Quando me materializei no centro de São Francisco mais uma vez, temi que o que Lúcifer tinha dito fosse verdade.
Caminhei até Gabriel que estava abaixado ao lado de Diana. Corri até ela e a tomei nos braços.
— Como ela está? – Larguei a cabeça de Lúcifer ao meu lado.
— Ela... está morrendo. – Disse Gabriel com pesar na voz.
— Não, não, não! Você não pode. – Passei as costas da mão suavemente no rosto dela.
Fechei os olhos e coloquei minha mão sob o ferimento. Minha mão ficou com um brilho branco saindo dela mas Diana não pareceu melhorar.
— O que? Não, não, não, não!
Fiz de novo o mesmo movimento. Novamente, sem efeito. Fiz mais uma vez, nada.
— Lucas – Gabriel colocou a mão no meu ombro – eu sinto muito, mas ela está...
— Não, não está! – Lágrimas escorreram pelo meu rosto. – Ela não pode.
Fechei os olhos e dei um beijo na testa dela. Lúcifer estava certo. Eu não consegui salvá-la. Tudo parecia sem sentido, sem cor, sem vida. Não quis continuar vivo em um mundo sem ela e então uma ideia surgiu na minha mente. Uma ideia muito arriscada e com certeza muito imprudente.
Peguei Diana no colo e me levantei do chão. Desembanhei Mortalha e ergui a espada para o céu. Um feixe de luz azul rompeu as nuvens.
— O que você está fazendo? – Perguntou Gabriel alarmado.
— A fonte. – Disse embainhando Mortalha mais uma vez. – A fonte de Josué. Ela tem poderes curativos fortes o suficiente para salvá-la.
— Não pode levá-la! Ela é humana. Lucas, se um anjo levar um humano para o céu, o anjo absorve todos os pecados do humano e pode se corromper e virar um demônio. E além disso, humanos não tem permissão para entrarem em solo celeste.
— É o único jeito. Não vou deixá-la morrer! – O desespero na minha voz era visível.
— Eu sinto muito, mas eu não posso deixá-lo fazer isso. Eu, como seu superior, te proíbo de levá-la ao Céu.
— Me impeça. – Olhei por cima do ombro para Gabriel.
— Lucas, essa é uma ordem direta. Não leve a humana para território celestial!
— E desde de quando eu sigo ordens, Gabriel?
Abri as asas e voei na direção do feixe de luz azul. Quando estava próximo as nuves, sumi no ar e me materializei no Céu. Eu deveria estar feliz de estar finalmente em casa, mas eu estava desesperado. Anjos aos montes me olhavam horrorizados com o que estavam vendo. Uma humana em território celeste. Passei por Miguel que me olhava perplexo demais para me impedir de fazer alguma coisa.
O Céu era um lugar lindo. O chão era feito de nuvens tão branquinhas que pareciam bolas de algodão. Ao longe, se estendia uma construção feita de pedras cinzas que lembrava muito um castelo. As árvores e flores – pelas quais meu pai era apaixonado – se estendiam por toda a extensão do chão. Tudo era muito delicado e cada detalhe enriquecia ainda mais a beleza do lugar.
Diana adoraria aquele lugar. As diversas espécies de flores e as árvores com copas coloridas era a cara dela, mas infelizmente ela não podia vê-las porque estava morta e por minha causa.
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Anjo Meu
Fantasi🔹TRILOGIA ANJO MEU - LIVRO I🔹 "[...] ela estava concentradíssima em limpar meu ferimento. Seus olhos castanhos escuros estavam focados e sua expressão mesmo séria, não conseguia esconder a garota alegre e divertida que ela era; seus lábios, os qua...
