Atenção:
Essa Fanfic é hot também, vai ter muitas palavras e capítulos envolvendo sexo. Se não gostar, só ir ler a bíblia ou ir para outra conta pois a minha é escrita assim.
Observação: NÃO contém incesto, eles não são parentes de sangue.
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Ayum...
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Ayumi
Eu não podia acreditar. Depois de meses, ele finalmente acordou.
Itachi estava de volta.
O alívio que senti era indescritível, um peso que há tanto tempo esmagava meu peito finalmente se dissipando. Mas junto dele, a culpa permanecia.
A cena daquela noite ainda me assombrava. O beijo inesperado, o olhar de frustração dele quando percebeu que eu nunca poderia corresponder aquele beijo. A decisão impulsiva de procurar uma garota de programa, o álcool em excesso, o acidente brutal. Eu me perguntava, vez ou outra, se poderia ter evitado tudo aquilo. Se tivesse cedido, talvez ele nunca tivesse entrado naquele carro.
Mas, se eu tivesse feito isso, não estaria com Sasuke. Não estaria ao lado do homem que realmente amo.
Caminhei até a beira da cama e segurei a mão de Itachi, sentindo um aperto na garganta.
— Itachi... — Minha voz saiu quase trêmula. — Eu nem sei o que dizer... Tamanha é a minha felicidade por ver você acordado meu amigo.
Ele piscou algumas vezes, ainda parecendo grogue, mas um pequeno sorriso se formou em seus lábios.
— Eu também, Ayumi... Mas espera aí... — Ele franziu o cenho e olhou em volta, como se estivesse processando tudo ao seu redor. Foi quando seus olhos pararam em Sasuke e em mim. Juntos. Perto demais. Sua sobrancelha arqueou de imediato. — Vocês dois? Assim... aqui? Como assim?
Um silêncio pesado se instalou no quarto. Meu coração acelerou, e olhei para Sasuke em busca de apoio.
— Bom... — Sasuke limpou a garganta, parecendo, pela primeira vez, um pouco desconfortável. Mas então pegou minha mão, entrelaçando seus dedos nos meus, e ergueu minha mão junto à dele. O anel brilhou sob a luz fria do quarto do hospital. — Estamos noivos, irmão.
Itachi piscou, atordoado. Sua expressão permaneceu neutra por alguns segundos, mas eu conhecia aquele olhar.
Ele estava incomodado.
— Noivos... — Ele repetiu, devagar, como se provasse a palavra na boca. Seu olhar escuro passou de Sasuke para mim, depois de volta para Sasuke. — Isso é sério?
— E por que, eu brincaria com algo assim? — Sasuke rebateu, sua voz firme.
Itachi desviou o olhar, soltando um riso baixo e sem humor.
— Bom, eu só... — Ele parou por um momento, respirou fundo, depois soltou com uma risada breve e incrédula. — Nunca imaginei que acordaria e veria isso.
Senti meu estômago revirar.
— Itachi...
Ele ergueu a mão, me interrompendo.
— Não precisa se explicar, Ayumi. — Seu olhar encontrou o meu, e ali, eu vi algo que ele tentava esconder. Uma decepção velada. Um amargor contido.
Ele olhou para Sasuke logo em seguida, analisando-o como se tentasse enxergar algo além do óbvio.
— Então é isso? Você realmente a ama, Sasuke?
A pergunta foi direta, mais ríspida do que eu imaginava. A tensão no quarto aumentou instantaneamente, e o peso nas palavras dele me deixou sem fôlego.
Sasuke, no entanto, não se alterou. Sua postura continuava firme e seu olhar, imperturbável. Era como se já esperasse aquilo de alguma forma.
— Sim. E, sinceramente, não entendo o motivo desse estranhamento.
Itachi soltou um suspiro longo e cansado, como se estivesse esvaziando um peso das costas. Ele reclinou a cabeça para trás, os olhos se perdendo no teto, e por um breve momento, achei que ele estava buscando algum tipo de resposta nas sombras do ambiente.
— Não é estranho, Sasuke... — Ele murmurou, mais para si mesmo do que para nós. — Só... tudo isso é muita coisa para processar de uma vez só.
Ele ficou ali, imóvel por alguns segundos, e eu sabia que, por mais que tentasse disfarçar, as palavras que ele não dizia estavam muito mais carregadas do que tudo o que ele havia falado até então.
Depois de um momento, ele olhou de novo para nós, um sorriso pequeno e contido nos lábios.
— Mas se vocês estão felizes...
— Estamos. — Respondi rapidamente, e Sasuke apertou minha mão.
Itachi nos observou por mais um instante, antes de soltar um riso fraco.
— Quem diria... Meu irmão, que sempre fez questão de manter qualquer um longe, agora está noivo. E justo de você, Ayumi...
A forma como ele disse isso fez meu peito apertar.
Algo me dizia que essa conversa não estava nem perto de acabar.
Eu sabia que Itachi precisava de tempo para absorver tudo. Ele acabara de acordar depois de meses em coma, e agora estava sendo bombardeado com uma realidade completamente diferente da que ele lembrava.
Ainda assim, seu desconforto era evidente. Eu conhecia Itachi bem o suficiente para saber quando ele estava fingindo.
— Você esta se sentindo bem mesmo? — Perguntei, tentando quebrar a tensão.
Ele forçou um sorriso, mas desviou o olhar rapidamente.
— É só muita informação de uma vez. — Respondeu. — A última coisa que me lembro é de sair daquela maldita boate, bêbado, e agora acordo com você e o Sasuke noivos.
Senti um aperto no peito. O acidente ainda era um peso enorme para mim.
— Itachi... — Comecei, mas ele ergueu a mão para me interromper.
— Não precisa dizer nada. Eu sei o que você está pensando. — Seu olhar encontrou o meu, sério. — Agora está tudo bem.
Engoli em seco e baixei o olhar. Sasuke apertou minha mão, um gesto silencioso de apoio.
— Eu... — Respirei fundo antes de continuar. — Eu me pergunto todos os dias se poderia ter evitado isso.
Itachi soltou um suspiro cansado e apoiou a cabeça no travesseiro.
— Ayumi, eu tomei as minhas próprias decisões naquela noite. Eu estava frustrado, irritado, e fiz uma escolha ruim. Isso não tem nada a ver com.. ninguém.
Eu nunca falei sobre isso ao Sasuke, nem uma palavra.
— Mas...
— Sem "mas". — Ele cortou, e então olhou para Sasuke. — Você pelo menos cuidou dela direito nesse tempo?
Sasuke me puxou para mais perto, um sorriso de canto nos lábios.
— Melhor do que você faria.
Itachi bufou e revirou os olhos.
— Você continua arrogante.
— E você continua intrometido.
Os dois se encararam por um momento, mas então Itachi soltou uma risada baixa. Eu não pude evitar sorrir. Era um começo.
Ele ainda precisava processar muitas coisas, mas o mais importante era que ele estava aqui. Vivo.