Saudades. Saudades podia ser a maior definição do sentimento que se exalava enquanto nos beijávamos. Kaanadan caminhou com meu corpo preso no seu até o único quarto da pequena cabana e sem sequer uma luz acesa nos deitou numa cama macia e cheia de lençóis. Seus lábios ainda permaneciam nos meus, provocando, atiçando, aprofundando-nos em uma bolha intensa que se formava através da dança sensual de nossas línguas ou dos deslizes de nossas mãos sobre o outro.
Eu adoro beijá-lo. Adoro seus toques. Eu sentia saudades disso... Sim, eu sentia.
Kaanadan apertava meu corpo como se quisesse de fato se certificar de que eu realmente estava ali. Uma mão adentrando meus cabelos e a outra apalpando minha cintura, meu quadril, minha coxa, e arrancando um suspiro de meus lábios quando me enlaçou melhor em si.
Mergulhei meus dedos em seu macio cabelo e o atraí para mim, sentindo seu corpo me apertar e imediatamente descer seus lábios para meu pescoço, a sensação excitante que me fez apertá-lo e suspirar novamente.
Meu corpo parecia ter vida própria com a presença de Kaanadan. Isso desde sempre, desde que tenho seus olhares profundos, seus beijos intensos e sensuais ou sua força para dominar-me tão facilmente.
O que começava a acontecer entre nós.
A cada aperto em meu corpo, o clima esquentava. Meus suspiros viravam seus suspiros. O calor dos nossos corpos ficavam insuportáveis com as peças de roupas para conter o frio de minutos atrás e eu podia sentir que não era só em mim.
Kaanadan voltou para meus lábios e ofegou, puxando seus braços para as laterais de minha cabeça e contendo o peso sensual de seu corpo.
— O que houve? — Sussurrei ofegante, abrindo lentamente meus olhos e encontrando apenas um breu. Um breu que lentamente se adaptava ao meus olhos e pela janela aberta que refletia a luz noturna no lado de fora, me dava alguns traços de Kaanadan.
Mas não era como se fosse necessário para eu saber que me olhava também.
— Estou vendo se não irá sumir de novo... como num pesadelo... — Diz grave, sua respiração pesada batendo na ponta do meu nariz.
— Só se você ousar me fazer ir novamente... — respondi de volta, deslizando minha mão de seus cabelos para seu pescoço —, mas eu estou aqui, Kaanadan... Agora estou aqui.
O mesmo não falou nada, mas uma áurea mudou quando seu rosto se abaixou e seu corpo seguiu junto. Confusa, senti suas mãos tocarem a entrada da calça moletom que cobria a parte de baixo do meu corpo e logo deslizar a peça por minhas pernas. Por baixo eu não usava nada, o que tanta exposição fez com que minha pele se arrepiasse de repente. Kaanadan subiu suas mãos e após retirar minhas calças iniciou para retirar minha blusa, me mantendo nua sobre uma visão quase inexistente.
Arfei quando tocou meu corpo, passando dos meus ombros até minhas pernas, abrindo-as e iniciando um beijo molhado por minhas pernas, subindo em um caminho que trilhava com sua língua até se aproximar de minha intimidade. Meu corpo se curvou em resposta e mesmo com tanto calor, eu ainda estava estranhando seu silencio pesado e frio. Senti seu corpo se abaixar e logo seus braços deslizarem por debaixo de minhas pernas, agarrando-me com força e logo tocar a ponta do nariz entre mim. Arfei trêmula.
— Kaanadan...
Tentei falar algo, mas fui golpeada por sua língua ao me beijar literalmente como em meus lábios, só que entre minhas pernas. Meu corpo se arrepiou dos pés a cabeça e gemi surpresa, sentindo meu corpo vibrar. Não esperava isso, ou pelo menos não essa reação. Kaanadan chupou-me com desejo, seguindo por lambeções que se alternavam em ser rápido e leves ou fortes e devagar, desconcertando todo meu corpo. Todo meu ser se espalhou em prazer, onde aquela sensação parecia cada vez mais necessária. Agarrei seu cabelo, querendo ter Kaanadan mais dentro de mim, mas ele nem se moveu, se contendo naquela mesma situação. Seus polegares percorreram minhas dobras, separando-as, e com a ponta da língua ele traçou círculos por meu clitóris inchado e necessitado. Gemi mais alto e meus quadris brigavam contra seus braços para se moverem, ao mesmo tempo que um calor precorreu minha pele e eu podia ver meu primeiro pico do limite. Apertei meu corpo em si e no colchão, sentindo meu coração bombardear fortemente dentro de mim, seguir caminho com minha respiração acelerada e os meus gemidos apressados, e quando me aproximei do orgasmo, Kaanadan se aquietou.
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PELA HONRA E PODER #LIVRO 1| TRILOGIA SAVOIA
RomanceNascida em uma das principais máfias brasileiras, Celeste Brandão luta para fugir do destino que a aguarda. Porém, aos dezesseis anos, a mesma foi a escolhida para ser a aliança que uniria duas maiores máfias americanas, em uma luta de honra e poder...
