Capitulo 72 (reunião)

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JG.

Meu advogado entrou em minha sala com uma ficha na mão, espero que seja uma notícia boa, porque a grana que esse puto recebe, não é pouco. Fiz sinal para o mesmo se sentar e assim ele fez.

Daqui a 20 minutos tenho reunião com alguns aliados, sobre meu próximo passo, tomar ou comprar o complexo do alemão, mas isso é assunto pra daqui a pouco.

-Então, diz o que temos sobre a vagabunda- pedi sem mais delongas.

-Aqui está senhor JG, não foi nada fácil conseguir a ficha dessa mulher, mas tenho amigos importantes dentro da polícia, que me deviam favores- se gabou me entregando a ficha que estava em sua mão.

Peguei a mesma e analisei bem. Aparentemente não é policial nova, já tá de caso pensado a muito tempo, só esperava a oportunidade certa. Mas vou tirar essa puta da jogada, já chega de dor de cabeça.

-Olha senhor, se eu puder te dar um conselho, deixe o ato dela passar. Isso vai atrair uma guerra sem fim pra esse morro- tentou argumentar.

Olhei bem pra sua cara e dei uma risada incrédulo. Será que eu estou mesmo escutando isso, não é possível.

-E se fosse a sua filha? Seu fudido. Ninguém toca na minha família- afirmei batendo na mesa.

-Desculpa, entendo seu lado. Mas uma guerra com a polícia não vai ser algo bom no momento- tentou argumentar.

-Obrigado pelo conselho, mas irei resolver isso sozinho, em breve você sabera das minhas decisões- afirmei sério.

Ele saiu da minha sala, mas deixou a ficha comigo. Olhei bem pra sua foto, me parecia familiar, mas não sei onde posso ter visto essa mulher. Minha cabeça está a milhão, muita coisa pra uma pessoa só resolver.

Peguei meu celular e tinha algumas mensagens, porém não entrei pra ver. Escutei baterem na minha porta e mandei entrar.

-Licença, estão começando a chegar pra reunião- morcego avisou.

-Pode pedir pra virem pra minha sala- pedi e o mesmo assentiu.

Já tinha cadeiras a espera de meus aliados e eles começaram a entrar, alguns me cumprimentaram.

-Oi pai- a Michelli falou me abraçando e eu dei um beijo em sua testa.

-Oi meu amor- falei com um sorriso.

Aguardei pacientemente todos chegarem, em total 15 pessoas. Ao menos ninguém faltou, melhor assim.

-Hoje irei começar dando um aviso. Sei que muitos aqui serão contra, mas já está decidido. Quero o complexo do alemão, por bem, comprando. Ou por mal, tomando- falei sério e começou os comentários.

Parecia uma feira, todos falando ao mesmo tempo, o que me deixa irritado e com dor de cabeça.

-Qual o sentido dessa porra? Tu já tem teu morro irmão, se contenta com isso- Lúcifer protestou.

-Vai atrair guerra, eles não vão vender aquela porra- Pipa murmurou.

-Calem a porra da boca, por favor- pedi já sem paciência. -Não estou brincando. A Michelli vai assumir o morro do alemão e ponto final. No fim dessa noite irei mandar uma proposta milionária pra eles, se aceitarem bem, se não eu tomo, simples.

-Se eles não aceitarem, vão levar como ofensa, aí a guerra tá feita- JF comentou apreensivo.

-Estou com o JG, vamos tentar. Caso dê errado, vamos tomar e pronto- Gui deixou claro seu apoio.

A Michelli estava no canto imóvel, parecia assimilar tudo. Acho que a peguei desprevenida dessa vez. Preciso que ela esteja pronta o suficiente pra assumir o meu morro quando eu não estiver mais aqui.

Começaram a debater sobre o assunto, o que me restou foi observar tudo. Entraram em votação sobre o assunto. E a maioria aprovou, perfeito.

-Já que a maioria está de acordo, não vejo motivo para prolongar mais essa reunião, podem ir- afirmei.

Me despedi de todos, mas pedi pro Gui, Menor, RD e a Michelli ficarem, assim fizeram.

-Descobri os dados, familiares tudo sobre a policial que encostou na Michelli- comentei tirando a ficha da gaveta.

Abri a ficha e cada um olhou na sua vez. O olhar de espanto do Gui foi imediato, parecia não acreditar, cemicerrei os olhos um tanto desconfiado.

-Qual foi Gui? Eu te conheço, quem é essa puta?- perguntei sem enrolação.

Todos os olhares foram direcionados a ele imediatamente.

-Ela trabalhava na prisão que eu fiquei- comentou com o olhar perdido.

-E? O que mais?- perguntei sério.

-A gente teve um rolo na cadeia, por um tempo, até eu fugir sem avisar a ela- sua voz saiu baixa.

-Puta que pariu, agora sua ex louca veio atrás de mim, por sua causa que não deu um fim na história de vocês dois- a Michelli falou incrédula.

Pelo jeito que ela está, o Gui se fudeu. Não sei o que dizer. Nem sei mais as verdadeiras intenções dessa mulher, se é a Michelli, eu, ou apenas vingança com o ex.

-Olha Guilherme, vou te dar o papo. Ou tu passa essa tal de Maressa, ou ela some do RJ, ou vai sobrar pra você- afirmei sem um pingo de dó.

-Ok chefe- concordou.

Fiz sinal pra saírem e a Michelli ficou, o que não é um problema pra mim.

-Isso tá pior que casos de família- tentei descontrair.

-Que raiva do Gui, pai. Ele nunca me contou sobre nada dessa mulher. Poxa, logo com uma policial?- desabafou claramente chateada.

-Deve se envergonhar. E esse tipo de cazinho pode acontecer com qualquer um lá dentro. O melhor é vocês conversarem sobre isso depois, com a cabeça fria- aconselhei.

Ela me abraçou e saiu. Infelizmente ainda não posso ir embora, tenho que enviar a proposta pro complexo do alemão. Dinheiro eu tenho, e comprando lá, vai ser basicamente um investimento, o dinheiro volta com alguns meses.

Não gosto nem de pensar na guerra que vai ser caso não aceitem. Fiz o documento certinho e enviei. Nós é bandido, mas é tudo organizado, não somos analfabetos não.

Respirei fundo, sai da minha sala, peguei minha moto e fui pra casa com a cabeça a mil.

Se o Gui falhar, eu vou ter que assumir esse b.o e terá consequências pra ele mesmo. Espero que de fato não tenha passado de um "cazinho".  Dei o prazo de uma semana pra essa merda ser resolvida.

Agora só quero paz. Daqui a alguns anos me aposentar e viver com a família viajando...

𝓟𝓞𝓓𝓔𝓡𝓞𝓢𝓐Histórias para pegar e não largar. Descubra agora