Capítulo 89

276 19 18
                                        

Almoço na casa de Itachi

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

Almoço na casa de Itachi

Ayumi

O domingo estava ensolarado, e a casa de Itachi parecia ainda mais acolhedora do que o normal. Ele nos convidara para um almoço, algo mais familiar, um recomeço. Sasuke e eu fomos juntos, chegando um pouco depois do meio-dia.

Além de nós, outras pessoas estavam presentes. Shisui, seu amigo de infância, era o mais animado, sempre contando histórias exageradas de quando eram garotos. Kakashi estava lá também, casual como sempre, equilibrando um copo de saquê na mão enquanto observava tudo com seu olhar atento. Da parte de Izumi, vieram duas amigas: Kurenai e Anko, ambas parecendo bem à vontade naquela reunião.

A casa de Itachi tinha uma área gourmet espaçosa, com uma mesa longa de madeira rústica e cadeiras confortáveis espalhadas ao redor. O cheiro da comida que ele preparava já impregnava o ar, e Izumi, rindo, comentou que ninguém tinha permissão de ajudá-lo na cozinha.

— Ele gosta de reinar absoluto lá dentro. Se alguém tenta mexer em uma panela, ele praticamente expulsa a pessoa. — Izumi explicou, cruzando os braços.

— Isso é verdade. — Shisui confirmou, balançando a cabeça. — Uma vez tentei adicionar um pouco de shoyu na carne e quase fui assassinado com uma colher de pau.

Os risos preencheram o ambiente, e eu olhei para Sasuke, que apenas revirou os olhos.

— Eu acho que ele gosta da solidão. Cozinhar deve ser uma espécie de terapia para ele. — Comentei, observando Sasuke bebericar seu uísque sem demonstrar muita opinião sobre o assunto.

— Se for isso, ele tá fazendo terapia pra caralho. — Anko riu, pegando um pedaço de carne seca do aperitivo e mastigando com gosto.

Após algum tempo, Sasuke, que mantinha seu habitual silêncio analítico, finalmente se manifestou.

— Preciso de mais bebida.

Me ofereci para ir junto, e ele assentiu com um breve olhar antes de voltar a interagir minimamente com os outros.

A cozinha estava banhada pela luz do meio-dia, e Itachi estava de costas, sem camisa, concentrado na panela à sua frente. Seu corpo já parecia completamente recuperado do acidente, mas ainda havia cicatrizes ali—pequenas marcas pálidas que cruzavam sua pele.

Quando entrei, ele ergueu ligeiramente a cabeça, percebendo minha presença antes mesmo de eu dizer algo.

— Desculpe, Itachi. — murmurei, hesitante. Não esperava encontrá-lo assim.

Ele se virou parcialmente, os olhos escuros me avaliando por um momento.

— Tranquilo, Ayumi. — Sua voz era serena, mas carregava um peso sutil. — O que precisa?

Minha atenção foi involuntariamente atraída para seu abdômen. Havia mais cicatrizes ali, vestígios do que aconteceu naquela noite fatídica. Meu peito se apertou, e sem pensar, as palavras escaparam.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora