Capítulo 20

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Sasuke

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Sasuke

Impossível dormir com a mente consumida por aqueles pensamentos. Algo me arrastou até a cozinha, buscando qualquer distração. Mas, ao chegar lá, dei de cara com ela. Ayumi estava de costas, iluminada pela luz da geladeira, usando uma roupinha curta que parecia feita para provocar. Sua bunda empinada destacava, e eu senti o corpo reagir, o meu pau pulsar, lutei para não me deixar levar pelo desejo que ela tão descaradamente evocava.

Fiquei observando por um instante, tentando controlar o que subia pelo meu peito — e, claro, pela minha calça. Sua presença sempre causava um alvoroço que era difícil disfarçar. Só quando me encostei no batente da porta foi que ela percebeu minha presença. Ao se virar, nossos olhares se encontraram, e um breve brilho de surpresa passou por seus olhos, logo substituído por aquele olhar tranquilo e indiferente que ela fingia tão bem.

— Vai me dizer por que sumiu o dia todo... e quem te trouxe de volta? — perguntei, mantendo a voz calma, mas incisiva.

Ela ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços, o corpo adotando uma postura defensiva.

— O Naruto me trouxe de volta — respondeu, deixando as palavras no ar com um tom de desafio, claramente esperando uma reação.

O sangue subiu à cabeça, e tentei disfarçar o incômodo, mas o jeito que ela disse aquilo... era provocação pura. Ela notou e, como se fosse pouco, lançou:

— Ciúmes, tio?

Sua voz tinha aquele toque de cinismo, de quem sabia exatamente o que estava fazendo.

Segurei seu olhar, forçando um sorriso tranquilo, embora eu sentisse o coração martelar no peito.

— Ciúmes? Eu? — ri, jogando as palavras de volta, mas ainda sentindo aquele gosto amargo da irritação.

Ela deu de ombros, lançando-me um olhar quase divertido.

— Passei a tarde com ele. Conversando, conhecendo melhor o lado dele, já que... enfim, você não estava por perto — continuou, claramente satisfeita em alimentar essa raiva que ela via dentro de mim.

Aquela garota estava brincando com fogo, provocando uma reação, testando os limites. Minha paciência foi se esgotando, mas me recusei a transparecer qualquer fraqueza.

— Ótimo, sobrinha, que bom que se distraiu — murmurei, tentando manter o tom despreocupado, mas minhas palavras saíram mais afiadas do que eu pretendia.

— E por que isso te incomoda tanto? — respondeu, tentando manter a voz firme, mas a pergunta soou quase como um desafio.

— Talvez porque você ainda está se comportando como uma criança mimada — Sussurrei, a voz baixa e cortante.

Ela deu um passo à frente, a expressão mudando, de repente mais sombria, mas com uma carga de desafio. Seus olhos cravados nos meus.

— Quanto a nós, tio... — disse, a voz um pouco trêmula, embora continuasse tentando soar firme. — Não quero mais isso. Não quero mais que se aproxime de mim.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora