Cap 94

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CAROL

Meu ódio por ele só aumentou  depois que eu vi aquela cena ridícula.
Marcos ainda ia me pagar.

Eu fui uma completa idiota em pensar que ele tava mesmo afim de mim, como ele mesmo disse apaixonado por mim.

Ele só tava tirando onda com a minha cara, brincando comigo, com os meus sentimentos.

Me odeio por ter permitido aqueles beijos. Me arrependo por isso.

Tento esconder o meu desconforto na frente da Minha mãe, nos sentamos em uma mesa próxima aonde Marcos e sua turminha estava,podia ouvir as risadas, as brincadeiras que eles faziam entre si.

Também sentia que estava sendo observada e isso estava me deixando ainda mais desconfortável  e irritada.

Fazer papel de idiota, era o que mais me deixava fora de si. Completamente irritada, todos que me conheciam diziam que eu era a pessoa mais calma e lenta da fase da terra. Mais eles não conhecia o meu lado Carminha.

Meu olhar acabou se encontrando com o do Marcos, fuzilei ele apenas com o olhar, Já o dele estava murcho, sem vida.
Se ele fosse ator ganharia o troféu do Faustão.

Tentei manter a calma, e controlar a minha raiva, não sei como esse garoto conseguiu me deixar tão possessa. Talvez fosse porque, por alguns segundos eu tinha acreditado no que ele me disse, e pensado como poderia ser.

Roberto tinha pedido uma pizza de Calabresa, enquanto a pizza não chegava até a nossa mesa, decido ir até o banheiro, e ficar por lá por um bom tempo.

Os banheiros ficava um pouco afastado do salão onde as mesas estava, não tinha ninguém por lá quando eu coloco a mão na maçaneta da porta alguém puxa meu Braço.

Essa Mania que o povo tem de puxar o meu Braço.

Me viro pra encarar o ser humano que apertava o meu Braço.
Marcos me encarava, sua fisionomia era de desespero.

- Oque você quer comigo?  ~ Falei soltando meu Braço, com rispidez, com isso acabei batendo meu cotuvelo na porta. Faço uma careta de dor.
- Queria falar com você.
- Não tenho nada pra falar com você.
- Tem sim. Você foi embora de casa sem falar comigo. Sem se despedir.
- Eu me despedir ~ disse cruzando ao braços~
- Não de mim
- Porque eu não quis você é nada pra mim
- Mesmo depois de ontem? ~ perguntou Marcos, com receio ~
- Ontem?  O que tem ontem? ~ Falei  Me fazendo de desentendida~
- Você sabe.
- Não eu não sei.
- Carol por favor, abaixa a armadura por alguns minutos.
- Porque você não volta pra sua namoradinha e me esquece?
- Você ta com ciúmes? ~ disse Marcos com um sorriso debochado ~
- Ciúmes de você?  Claro  que não. Só não vou admitir que você me use como step, passa tempo escutou?  Procure outra, pro seu joguinho.
- Eu não te usei.
- Cuidado, o seu nariz pode crescer depois de tanta mentira
- Eu não estou mentindo. E não menti ontem
- Não vou cair nessa.
- Eu estou falando a verdade.
- Não acredito. E nem vou acreditar. Me esquece garoto
- Como se fosse fácil esquecer alguém que tá começando a ocupar meu coração, e minha cabeça. Eu juro não escolhi me apaixonar por você nem ter algum tipo de atração. Eu não escolhi. E se ontem eu te falei o que eu sinto foi porque a bebida me deu coragem. ~ disse Marcos tudo de uma vez, sem dar tempo para respirar~

Confesso que ouvir aquelas palavras me deixou em dúvida, mais uma vez.

- Pode falar o que você quiser, eu não vou acreditar. ~ continuei com a minha decisão ~
- Porque você é tão cabeça dura?
- Pra evitar que idiotas como você, ouse brincar comigo.
- Acredita em mim. Por favor
- Não. E  Se você continuar insistindo nessa porcaria eu falo pro Edgar e pra Ana.
- Vai falar o que? Que a gente ficou alguma vezes? Eles nem vão se importar
- Eu falo que você me forçou. Me agarrou quando estava bêbado. Você vai levar um sermão se duvidar até coisa pior. ~ Dei um sorrisinho ~
- Você não teria coragem de expor o que aconteceu dessa maneira. ~ Marcos me olhou incrédulo ~
- Paga pra ver. ~ Disse o desafiando, tava começando a gostar disso ~
- Eu tento resolver as coisas civilizadamente e você me vem com essa. ~ disse Marcos dando uma risada debochada~
- Não tem nada pra resolver, segue o seu rumo, que eu sigo o meu. ~ disse, Dando um passo pro lado,pra conseguir sair de perto dele mais ele colocar o braço na parede atrás de mim me impedindo. ~
- Eu não vou desistir de você. ~ Sua respiração estava pesada ~
- Problema seu, o tal sentimento que voce diz que sente por mim é teu,quem vai sofrer é você não eu, então foda-se.

Marcos não disse nada, simplesmente me encarava com certeza não sabia o que falar. Bem feito!

- Se eu te provar que te amo, você me da uma chance? ~ Disse ele finalmente~

Ele continuava insistindo nessa porcaria.

- Prova, primeiro. ~ Falei por fim. E o afastei, e ele não tentou nenhuma gracinha. Graça a Deus.

O deixei parado no mesmo lugar, olhando para onde eu estava há alguns segundos atrás, andei tão distraída e que acabei trombando com uma garota, mais nem olho em sua cara, apenas peço desculpa e volto pra minha mesa.

Minha mãe e Roberto estavam entretidos em uma conversa, que nem notaram que eu tinha voltado. Affz.

Depois que a pizza tinha chegado,só consegui me concentrar nela.
Vi Marcos voltar pra sua mesa mais não me olhou, talvez o teatrinho tivesse acabado.

Já tínhamos comido, e levaríamos a sobremessa pra casa, enquanto esperávamos Roberto pagar a conta, minha mãe e eu ficamos conversando.

Mais um desastre tinha que acontecer.

Alguém, passa atrás da minha cadeira E... derruba algo em cima de mim, em meu cabelo pra ser mais específico.

Ow Deus!

Me levanto rapidamente da cadeira, o líquido escorre do meu cabelo pro meu rosto, e pra dentro da minha  blusa, sinto o cheiro da bebida. Cerveja.

Quando eu olho pro lado pra ver que foi o idiota que tinha feito o estrago.
Fico de boca aberta.

Se alguém aí não tinha certeza que eu não tinha sorte nessa vida, você acabou de ter certeza que eu não tenho sorte em absolutamente em nada.

Adivinha quem tinha derrubado bebida em mim?

Ia pagar caro por isso.

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