Capítulo 53

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Ayumi

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Ayumi

Ao chegar em Konoha, o silêncio no carro parecia mais pesado do que o normal. Sabia que Sasuke e eu precisávamos conversar. A intensidade do fim de semana ainda pairava sobre nós, mas a realidade da empresa e de nossas vidas exigia uma definição clara.

Respirei fundo, quebrando o silêncio.

— Não podemos demonstrar nada diante da empresa — disse, tentando soar firme.

Sasuke desviou o olhar da estrada por um instante, me encarando de relance antes de responder.

— Eu sei... Tenho consciência disso.

Havia algo em sua voz que me fez hesitar. Ele parecia aceitar a situação de forma prática, mas não sem um toque de irritação contida.

— Foi muito bom, Sasuke. Nosso fim de semana, a visita ao Itachi... Agradeço muito por isso. Mas... — pausei, buscando as palavras certas.

Antes que eu pudesse continuar, ele balançou a cabeça, interrompendo-me.

— Fique tranquila, Ayumi. Não estou te cobrando nada. Afinal de contas, é como se estivéssemos nos conhecendo... de novo.

Fiquei surpresa com a resposta. Aquilo parecia mais vulnerável do que eu esperava vindo dele.

— Sim... — murmurei, desviando o olhar para a estrada à nossa frente. — Vamos manter as coisas como estão. Continuar nos "odiando" aos olhos das pessoas.

Sasuke ficou em silêncio por um momento, o olhar fixo no horizonte. Seus dedos apertaram levemente o volante, e percebi que algo passava por sua mente.

— Mas... quero te fazer um pedido — disse ele, quebrando o silêncio, sua voz baixa, mas carregada de determinação.

Virei-me para ele, curiosa.

— Pode pedir.

Ele hesitou por um segundo, mas logo me encarou de forma direta, o maxilar tenso.

— Não fique mais com o Naruto.

Minha primeira reação foi rir, mas o tom sério dele fez com que eu contivesse o impulso. Seu olhar permanecia fixo na estrada, mas as sobrancelhas cerradas deixavam claro o quanto ele estava incomodado.

— Certo. Não ficarei — respondi, com um pequeno sorriso no canto dos lábios. — Mas não vou deixar de ser amiga dele.

Ele soltou uma risada curta, carregada de desdém.

— Com o tempo, você vai.

Havia ciúmes em sua voz, algo que ele parecia não fazer questão de esconder. Não respondi. Apenas voltei minha atenção para a paisagem pela janela, tentando ignorar o calor que subia em minhas bochechas.

O resto do trajeto seguiu em silêncio. Naquela tarde, quando chegamos ao meu apartamento, Sasuke estacionou o carro e desceu para abrir a porta para mim.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora