Capítulo 50

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Ayumi

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Ayumi

Meu corpo estava entregue, exausto e satisfeito. Havia uma conexão entre nós que eu não podia mais negar, como se nossas almas tivessem sido moldadas para se encontrar desse jeito – selvagem, intenso e irreversível. A raiva que eu dizia sentir por ele? Apenas uma fachada que, agora, parecia tão frágil quanto meu orgulho.

Deitada sobre o peito dele, ouvia as batidas do seu coração, firmes, mas ligeiramente aceleradas. Sua pele úmida pelo suor se misturava com a minha, e o cansaço nos envolvia como um cobertor pesado. Apesar de completamente exausta, havia um desejo latente ainda pulsando dentro de mim, como se meu corpo quisesse desafiar os limites outra vez.

— Você está bem? — Ele perguntou, sua voz baixa, mas carregada de curiosidade e provocação.

— Por que não estaria? — Respondi, levantando ligeiramente a cabeça para encará-lo.

— Parece que foi atropelada. — Ele riu, aquele riso sarcástico que fazia meu sangue ferver e me deixar ainda mais ciente do poder que ele tinha sobre mim.

Revirei os olhos, mas não pude evitar sorrir.

 — Você não parece muito diferente de mim, Sasuke.

Ele arqueou a sobrancelha, fingindo ofensa. 

— Estou ótimo. Mas confesso, você me cansou... um pouco.

Soltei uma risada curta.

 — Um pouco? Seu coração está disparado, e você está todo mole.

Deslizei a mão por seu corpo, parando estrategicamente em seu pau para provocar, mas o sorriso dele se alargou de forma perigosa. 

— Ou quase todo mole. — Retruquei, sentindo meu rosto esquentar pela própria ousadia.

Ele deu uma risadinha sarcástica, com aquele brilho desafiador nos olhos. 

— Se quiser, podemos ir para mais um round.

— Você não aguenta, Uchiha. — Disparei, rindo.

Ele se inclinou ligeiramente, os olhos cravados nos meus. 

— É você quem não aguenta, Ayumi.

Minha risada foi inevitável, ainda que curta. Ele tinha razão. 

— Não... não dou conta. Minhas pernas estão tão moles que mal consigo me levantar para tomar banho.

Sem aviso, ele se levantou de repente, me segurando com firmeza.

— O que você está fazendo? — Perguntei, surpresa.

— Te levando para o banho. — Ele respondeu simplesmente, me carregando como se eu não pesasse nada.

— Eu posso ir andando! — Argumentei, embora não tivesse feito nenhum esforço real para me desvencilhar. Em vez disso, passei os braços ao redor do pescoço dele, rendida.

Ele apenas riu, caminhando comigo até o banheiro. A água quente do chuveiro começou a escorrer pelos nossos corpos enquanto ele me apoiava contra o azulejo frio. Meus pés tocaram o chão, mas ainda me segurava nele para me equilibrar.

— Não ria, seu idiota. — Falei, mas meu tom era mais brincalhão do que sério.

Ele sorriu, aquela expressão travessa que me deixava desarmada, e me puxou para mais perto. Sua mão deslizou pela minha cintura, seus olhos intensos encontraram os meus. Foi devagar, mas inevitável. Seus lábios tocaram os meus, e nos beijamos – um beijo lento, profundo e cheio de algo que ia além de desejo sexual.

A água escorria ao nosso redor, mas tudo parecia congelado no momento. Ele me encostou na parede, nossos corpos próximos, seu toque mais delicado, mas igualmente possessivo. Não havia necessidade de palavras; o silêncio entre nós dizia tudo o que precisávamos.

Depois do banho, ele me carregou novamente até o quarto, mesmo eu já tendo recuperado parte das forças. Não protestei; havia algo surpreendentemente confortável em ser cuidada por ele.

Deitamos juntos, e eu me aconcheguei em seu peito, deixando minha cabeça repousar em seu pescoço. O cheiro dele, quente e familiar, foi a última coisa que senti antes de finalmente ceder ao sono.

O que viria depois daquela noite? Eu não sabia. Mas, por ora, isso não importava.

Sasuke

Finalmente, ela admitiu. Mesmo que em meio a gemidos e provocações, Ayumi cedeu, revelando o que eu já sabia: ninguém poderia preenchê-la como eu. Agora, enquanto ela dorme sobre mim, exausta, eu também sinto o peso do cansaço em meu corpo. Mas admitir que fui ao limite? Nunca, Mas fui. 

O beijo no banheiro, mais calmo e profundo, trouxe uma onda de algo que eu não esperava. O sentimento que enterrei há anos começou a emergir, lentamente, como se nunca tivesse desaparecido. Carregar Ayumi nos braços, sentir sua rendição em cada toque e cada suspiro, trouxe uma paz que eu não sentia há tanto tempo.

Na cama, o silêncio tomou conta. Ela adormeceu rápido, com a cabeça afundada em meu pescoço, como se buscasse abrigo ali. Eu passei os dedos por seus cabelos, observando o rosto dela suavizado pelo sono. Toda aquela fachada durona, aquela resistência, agora estava ali, nua e vulnerável sobre mim. Não havia máscaras, apenas ela – minha Ayumi.

A chuva do lado de fora continuava a cair, o som das gotas preenchendo o quarto enquanto o relógio indicava que já era manhã. Transamos a noite inteira sem perceber, deixando anos de tensão e saudade se dissiparem em cada movimento, cada toque, cada beijo.

Eu fechei os olhos, ainda alisando os cabelos dela. Sua respiração quente contra minha pele, seu corpo encaixado perfeitamente ao meu... Era uma sensação tão natural, tão familiar, que por um breve momento, me permiti acreditar que talvez isso fosse nosso lugar.

Enquanto eu finalmente cedia ao sono, uma única certeza se instalava em minha mente: Ayumi não era só uma memória ou uma provocação. Ela era um pedaço de mim que nunca deixou de ser meu, e agora que a tinha novamente, não a deixaria escapar.


Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora