Capítulo 47

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Ayumi

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Ayumi

Como ele pode ser tão canalha assim?
Como eu o odeio... mas, ao mesmo tempo, meu corpo... meu corpo trai minha mente. Me tocar daquela forma, e eu ... gozei nas mãos dele.

  Ayumi, o que você está fazendo?

Antes que eu pudesse processar, a porta se abriu, e Sasuke entrou no quarto sem pedir permissão. Seus olhos estavam negros e frios, mas havia algo por trás daquele olhar. Algo que me fazia querer, ao mesmo tempo, fugir e me perder.

- Por que saiu assim? -Ele perguntou, com a voz baixa, quase desdenhosa.

-Porque eu quis.- Respondi, tentando manter a voz firme, mas eu sabia que ele não cairia nesse jogo.

Ele deu uma risada seca, seus olhos percorriam meu corpo de cima a baixo.

  - Ah, já sei! Está apaixonadinha pelo Naruto, é isso?-  Ele me encarou com um sorriso torto.

- Não tem nada a ver com isso.-Retruquei, tentando me manter fria, mas por dentro sentia cada palavra sua me provocando.

Ele se aproximou lentamente, um sorriso irônico brincando nos cantos dos lábios. 

- Vocês estão namorando? Tem algum tipo de relacionamento? -A curiosidade dele tinha um tom de possessividade disfarçada.

- Não, Sasuke, Naruto e eu só ficamos quando ele vem a Konoha. E... se eu tivesse? - Joguei de volta, provocando-o, sentindo que ele não poderia me intimidar mais.

Ele riu de forma baixa e amarga, o tom de sua voz revelando algo mais profundo, mais sombrio.

 - Se tivesse...? -Ele se aproximou rápido, seus olhos ardiam em fúria. Me empurrou contra a cômoda, a pressão do seu corpo tão intensa que eu sentia minha respiração ficar mais curta. - Se tivesse eu iria acabar com isso.

- Você fala como se sentisse algo, Uchiha. Cuidado, pode ser que esteja começando a sentir alguma coisa por mim. - A provocação saiu com um sorriso sarcástico, e eu podia ver o ódio e desejo se misturando em seus olhos.

Ele me encarou por um segundo, a raiva crescendo, mas também algo mais, algo mais primal.

  - Só fala merda mesmo.- Ele se afastou de mim, mas logo pude ver sua postura mais relaxada. Aquele corpo, o gelo que ele carregava, tudo parecia tão perto de quebrar.

- Então é isso, o Senhor Iceberg ainda sente alguma coisa por mim?. -Falei, quase desafiando-o.

Sem responder, ele me agarrou com força, me puxando para o colchão e me jogando de volta. O peso de seu corpo me dominou, e seu calor se espalhou sobre mim, tornando tudo mais intenso, mais difícil de resistir.

Eu tentei lutar contra ele, contra essa atração incontrolável, mas minha mente estava em caos. A visão do corpo dele, tão próximo, tão exposto, me fazia perder o controle. Eu não conseguia mais manter minha distância emocional.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora