Capítulo 58

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Sasuke

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Sasuke

Ela fugiu por tanto tempo... Assim como eu fugi. Por anos, a odiei, ou pelo menos me convenci disso. Mas agora, olhando para ela, vulnerável e tão real em meus braços, percebo o quanto estou completamente rendido. Não existe mais fuga, não para mim, e certamente não para ela.

Nossas bocas se encontraram novamente, e aquele beijo foi diferente de qualquer outro. Havia um peso, uma intensidade que ia além do desejo — era uma necessidade. Suas lágrimas quentes deslizaram por sua pele, mas eu as sequei com cuidado antes de beijá-la mais uma vez, tentando transmitir o que palavras nunca seriam capazes de dizer.

Depois, envolvi-a em um abraço longo e reconfortante, segurando-a como se o mundo pudesse desabar a qualquer instante. Mas eu não a perderia novamente. Não desta vez.

Seguimos para o hotel, um silêncio confortável preenchendo o espaço entre nós. Ambos sabíamos que algo tinha mudado, algo grande e definitivo, mas não havia necessidade de colocar isso em palavras.

Ao deitar ao seu lado, senti a realidade me atingir com força. Estávamos ali, juntos, finalmente. Ela estava tão perto que era quase impossível resistir ao impulso de tocá-la, de reivindicá-la novamente. Mas, naquela noite, o desejo deu lugar a algo mais profundo.

Eu queria apenas sentir sua presença. Seu cheiro, suave e intoxicante, invadiu meus sentidos, enquanto o calor do corpo dela irradiava ao meu lado, oferecendo uma sensação de paz que eu não sentia há anos.

Observando-a dormir, percebi que, pela primeira vez em muito tempo, meu coração estava tranquilo.

Eu a queria, sim, mas mais do que isso, eu queria protegê-la. E enquanto ela repousava serenamente ao meu lado, eu soube que faria qualquer coisa para não deixá-la escapar novamente.

Naquela noite, bastou tê-la ali. E, por mais difícil que fosse para mim, reprimi meus desejos. Porque, às vezes, apenas estar ao lado de quem você ama é suficiente para aquietar a alma.

Ayumi

Ao amanhecer, tomamos um rápido café da manhã e voltamos para a estrada. Estávamos perto de chegar à Névoa, e o cansaço já pesava depois de horas de viagem. Sasuke parecia visivelmente exausto, então me ofereci para dirigir. Surpreendentemente, ele aceitou.

Enquanto ele se recostava no banco, pude sentir seu olhar me observando, analisando cada movimento meu. Havia algo ali, algo não dito, uma tensão constante que pairava sobre nós desde o início dessa viagem. Era evidente que nossos sentimentos estavam à tona, mas nenhum de nós tinha coragem de quebrar a barreira invisível que nos separava. Nossa relação permanecia em um terreno desconhecido, até mesmo para nós mesmos.

Quando avistamos a Vila Oculta da Névoa ao longe, o cenário era deslumbrante.
O mar formava uma curva perfeita ao redor da vila, com prédios altos que competiam em imponência com os de Konoha. Era impossível ignorar a modernidade e o potencial da cidade, algo que certamente impressionaria qualquer investidor.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora