Capítulo 108

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Ayumi

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Ayumi

A tarde no spa foi exatamente o que precisávamos para recuperar as energias—ou, pelo menos, fingir que estávamos descansando. Sasuke e eu fomos recebidos com um ambiente tranquilo, onde o aroma de óleos essenciais planava no ar, misturando-se com o som suave de águas correntes e música relaxante.

Deitei-me na maca de massagem, sentindo os dedos habilidosos da massagista percorrerem meu corpo, aliviando a tensão acumulada. Mas mesmo naquele momento de relaxamento, minha mente voltava para a noite anterior... e para as promessas sexuais silenciosas que o toque de Sasuke me fazia.

Ele estava na maca ao lado, mas meu olhar encontrou o dele no reflexo do espelho à nossa frente. Os olhos escuros me observavam com intensidade, um sorriso discreto curvando seus lábios.

— Não adianta me olhar assim— murmurei baixinho, a voz arrastada pelo relaxamento.

Ele ergueu uma sobrancelha, divertindo-se.

— Assim como?

— Como se já estivesse planejando outra coisa para essa noite.

O sorriso dele se alargou.

— Mas eu estou.

Meu corpo arrepiou, e tive que desviar o olhar antes que o calor tomasse conta de mim ali mesmo, na frente de todos.

Quando as massagens terminaram, seguimos para a piscina termal privativa, onde ficamos imersos na água quente, envoltos em um silêncio confortável. Sasuke puxou-me para perto, e eu deitei a cabeça em seu ombro, sentindo o tempo desacelerar ao nosso redor.

—  Eu queria que essa lua de mel durasse para sempre — confessei, deslizando os dedos preguiçosamente pela água.

Ele beijou minha têmpora, seus braços me envolvendo de maneira possessiva.

— Não precisa acabar tão cedo. Podemos estender mais uns dias — sugeriu.

Sorri, embora soubesse que logo precisaríamos voltar.

— Se ficarmos muito tempo longe, a HikariTech pode declarar estado de emergência.

Ele riu baixo, o peito vibrando contra minhas costas.

— Nosso pessoal jamais permitiria isso. A única coisa que me importa agora é você.

Suspirei, fechando os olhos, saboreando aquele momento de paz ao lado dele.

...

À noite, Sasuke me surpreendeu com um jantar romântico à beira-mar. O restaurante ficava em um deque sobre a água, iluminado apenas por lanternas de papel que tremulavam ao vento. O som das ondas quebrando contra a costa e o aroma das flores ao nosso redor tornavam o ambiente perfeito.

Ele puxou a cadeira para mim antes de se sentar, sempre elegante e irresistível, com a camisa social escura levemente aberta no pescoço, revelando um vislumbre tentador da pele que eu havia marcado com meus lábios e unhas na noite passada.

O garçom serviu vinho, e brindamos, nossos olhares se encontrando sobre as taças.

— Você está linda — Sasuke elogiou, o olhar deslizando por meu vestido justo, de um vermelho profundo que ele mesmo escolheu para mim naquela manhã.

— Você diz isso toda vez que me vê arrumada— brinquei.

Ele inclinou-se sobre a mesa, a voz baixa e carregada de segundas intenções.

—  Porque toda vez que eu te vejo assim, só penso em arrancar cada peça de roupa do seu corpo.

Minha pele queimou com a confissão descarada, e precisei desviar o olhar antes que ele percebesse o efeito sobre mim.

A comida foi servida, e enquanto conversávamos sobre momentos passados e planos futuros, percebi o quanto estávamos realmente felizes. Tudo que passamos até ali, todas as barreiras, as lutas, o medo... tudo parecia ter valido a pena.

Após o jantar, fizemos uma caminhada lenta pela ilha. A lua refletia sobre a água, e a brisa noturna trazia o cheiro de sal e areia.

Sasuke segurou minha mão, entrelaçando nossos dedos, e em um impulso, puxei-o para perto, envolvendo meus braços em sua cintura.

— Obrigada por me trazer para cá—  sussurrei contra seu peito.

Ele passou a mão pelos meus cabelos, um carinho leve e reconfortante.

— Eu te levaria para qualquer lugar do mundo que desejasse, Ayumi.—

Fechei os olhos, absorvendo suas palavras, mas logo um incômodo estranho começou a subir por minha garganta. Meu estômago revirou repentinamente, e tive que me afastar dele com urgência.

— Amor, você está bem?— Sasuke perguntou, alarmado.

Balancei a cabeça, levando uma das mãos à boca enquanto a náusea me dominava.

— Eu... acho que o vinho não caiu muito bem.

Ele franziu o cenho, claramente preocupado.

— Isso já aconteceu antes, lembra? Você tem certeza que é só o vinho?

Engoli em seco, tentando me recompor. Ele estava certo. Essa não era a primeira vez que eu me sentia assim. Mas talvez fosse apenas cansaço, ou a intensidade das últimas noites.

— Não se preocupa, deve ser só o clima.

Sasuke não pareceu convencido, mas não insistiu. Apenas me puxou contra si e beijou minha testa.

— Se continuar assim, vamos a um médico quando voltarmos para Konoha.

Assenti, mesmo sem saber se queria descobrir o motivo daquela sensação estranha.

...

Os últimos dias da lua de mel passaram como um sonho. Mais passeios, mais noites intensas e sorrisos trocados ao amanhecer. Era uma bolha de felicidade que eu queria manter para sempre.

Mas logo o décimo dia chegou, e com ele, a inevitável despedida daquele paraíso.

No aeroporto, Sasuke segurava minha mão firme enquanto embarcávamos no avião particular que nos levaria de volta para casa. Eu olhei pela janela enquanto a ilha ficava para trás, sentindo um aperto no peito.

— Acho que já estou com saudade. — Confessei.

Sasuke deslizou um braço ao redor dos meus ombros, puxando-me para perto.

— Não importa onde estivermos, Ayumi. Enquanto estivermos juntos, sempre será especial.

Sorri, encostando a cabeça em seu ombro, e deixei o cansaço me levar.

Mal sabia eu que, ao voltar para Konoha, minha vida estava prestes a mudar completamente.

Meu Tio SasukeOnde histórias criam vida. Descubra agora