Capítulo 81

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Ayumi

Ainda sentia a adrenalina pulsando em cada célula do meu corpo enquanto saíamos da boate. O ar noturno de Konoha bateu contra meu rosto quente, mas nem de longe foi o suficiente para esfriar a raiva misturada com desejo que me consumia.

Sasuke caminhava ao meu lado, segurando minha mão com firmeza, como se não quisesse correr o risco de me perder para mais algum surto de fúria.

Harumi e Naruto ainda estavam lá dentro, provavelmente se pegando em algum canto escuro, mas eu precisava avisá-la antes de sumir. Peguei o celular com os dedos um pouco trêmulos — culpa do álcool ou da briga? Tanto faz.

Eu: Amiga, estou indo com Sasuke. Te vejo amanhã, não morra antes disso.

Harumi: HAHAHAHAH sabia que esse era o desfecho, sua safada. Vou me jogar na cama do Naruto, amanhã nos falamos.

Ri pelo nariz e guardei o celular na bolsa enquanto chegávamos ao carro.

— Me dá a chave. — Sasuke estendeu a mão.

— Eu tô bem, posso dirigir. — Argumentei, mesmo sabendo que era uma péssima ideia.

Ele me lançou um olhar de canto, como se me desafiasse a insistir.

— Você quase arrancou os cabelos de uma mulher dentro da boate. Não vai ser hoje que vai sair dirigindo bêbada por aí.

Bufei, mas joguei a chave na direção dele.

— Tá bom, manda aí, meu motorista particular.

Ele riu de leve, abrindo a porta do passageiro para mim antes de entrar no lado do motorista.

O motor ronronou suavemente quando ele ligou o carro, e, assim que saímos da vaga, Sasuke soltou um suspiro.

— Não acredito que você bateu nela.

Revirei os olhos, cruzando os braços.

— E eu não acredito que você já meteu nela.

Sasuke riu, aquele riso rouco e provocativo que me deixava louca.

— Tá com ciúmes?

Virei o rosto para ele, ainda de braços cruzados.

— Com ciúmes de uma mulher que você usou como um brinquedo sexual? Nem fodendo.

— Então por que você queria arrancar a cabeça dela?

— Porque eu sou maluca.

Senti os olhos dele em mim, me queimando mesmo sem precisar de contato.

— Bom saber. — Ele murmurou, voltando a atenção para a estrada, mas ainda com aquele sorriso no canto dos lábios.

Desci a mão para minha perna, brincando com a barra do vestido curto, aproveitando para deslizar os dedos sobre a pele quente da minha coxa.

— Você sabe que vai ter que compensar tudo isso, né?— Falei sugestiva.

Sasuke arqueou a sobrancelha.

— Tudo o quê?

Olhei para ele, fingindo inocência.

— A tensão, a provocação, a humilhação pública da sua ex. Você me deve uma noite foda, Sasuke.

Ele riu pelo nariz, os dedos apertando o volante.

— Ah, isso você pode ter certeza.

Sasuke

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora