Ayumi
A manhã transcorreu em meio ao aroma quente do café recém-passado. Harumi se movimentava pela cozinha, lançando olhares curiosos para mim enquanto mexia distraidamente.
O silêncio se instalou por alguns instantes. Sentei-me no sofá, sentindo o peso da noite ainda em cada músculo do meu corpo. Harumi não tardou a me analisar de cima a baixo, seus olhos se estreitando ao notar as marcas que Sasuke havia deixado em minha pele. Ela suspirou, cruzando os braços, e por fim, quebrou o silêncio.
— Você precisa me explicar isso — disse, apontando para mim com a colher.
Tomei um gole do café e ergui uma sobrancelha.
— Isso o quê?
— Não se faça de desentendida, Ayumi. Você sumiu, e agora reaparece com o Uchiha cheio de marcas e com um anel no dedo? — ela inclinou a cabeça, me avaliando com suspeita. — Até onde eu sabia, vocês se odiavam.
Soltei um suspiro e dei de ombros.
— Bom, agora não nos odiamos mais.
Harumi piscou algumas vezes, como se tentasse absorver a informação. Então, seu olhar se desviou para a minha mão esquerda. A aliança brilhava sutilmente à luz da manhã.
— Vocês estão noivos?! Como assim?! — ela exclamou, jogando a colher sobre a mesa. — Você não me contou nada!
— Eu tentei, mas você não atendeu minhas ligações — me defendi, tentando esconder um sorriso.
Ela bufou e cruzou os braços.
— Mas ele não era seu tio?
Meu corpo ficou tenso, e meu sorriso desapareceu. Respirei fundo antes de responder.
— No passado, sim. Mas não temos laços de sangue, Harumi. Isso já ficou para trás.
Ela me olhou com uma mistura de incredulidade e preocupação.
— Não importa. Ele ainda foi casado com sua tia. E você dormiu com ele quando ele ainda morava com ela.
Revirei os olhos.
— Eles não eram casados de verdade, apenas moravam juntos.
— Mesmo assim, Ayumi! Você era mais nova, e ele já era um homem feito. Não acha estranho que depois de anos vocês ainda continuem com isso?
— Não acho — respondi, firme. — Nós nos amamos.
Harumi suspirou profundamente, esfregando as têmporas.
— E sua tia, Sakura? Ela sabe disso?
Desviei o olhar.
— Não tenho contato com ela.
Ela ficou em silêncio por um momento, me analisando. Por fim, disse com um tom mais baixo:
— E ele? Nunca teve outras mulheres antes de você? Não tem medo de que alguma resolva reaparecer e ele queira voltar?
Estreitei os olhos para ela.
— Aonde quer chegar, Harumi?
— Eu só estou preocupada com você, amiga — disse, sincera. — Só quero que esteja ciente de onde está se metendo.
Sorri, suavizando minha expressão.
— Não se preocupe. Eu confio nele. E não foi algo do dia para a noite. Nós já temos um tempo juntos.
Harumi bufou, derrotada.
— Ok, você venceu... Mas tente manter os pés no chão e não se entregar completamente.
Ri e a puxei pelo braço.
— Já estou entregue. Agora vamos tomar um café da manhã decente?
Saímos do apartamento e fomos até uma charmosa cafeteria em Konoha. Entre goles de café e pedaços de pão quente, conversamos sobre tudo: as saídas dela com nossos amigos, os desafios no trabalho e a rotina na HikariTech. Falei sobre Itachi, sobre como sentia sua falta. Também mencionei que havia parado de me envolver com Naruto.
O tempo passou voando entre risadas e... confissões. Depois, aproveitamos para passear por algumas lojas. Harumi não resistiu a algumas compras, e eu também não. Era uma das coisas que sempre fazíamos juntas: gastar dinheiro sem culpa. Almoçamos em um restaurante sofisticado, repleto de gente bem-vestida e conversas abafadas. Entre um prato e outro, o assunto sempre acabava voltando para minha relação com Sasuke.
À tarde, decidimos ir a um salão de beleza. Fazia tempo que não tirávamos um tempo para cuidar de nós mesmas. Durante a sessão de manicure, meu celular vibrou. Era Sasuke.
Sasuke: Amor, hoje à noite tenho um encontro com um amigo em um barzinho. Que tal você levar Harumi junto?
Olhei para Harumi, que estava ocupada escolhendo a cor do esmalte.
— Ei, vamos a um barzinho hoje à noite?
— Essa era minha ideia de diversão — respondeu sem hesitar.
— Eu, você, Sasuke e um amigo dele.
Harumi ergueu uma sobrancelha, interessada.
— Com todo respeito, amiga, se for gato igual ele, eu topo.
Ri e balancei a cabeça.
— Igual não rola. Esse já é meu.
— Igual não quero — brincou. — Ele é bem arrogante, mas se a aparência for boa, já vale a pena.
Respondi a Sasuke.
Eu: Ela topa.
Sasuke: Ótimo. Nos encontramos mais tarde. Beijo.
Fiquei animada para a noite que viria. Se fosse tão divertida quanto nosso dia, sabia que haveria muitas histórias para contar depois.
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Meu Tio Sasuke
FanfictionAtenção: Essa Fanfic é hot também, vai ter muitas palavras e capítulos envolvendo sexo. Se não gostar, só ir ler a bíblia ou ir para outra conta pois a minha é escrita assim. Observação: NÃO contém incesto, eles não são parentes de sangue. .... Ayum...
