Atenção:
Essa Fanfic é hot também, vai ter muitas palavras e capítulos envolvendo sexo. Se não gostar, só ir ler a bíblia ou ir para outra conta pois a minha é escrita assim.
Observação: NÃO contém incesto, eles não são parentes de sangue.
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Ayum...
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Dias Depois
Uma forte tempestade varria Konoha, transformando a cidade em um cenário apocalíptico de trovões e ventos cortantes. Era tarde, e o prédio da Hikari estava praticamente deserto. Apressei-me até o elevador, ansiando pelo conforto do meu apartamento, uma xícara de chá quente e a tranquilidade da minha própria companhia.
Ao chegar ao estacionamento, o silêncio era quebrado apenas pelo som das gotas de chuva martelando o chão. Caminhei rapidamente até meu carro, mas meu ânimo foi esmagado ao ver o pneu completamente murcho.
— Ótimo... exatamente o que eu precisava. Só pode ser brincadeira... — Murmurei, frustrada, enquanto chutava o pneu.
Mesmo assim, tentei dirigir, mas não cheguei nem a dez metros antes de ser obrigada a parar. A tempestade já havia me encharcado no curto trajeto de volta à cobertura do estacionamento, e, apesar de todas as tentativas, meu celular não conseguia sinal. Encostei-me a um carro, impotente, a água fria escorrendo pelo meu rosto.
O som de um carro sendo destravado ecoou pelo estacionamento vazio. Meu coração deu um salto de alívio. Finalmente alguém! Porém, ao reconhecer o dono do veículo, meu alívio foi substituído por puro desespero. Sasuke Uchiha.
Com um ar impecável, mesmo sob a luz precária do estacionamento, ele avançava em seu carro preto, que parecia tão arrogante quanto o dono. Ao me ver, ele parou ao meu lado, abaixando o vidro com a calma de quem sabia que seria um incômodo.
— Furou o pneu da donzela? — Ele perguntou com um sorriso torto.
Cruzei os braços, mantendo a pose desafiadora.
— Está tudo sob controle.
— Ah, claro. O príncipe encantado deve estar a caminho para salvá-la, não é? - Disse com um sorriso de pura irônia
— Para sua informação, Uchiha, eu não preciso de príncipe encantado. Posso cuidar de mim mesma.
Ele arqueou uma sobrancelha, o sorriso se alargando com diversão.
— Sei. E como pretende fazer isso?
Antes que eu pudesse rebater, um trovão estremeceu o estacionamento, fazendo-me recuar instintivamente. Ele notou, é claro, e o sorriso em seu rosto ficou ainda mais cínico.
— Então, senhorita sabe-tudo, boa sorte. — Disse, engatando a marcha para sair.
— Idiota... — murmurei entre dentes.
Ele acelerou o carro para fazer aquele barulho ensurdecedor e começou a se afastar.
Revirei os olhos, irritada, e gritei: — Babaca, arrogante, idiota.
Para minha infelicidade, ele ouviu. O carro parou bruscamente.
— Ah, não... — sussurrei para mim mesma, já sabendo o que viria a seguir.
Sasuke engatou a ré, parando o carro a uma certa distância. Ele desceu, fechando a porta com força. O som de seus sapatos contra o chão encharcado foi como um aviso.
— Disse alguma coisa, senhorita irritante? — Ele perguntou, a voz baixa, perigosa.
— Não disse nada. — Respondi rapidamente, erguendo o queixo.
Ele suspirou, contornando o carro. Em um movimento fluido, abriu a porta do passageiro e olhou para mim com impaciência.
— Entre.
— Não.
— Ayumi, entre no carro.
— Não preciso de carona, obrigada.
— Você é sempre tão teimosa assim?
— E você é sempre tão metido e insuportável? — rebati, erguendo a voz.
— Você quer mesmo ficar aqui sozinha, nessa tempestade?
— Sim! Vou chamar um táxi.
— O sinal está morto, senhorita sabe-tudo. Não vou ficar discutindo com você aqui. Entre no carro antes que você congele.
— Eu disse que não vou! Está com problema de audição?
Ele esfregou o rosto, claramente irritado, antes de me encarar com olhos que pareciam perfurar minha alma. Sem perder a paciência completamente, ele me pegou pelo braço com firmeza e me conduziu até o carro.
— O que você pensa que está fazendo?! — Protestei, tentando me soltar.
— Salvando você da sua própria estupidez.
Ele me colocou no banco do passageiro e fechou a porta antes que eu pudesse reagir. Entrou no carro, ligou o motor e ajustou o aquecedor.
— Idiota! — Disparei, batendo no painel.
— Mimada. — Ele retrucou sem desviar os olhos da estrada.
A tempestade parecia piorar enquanto ele dirigia pelas ruas alagadas.
— Por que tinha que ser você?
— Queria que fosse outro?
— Sim. Está obvio isso.
Ele balançou a cabeça como se não acreditasse no que eu dizia.
— Como pode ser tão petulante. Estou encharcado por culpa sua e não tem coragem de me agradecer?
— Não vou agradecer. Você que me empurrou para dentro do seu carro, seu idiota.—Tremi com frio.
— Não agradeça. Problema é seu, garota irritante.
Quando reconheci a entrada para o meu prédio, uma árvore caída bloqueava o caminho. Antes que eu pudesse sugerir uma solução, ele virou o carro e tomou outra direção.
— Sasuke, para onde está me levando?
— Para minha casa.
— O quê? Não vou para a sua casa!
— Não me importo com o que você quer. Com essa tempestade, não vou deixá-la sozinha.
Bufei, cruzando os braços.
— Não pedi sua ajuda, sabia?
— Não precisa pedir. Sua teimosia já é suficiente.
Finalmente chegamos a uma mansão imponente, com um design moderno e detalhes que exalavam luxo. A chuva transformava o jardim em uma visão quase cinematográfica, e, mesmo sem querer, fiquei impressionada.
— Isso é onde você mora?
— Bem-vinda ao inferno.
Ele abriu a porta para mim, esperando. Relutante, desci do carro.
— Não estou impressionada.
— Claro que não está. Teimosia não deixa.
Ao entrar, o calor da casa foi um alívio imediato. O contraste entre a chuva fria e o interior aconchegante me desarmou por um breve instante.
— Tire essas roupas molhadas antes de pegar uma pneumonia — ele disse, andando em direção a um corredor.
— E vestir o quê?
Ele parou e se virou para mim, os olhos brilhando com algo que eu preferia não decifrar.