Atenção:
Essa Fanfic é hot também, vai ter muitas palavras e capítulos envolvendo sexo. Se não gostar, só ir ler a bíblia ou ir para outra conta pois a minha é escrita assim.
Observação: NÃO contém incesto, eles não são parentes de sangue.
....
Ayum...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Sasuke
Minha separação de Sakura foi inevitável. Desde o momento em que cedi ao que Ayumi despertava em mim, soube que nosso casamento estava condenado. Não houve culpa, arrependimento ou hesitação. Apenas aceitação. Eu a traí com sua própria sobrinha. O que veio depois foi um desmoronamento esperado, mas necessário.
Parti. Era o único caminho. Ayumi havia incendiado algo dentro de mim, algo que eu nunca soube existir. Um desejo avassalador, cru, quase animalesco, que eu não poderia possuir sem destruir tudo à minha volta — inclusive ela.
Nos anos que se seguiram, dediquei-me a construir algo que me afastasse daquela lembrança. Um império sólido, frio, distante de qualquer emoção que pudesse me distrair. Tornei-me rico, poderoso, inatingível. Fiz isso com determinação inquebrantável, tentando, em vão, sufocar o eco de Ayumi.
Experimentei outros corpos, beijei outros lábios, mas tudo era vazio. Ayumi havia deixado uma marca em mim, uma cicatriz invisível que nenhuma outra mulher poderia apagar. Tentei exorcizar sua presença, mas era inútil. Ela era um veneno que eu mesmo escolhi beber, e nenhum antídoto era suficiente.
Karin foi conveniente. Ela me queria, insistiu, e por fim, cedi. Não porque sentia algo por ela, mas porque era mais fácil. Com ela, não havia expectativas, apenas transações: desejo satisfeito em troca de silêncio. Não havia paixão, nem sequer afeto. Apenas alívio temporário de um peso que eu nunca admitiria carregar.
Então, veio a notícia.
Itachi.
Meu irmão estava em coma após um acidente grave. Um detalhe deveria me afetar, mas não me abalou. Nunca fomos próximos. Crescemos sob o mesmo teto, mas éramos mais estranhos do que irmãos. Ele seguiu sua vida, eu a minha. Apenas o fato de saber que ele estava vivo, em algum lugar, bastava.
Mas ao investigar a situação, algo me atingiu como um soco.
Ayumi.
Ela estava lá, cuidando de tudo: a assistência médica, os negócios, os ativos. Ela havia se tornado sua sócia, sua confidente, parte da vida dele de um jeito que eu nunca fui.
Era inaceitável.
Um sentimento que eu não queria reconhecer queimava em meu peito, mas o transformei em ódio. A ideia de Ayumi tão próxima de Itachi me enfurecia. Não porque eu ainda a desejasse, claro que não. Aquilo era passado. Era a afronta. A audácia de achar que podia se aproximar de alguém como ele, e, por extensão, interferir em algo que deveria ser meu.
Minha primeira decisão foi remover Itachi daquele hospital miserável onde ela o havia deixado. Ele merecia algo melhor. Ordenei a transferência para uma instalação privada, onde eu pudesse garantir que ele recebesse o tratamento necessário. Mas isso era só o começo.
Enviei uma oferta para adquirir sua parte na empresa, algo que encerraria nossa conexão de vez. Era generosa, mais do que ele ou Ayumi mereciam.