Capítulo 111

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O telefone chamou algumas vezes antes de cair na caixa postal

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O telefone chamou algumas vezes antes de cair na caixa postal. Tentei de novo. Nada. Meu peito começou a apertar, um nó se formando no estômago. Isso não era normal. Ayumi sempre atendia ou retornava assim que via minhas chamadas.

Mandei mensagens.

Eu: Onde você está?

Eu: Terminou os exames?

Eu: Me responde.

Nada. O mal-estar que já estava me dominando se transformou em alerta. Larguei tudo. Levantei abruptamente da cadeira, interrompendo a reunião.

— Senhor Uchiha? — um dos diretores me chamou quando passei direto pela porta. Ignorei completamente.

Kota, filho de Koharu e agora meu chefe de segurança, veio atrás de mim.

— Algum problema, senhor?

— Quero que rastreie o carro da Ayumi. Agora. — Minha voz saiu fria, cortante. Meu instinto gritava que algo estava errado.

Saí do prédio sem esperar resposta. Entrei no carro e arranquei, acelerando pelas ruas de Konoha. Minhas mãos estavam tensas no volante. A clínica onde Ayumi tinha ido fazer o check-up não era longe. No caminho, tentei ligar para ela mais algumas vezes. Só caixa postal. Liguei para Itachi apenas dizendo o que era necessário.

— Ayumi sumiu, preciso da sua ajuda.

— Já entendi. — Foi o que ele apenas respondeu.

Quando cheguei na clínica, entrei às pressas, os olhos varrendo o local. A recepcionista olhou para mim com surpresa.

— Senhor Uchiha, posso ajudá-lo?

— Minha esposa, Ayumi Uchiha, esteve aqui mais cedo. Preciso saber a que horas ela saiu. — Minha voz não deixava espaço para discussões.

A recepcionista engoliu em seco e olhou rapidamente para a tela do computador.

— Ela deixou a clínica há mais de quatro horas. Parecia estar bem. — Sua voz era hesitante.

Quatro horas. Isso não fazia sentido. Ayumi teria me avisado. Um calafrio subiu pela minha espinha. Algo estava errado. Muito errado.

Meu telefone vibrou no bolso. Era Kota.

— Conseguiu? — atendi no mesmo instante.

— Senhor, encontramos o carro dela. Está no estacionamento da clínica, trancado. Sem sinais de danos ou arrombamento.

Meu peito apertou. Isso só confirmava que ela nunca saiu dali dirigindo.

— Verifiquem as câmeras de segurança — ordenei, a voz carregada de urgência.

Minutos depois, Kota me enviou um vídeo das câmeras. Apertei play e observei cada detalhe. Ayumi saiu da clínica normalmente, caminhando em direção ao carro. Mas então, antes que pudesse entrar, um homem grande, vestido de preto, se aproximou rapidamente. O vídeo não tinha áudio, mas dava para ver o momento exato em que ela foi puxada, uma mão tapando sua boca. Ela lutou. Ele a imobilizou. Depois, um carro escuro parou ao lado e ela foi arrastada para dentro.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora