Capítulo 66

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Ayumi

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Ayumi

A viagem até o hotel foi silenciosa, mas não era um silêncio desconfortável. Nossas trocas de olhares diziam o quanto esses momentos foram especiais, e um leve sorriso nos lábios de Sasuke me fazia sentir uma estranha mistura de segurança e expectativa.

Quando chegamos ao quarto, ele fechou a porta atrás de si e me puxou pela cintura, encostando-me contra a parede.

— Essa noite será nossa despedida desse lugar, Ayumi. — Ele murmurou, sua voz baixa e rouca, enquanto beijava meu pescoço lentamente. — Quero deixar aqui meu registro, que Utakata, nunca poderá comprar uma noite com você.

— O que pretende fazer, Sasuke? — Perguntei, segurando seu rosto com as mãos e unindo nossos lábios novamente.

Naquela noite, nos entregamos mais uma vez, mas agora com uma calma diferente, como se estivéssemos aproveitando cada segundo juntos. O calor do corpo dele contra o meu, o jeito como ele me segurava, tudo parecia tão íntimo e ao mesmo tempo tão intenso.

Quando finalmente nos deitamos, Sasuke me puxou para perto, envolvendo-me em seus braços, e ali, adormecemos.

Sasuke

O sol da manhã filtrava-se pelas cortinas, iluminando suavemente o quarto. Acordei com o calor de Ayumi ao meu lado, seus braços ainda me envolvendo, como se ela temesse me deixar. Seus cabelos bagunçados caíam sobre o rosto, e por um breve momento, fiquei ali apenas observando-a, admirando sua tranquilidade.

Movi-me devagar, tentando não acordá-la, mas seu corpo reagiu à minha ausência. Ela abriu os olhos lentamente, o sorriso preguiçoso e provocante surgindo em seus lábios.

— Onde pensa que vai, Uchiha? — Sua voz suave, ainda rouca de sono, carregava um tom de brincadeira.

— A lugar nenhum, Hikari. — Respondi, sorrindo de volta.

Começamos a nos levantar, cada um se preparando para a longa viagem de volta para Konoha. O quarto ainda estava impregnado com os vestígios da noite anterior, mas logo fomos interrompidos por uma batida firme na porta.

Franzi o cenho, estranhando a visita tão cedo. Mesmo assim, caminhei até a porta, ainda sem camisa, e a abri. Do outro lado, para minha surpresa, estava Mei Terumī. Seu olhar cintilava com algo entre surpresa e malícia ao me ver.

— Mei? O que você faz aqui? — Perguntei, direto, ignorando o desconforto que seu olhar examinador causava.

Ela ergueu uma sobrancelha perfeitamente desenhada, o canto dos lábios se curvando em um sorriso divertido.

— Sasuke Uchiha... parece que escolhi o quarto errado. — Disse, lançando um olhar demorado para meu torso desnudo. — Ou talvez não.

Antes que eu pudesse responder, a voz de Ayumi veio de dentro do quarto.

— Algum problema, Sasuke? — Ela perguntou, aproximando-se, ainda vestindo uma camisola de seda que deixava parte do seu belo corpo a mostra.

A surpresa no rosto de Mei foi instantânea. Seus olhos se moveram de mim para Ayumi, ligando as peças em questão de segundos. Um sorriso malicioso se formou em seus lábios.

— Ora, ora... Sasuke Uchiha e Ayumi Hikari, dividindo o mesmo quarto. Que surpresa. Ou talvez nem tanto. — Sua voz carregava uma provocação descarada.

Ayumi cruzou os braços, tentando manter a compostura, mas o rubor em seu rosto era inconfundível.

— Mei, o que você quer? — Perguntei, frio, tentando desviar o foco da situação embaraçosa.

Mei deu de ombros, claramente se divertindo.

— Vim trazer algo do interesse de Ayumi e da HikariTech. — Disse, estendendo um envelope para Ayumi, mas seus olhos não deixavam de observar a cena à sua frente.

Ayumi se aproximou, pegando o envelope com um gesto firme. Ainda assim, senti seu desconforto enquanto Mei nos observava com aquele sorriso provocador.

— É um pedido de desculpas de Utakata pelo comportamento... inadequado dele com você. — Mei explicou, enfatizando cada palavra enquanto seu olhar oscilava entre nós dois.

A menção de Utakata fez meu sangue ferver. Cerrei os punhos, lutando para manter a calma.

— Além disso, ele pediu que eu entregasse o comprovante de pagamento referente ao investimento na HikariTech. Parece que ele sabe quando recuar. — Mei continuou, sorrindo.

Ayumi abriu o envelope e analisou os documentos com cuidado, antes de entregá-los para mim. Examinei rapidamente, confirmando que tudo estava em ordem.

— Esse idiota achou que poderia resolver tudo com dinheiro. — Resmunguei, fechando o envelope com mais força do que o necessário.

Mei riu suavemente, sua postura relaxada, mas cheia de intenções.

— Não se preocupe, Sasuke. Ele aprendeu sua lição... graças à senhorita Hikari, é claro. Utakata sabe reconhecer valor quando o vê, mesmo que tarde demais. — Disse, olhando para Ayumi de forma sugestiva.

Ayumi manteve a expressão impassível, mas eu percebi a rigidez em seus ombros.

— Aceito as desculpas. Não por mim, mas pela minha empresa. — Ela respondeu, firme, antes de voltar sua atenção para os papéis.

Mei inclinou levemente a cabeça, ainda com o mesmo sorriso no rosto.

— Boa viagem de volta. E, Sasuke, tente não desaparecer por muito tempo. — Sua voz carregava um tom quase íntimo.

— Não se preocupe com isso. — Respondi, seco.

Ela riu, jogando os cabelos para trás antes de sair. Assim que a porta se fechou, Ayumi soltou um suspiro e se virou para mim.

— Acho que você gosta da atenção dela. E essa mulher nunca perde uma chance, não é? — Provocou, cruzando os braços. 

 — Não. Mas você fica ainda mais linda com ciúmes . — Respondi, aproximando-me com sorriso malicioso. 

 — Não me faça rir, Sasuke. Vamos sair daqui antes que algo mais nos atrase. — Respondeu, tentando manter o tom firme, mas incapaz de conter um leve sorriso.

Enquanto deixávamos o hotel, eu sabia que essa viagem à Névoa ficaria marcada, não apenas pelos negócios, mas por tudo que aconteceu entre nós.

Enquanto deixávamos o hotel, eu sabia que essa viagem à Névoa ficaria marcada, não apenas pelos negócios, mas por tudo que aconteceu entre nós

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Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora