Capítulo 18

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Ayumi

Acordei lentamente, sentindo o peso de cada músculo relaxado e ao mesmo tempo uma leve dor, um eco dos momentos intensos da noite anterior. Ele não estava ao meu lado, mas a sensação de sua presença ainda parecia pairar no ar, como se o toque dele tivesse se impregnado em cada centímetro da minha pele.

Fechei os olhos por um instante, deixando as lembranças me envolverem. Cada palavra sussurrada, cada gesto cuidadoso e, ao mesmo tempo, impetuoso. Era como se ele tivesse deixado uma marca invisível, um rastro que pulsava e reacendia a cada vez que eu pensava no que havíamos feito. Era algo diferente, uma intensidade que eu nunca havia experimentado antes.

Ao abrir os olhos, senti o peso da realidade voltar. Mas algo estava diferente, mais profundo do que uma simples lembrança, como se algo dentro de mim tivesse mudado. Eu estava, gostando dele, muito mais do que deveria.

"Isso é errado, Ayumi... já foi longe demais," pensei, e a realidade me atingiu como um soco no estômago, fazendo o ar me faltar por um instante. Meu peito se apertou com a certeza do risco que eu corria, não só para minha mente, mas para meu coração também. Estava pisando num terreno perigoso, onde cada passo me arrastava mais fundo para algo que eu não sabia se poderia controlar ou reverter.

Sabia que continuar assim só me levaria a me machucar, talvez mais do que já pudesse suportar. Fechei os olhos, tentando recuperar o fôlego, mas as lembranças voltavam como uma tempestade, confundindo meus pensamentos. Eu precisava ser forte, precisava me proteger. Me afastar.

Após um banho rápido, vesti-me e decidi que precisava de ar fresco, de espaço para pensar. Talvez explorar um pouco mais de Konoha ajudasse a aliviar a tensão e reorganizar meus pensamentos.

Desci as escadas com cuidado, evitando fazer qualquer ruído que pudesse alertá-lo sobre minha saída. Atravessei a sala em silêncio, sentindo uma inquietação que não conseguia explicar. Assim que passei pelo portão, fui envolvida pela brisa da manhã, que parecia me acalmar um pouco.

Caminhei pelas calçadas, observando o movimento ao meu redor e deixando que a cidade distraísse minha mente, mesmo que só por um momento.

Sasuke

Subi as escadas à procura de Ayumi, mas o quarto estava vazio, apenas o perfume dela permanecia no ar, deixando um rastro suave e provocador. Ela havia saído sem avisar, o que me fez pensar que talvez estivesse precisando de um tempo para si mesma. Não a culpo... depois da noite passada, era natural que quisesse um momento para processar tudo, para respirar.

Pensei em ir atrás dela, mas decidi contra isso. Eu também precisava de espaço, de tempo para colocar meus próprios pensamentos em ordem – se isso fosse realmente possível. Ela tinha mexido comigo de um jeito que eu não sabia ser capaz, quebrando camadas que achava impenetráveis.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora