maior problema nisso tudo? Quando as coisas começam a ficar extremamente estranhas, ninguém acredita em você.
Como dizia minha mãe: "— Você está criando desculpas para não dar certo".
Ainda me lembro da nossa primeira grande briga como se fosse hoje. Quando de forma misteriosa, ele descobriu as minhas doações para os abrigos que o Arthur estava fazendo campanha. Nesse dia, metade do nosso apartamento veio abaixo. A porta do nosso quarto acabou ganhando um buraco enorme, depois dele deferir diversos chutes contra ela, quando tentei em vão, me trancar. Na cabeça dele, ele jurava que eu estaria tento algum caso extraconjugal com o meu ex. A pergunta que eu sempre fazia era: Como? Quando? Onde? Já que ele sempre estava por perto. Eu quis largar tudo na mesma hora, cheguei a pedir o divórcio, mas minha mãe me fez acreditar que eu estava errada em me envolver em campanha beneficente de outro homem. Que se eu quisesse ajudar, que ajudasse outras instituições. Instituições essas em que o Felipe estivesse envolvido.