Capítulo 61

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Ayumi

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Ayumi

Subi para o quarto com passos calculados, tentando ignorar o olhar fixo de Sasuke que queimava minhas costas. A verdade era que eu estava tão ansiosa quanto ele estava irritado. Ainda assim, não podia deixar de me sentir curiosa sobre como aquele jantar com Utakata terminaria. Ele era um homem perigoso, sim, mas sua aura de mistério também era atraente de certa forma. Claro, jamais admitiria isso em voz alta — especialmente para Sasuke. Eu não estava atraída, não, quem eu queria estava bem ali, bem atrás de mim. Mas, não poderia perder um contrato desses.

Depois de um banho demorado, escolhi um vestido preto justo, com um decote sutil e uma fenda lateral que deixava parte da minha perna à mostra. Era elegante, mas também provocativo, perfeito para transmitir confiança sem parecer vulgar.

Enquanto ajustava os últimos detalhes no espelho, ouvi a porta se abrir sem cerimônia.

— Já está tarde — a voz de Sasuke soou baixa e carregada de tensão. Ele entrou no quarto, fechando a porta atrás de si. — E você ainda está se arrumando?

Revirei os olhos, pegando meus brincos da penteadeira.

— Relaxe, Sasuke. Não quero chegar parecendo descuidada.

— Não é um desfile de moda, Ayumi. É um jantar com um homem que claramente tem intenções... erradas.

Virei-me para encará-lo, as mãos na cintura.

— Intenções erradas? Ele apenas quer conversar, Sasuke. Negócios, lembra?

Ele riu sem humor, cruzando os braços enquanto me observava.

— Utakata não sabe o significado de "negócios". Tudo o que ele quer é você. E você está se vestindo exatamente como ele esperava.

— Como assim? — desafiei, aproximando-me dele. — O que tem de errado com a minha roupa?

Seus olhos percorreram meu corpo, demorando-se mais do que deveria. Sua expressão endureceu.

— Está linda demais.

Senti meu coração acelerar com o tom rouco de sua voz, mas mantive a postura.

— Isso é um elogio ou uma reclamação?

— É um problema. — Ele deu um passo à frente, encurtando a distância entre nós. — Você sabe exatamente o que está fazendo.

— E o que seria?

Seus olhos queimavam nos meus, e eu soube naquele instante que estava brincando com fogo.

— Provocando. Não só ele, mas eu também.

Sasuke tinha razão... em partes. Provocar seria somente ele mesmo.

Cruzei os braços, erguendo a sobrancelha em desafio.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora