capítulo 71🦋

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JG.

Sai de casa com ódio após saber que a minha filha foi pega pela polícia e ainda saiu machucada nessa porra. Se tem algo que eu levo a sério é a minha família, então não ouse tocar neles, pois não tenho dó de ninguém.

Cheguei na boca, cheio de ódio, fui direto pra minha sala. Vou investigar a fundo aquela vadia que atreveu se meter em nossas vidas. Chamei logo o Gui e o menor no radinho, vou fazer uma reunião de última hora.

Até baile tem hoje, que corra tudo bem como o esperado. Se tem algo que eu não preciso nesse momento é polícia no meu morro. Esses assuntos me deixa estressado pra caramba.

Chegou a hora da Michelli criar asas e voar, vou colocar ela pra comandar o complexo do alemão, sei que tenho parceiros por lá, mas vou tomar aquela área. Ainda não irei comentar com ninguém, ela deve ser a primeira a saber, é uma grande responsabilidade.

-Pode entrar- Menor perguntou batendo na porta.

-Entra- mandei.

Ele entrou junto com o Guilherme que parecia está por fora de tudo, deve tá brigado com a Michelli, só pode.

-É o seguinte, a minha filha foi levada pela polícia hoje, em específico uma policial, que não parecia tá pra brincadeira. Mas eu também não tô pra brincadeira, quero a cabeça daquela vadia na minha mesa ainda essa semana- falei sério.

-Puta que pariu, a Michelli tá bem?- Gui perguntou preocupado.

-Se ela não estivesse, eu já teria ido arrancar a cabeça da verme pessoalmente né- dei de ombros.

-Já sabe o nome da mulher?- Menor perguntou se sentando.

-Pedi pro advogado me enviar todos os dados possíveis, mas aquele arrombado não faz nada de imediato, mas na hora de receber a grana né...- murmurei estressado.

-O foda é que passar polícia da merda né- Gui falou pensativo.

-Teria dado uma merda muito maior se tivessem matado um dos meus, então relaxa ai- argumentei.

Não tem nada pra pensar, quem entrar no meu caminho vai morrer e ponto final, isso não é novidade pra ninguém.

-A e eu tenho mais uma coisa pra dizer. Vou tomar o complexo do alemão- comentei com tranquilidade.

-Tá ficando maluco? Os cara lá são forte também, isso aí vai da merda- Gui contestou.

-Irei fazer uma oferta, se não aceitarem, eu tomo, já está decidido- dei de ombros.

-Em qual intuito? Porquê isso do nada?- Menor perguntou entrigado.

-Quero que a Michelli comande lá, pra já ir se preparando- expliquei.

-Ela ainda não tá pronta, e vai ficar na mira dos teus inimigos- Gui tentou argumentar.

-Não estou perguntando, estou afirmando. Eu não sou burro não Gui, sei cuidar da minha família. E você, vai ser o sub dela por lá- falei sério.

Ele ficou calado e concordou com a cabeça. Menor também não opinou, melhor assim. Sou cabeça dura, depois que decido algo, já era. Dei sinal pra irem e eles saíram da minha sala. Respirei fundo e abri o meu notebook.

Michelli.

Dia seguinte... É, a noite foi longa, o Gui estava animadissimo. Mas no fim veio falar comigo sobre oque rolou com a policial, expliquei e o mesmo também ficou puto.

Pagamos uma grana boa pra ficarem longe do nosso caminho, mas parece que não tá adiantando, alguém vai ter problemas, e não vai ser a gente.

Levantei da minha cama na força da preguiça e fui diretamente para o banheiro. Escovei meus dentes, lavei meu rosto e enxuguei na minha toalhinha rosa. Sai do banheiro e fui diretamente pra cozinha.

A dona Marcela nem dormiu em casa, vai ter que me contar tudinho depois, estou vendo a hora ela casar, e ta tudo bem, cada um tem que procurar sua própria melhora e felicidade.

Não penso em casar no momento, tão pouco ter filho, não sei se eu seria uma boa mãe. Por um milagre a cozinha está vazia, nenhuma alma por aqui. Pelo visto estão todos dormindo após o baile de onten.

Abri a geladeira, tirei a jarra de suco e uma travessa de bolo, coloquei em cima da mesa e fui pegas os talheres. Me sentei e comecei a comer após me servir. A paz que aqui fica sem grito de criança, é maravilhoso.

O Gui saiu antes mesmo que eu tivesse acordado, ao menos se despediu. Fiquei olhando o Instagram enquanto comia calmamente.

Minha paz durou pouco, foi interrompido pelos gêmeos furacão que acabaram de chegar. A minha vó entrou na cozinha e suspirou exausta.

-Seus irmãos tiram meu fôlego. Cadê a sua mãe?- perguntou procurando.

-Deve tá dormindo ainda- comentei.

-Já acordei, com essa barulheira- Bia entrou na cozinha dando visão a sua cara de sono.

-Pensei que eu estava acabada, mas você me superou, minha filha- a vó brincou e eu ri.

Minha mãe fez semblante de incrédula, mas nem falou nada, porque tem um fundinho de verdade.

-O baile de ontem foi ótimo, fazia tempos que não bebia tanto- comentou se sentando.

-Na próxima eu vou, nem lembro qual foi a última vez que colei em um baile- minha vó afirmou.

Terminei de comer e deixei as duas lá conversando. Meu pai mandou mensagem avisando que hoje tem reunião e me quer lá.  Pelo visto vem novidades pra mim. Ainda tenho receio de não lidar tão bem com o poder quanto ele.

Subi pro quarto, fui logo pro banheiro. Tomei um banho gelado pra ver se meu corpo larga a preguiça, aproveitei pra lavar o cabelo também.

Sai do banheiro enrolada. Escolhi um short de alfaiataria preto, uma blusa marrom. Coloquei alguns acessórios (anéis, pulseira, e colar, dourados). Fiz algo bem básico no rosto, arrumei meu cabelo e passei perfume.

Estou linda e cheirosa, nada melhor. Liguei pro Gui e pedi pra ele vim me buscar aqui. O bom é que quando finalizar a reunião vamos todos almoçar.

Desci pra sala, sentei no sofá, e agora só me resta esperar. Meus irmãos queridos estão jogando uno, até me chamaram, mas não daria tempo nem de finalizar a primeira partida, então fiquei observando eles se matarem.

-Puxa 40 cartas, os dois- Miguel mandou com o olhar de capetinha.

-Puta que pariu, Deus me livre jogar com vocês- neguei incrédula.

Os gêmeos quase que mata ele, mas foi resolvido no xingamento e puxaram as 40 cartas cada. Escutei a buzina do carro, me despedi dos meninos e fui saindo...

𝓟𝓞𝓓𝓔𝓡𝓞𝓢𝓐Histórias para pegar e não largar. Descubra agora